E fomos pra Foz!

Desde que casamos que eu e o Amorzo queremos passar um tempo em Foz. Só que… logo depois do casório deu enchente lá na região, ficou impossível de ir e logo uns meses depois o Mateus nasceria. E ainda depois nunca sobrava dinheiro pra isso, ir pra lá sem grana é triste. Deixamos pra depois.

E o tempo foi passando, eu já tinha visitado o Paraguai junto com o meu querido marido (entre outras coisas ele também foi meio que muambeiro de informática rs…) mas não conhecia as Cataratas do Iguaçu, por exemplo.

E aí que eu ia engravidar só no final do ano, e aí que tiraríamos férias… como ele ainda tinha uns dias na manga resolvemos ir pra Foz e Paraguai (já que pra Argentina não rolava porque os meninos não têm RG – bju liga pro meu advogado).

Tava frio!!! Um frio do caramba! Pelo menos no dia que fomos ao Paraguai não estava chovendo (grazadeus!). Mas imagina uma família no meio da muvuca paraguaia comprando suas queridas muambas?

Por isso esse post, vou dar uma dica de mulher de ex sacoleiro comerciante de equipamentos de informática.

  • Faça uma lista com o que você espera encontrar no Paraguai. Pode ser que você não encontre nas listas que algumas lojas oferecem virtualmente, mas é coisa de vida ou morte levar tudo anotado.
  • Cote os preços. Se você por acaso não encontrar o produto nas listas das lojas, sugiro procurar o preço em sites estrangeiros, como Amazon etc. Pra cotar os preços das lojas do Paraguai nós usamos 2 sites: http://www.comprasparaguai.com.br e http://www.comprasnoparaguai.com/ .
  • Siga as regras da Aduana se não quiser pagar impostos sobre as mercadorias, se não quiser ficar sem as mercadorias ou pagar algo a mais… elas estão disponíveis no primeiro site indicado! A cota é INDIVIDUAL pra quem tem RG. (Pois é, só pudemos comprar 2 cotas rs…). Cota não soma. Esqueça aquele notebook de 500 dólares!
  • Não coma no Paraguai, a não ser alimentos industrializados. Quem mora lá está acostumado, você pode ter piriri.
  • Faça um roteiro das lojas que vai visitar. Use mapas que você pode encontrar na internet.
  • Use um serviço de “leva e trás” que geralmente é oferecido nos hotéis. COMPENSA!!! Peça pra ele te deixar na primeira loja do roteiro que você fez, economiza perna. Atravessar a ponte a pé é terrível, ir com o próprio carro inseguro, e voltar com táxi paraguaio, você corre o risco de ficar sem combustível no meio do caminho por exemplo rs…
  • Não se empolgue. Tem coisas que não valem a pena comprar lá! Falsifix sempre será falsifix, mas tem muuuuita loja boa de produtos ORIGINAIS! Fuja dos “amigos” que ficam nas portas dos shoppings oferecendo a loja deles “porque é mais barata” aliás fuja do “mais barato” durante toda sua vida hehe!
  • Economize no hotel pra gastar mais. Faça RESERVA!
  • Se você tem uma criança que ainda fica no colo, leve seu SLING! Não tem sling? Pois eu vendo, só acessar aqui. (Momento jabá)
  • Existem os melhores dias para fazer as compras, para voltar de Foz também. O pessoal do hotel e do serviço de transporte sabem exatamente quais são!
  • Se você é uma grávida e quer fazer xixi ou tem bebê e quer trocar a fralda recomendo 2 lugares: Monalisa e Nave Shop (banheiros limpos e cheirosos). Fora que são lojas que têm tudo o que uma mulher precisa pra ser feliz.
  • Vá de manhã e volte na hora do almoço.
  • Desvie dos demonstradores de canivetes papa bolinhas e afins.
  • Ao atravessar as ruas, olhe para os 4 lados. Você vai entender quando estiver lá. Crianças sempre na sua frente e atrás do pai por exemplo.
  • Confira as mercadorias assim que chegar no hotel. Teste tudo! Ainda dá tempo de trocar!
  • E por fim curta! Apesar de ser muvucado é uma outra cultura, encontrei uma índia paraguaia que carregava o bebê dela num tipo de sling, isso foi meio que emocionante pra mim. (Dá desconto pelo estado gravídico aqui). No mínimo vai te fazer valorizar algumas coisas que temos aqui no nosso país (menos o fato de as coisas serem mais caras aqui).

E Foz??? As Cataratas são lindas, mesmo com chuva! Itaipu é maior do que você imagina! E a cidade é pequena, mas tem TUDO! Nós ficamos num hotel que era entre o Mc Donalds e o Pizza Hut. Nem preciso dizer mais nada haha!

Vamos de fotinhas:

BjoS!!!

Manifesto pelas Mães!

MANIFESTAMOS PELAS MÃES


Mãe que dá o melhor de si e convive com a crônica sensação de que nada é o suficiente.

Mãe de carne, osso e vísceras que, ao se perceber humana, sente-se cada vez mais distante do ideal de devoção da Santa Mãezinha. E por isso se culpa.

Mãe que comprou o sabonete com óleos essenciais, o iogurte com fibras, o desinfetante com cloro ativo, a fralda com bloquigel e mesmo assim seu filho não dormiu a noite inteira, seu marido se queixa e sua casa não é o templo limpo, perfumado e livre de insetos que aparece na TV.

Mãe mulher, dona de casa, profissional e amante, que segue passo a passo as dicas das revistas femininas para conciliar seus inúmeros papéis e virar “super”, mas ainda não encontrou sua capa.

Mãe cuja única preparação para a mais dramática mudança da sua vida foi o cursinho da maternidade e, se privilegiada, a decoração do quartinho e a compra do enxoval.

Mãe que vive em uma sociedade que a glorifica, ao mesmo tempo em que a obriga a terceirizar a criação dos seus filhos. Seja por necessidade, independência ou reconhecimento. Como se, em qualquer um desses casos, essa não fosse uma decisão extremamente difícil.

Mãe que se divide diariamente entre a administração do lar e da profissão, encarando múltiplas jornadas que a levam constantemente à exaustão física e emocional.

Mãe que se dedica de corpo e alma ao significativo projeto de criar uma criança, enfrentando um nível de cobrança superior ao de qualquer chefe ranzinza e cliente exigente. 365 dias por ano, 24 horas por dia. E mesmo assim é percebida como alguém que não faz nada. Até por si mesma.

Mãe pobre que, quando opta pelos filhos, é acomodada. Quando rica, é madame. E, quando profissional, é ausente.

MANIFESTAMOS PELA MATERNIDADE

E, portanto, pela liberdade de sentir. De seguir os instintos. De viver em plenitude emoções e sentimentos totalmente femininos. Pois negá-los, seria abrir mão daquilo que faz da mulher, um ser único.

Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.

Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê.

Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.

Manifestamos pela aceitação da metamorfose e da mudança de valores que a chegada de uma criança proporciona na vida de qualquer adulto. E pela valorização desta transformação na sociedade, como contraponto para a cultura do egoísmo e da juventude eterna.

MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES

Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.

E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.

Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.

Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.

Mães que tentam proteger a infância e não desistem diante do bombardeio de mensagens que estimulam a erotização e o consumo precoces.

Mães que empreendem, que inventam, que abrem mão, que buscam alternativas, que assumem o vazio e a sobrecarga. E promovem viradas.

Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.

Que pensam globalmente e agem localmente, casa a casa, família a família.

E que administram seus lares, como se ali começasse a mudança que desejam para o planeta.

MANIFESTAMOS PELA TOMADA DE CONSCIÊNCIA FAMILIAR

Pela valorização do papel da mãe no seio da família e pelo fim das hipócritas tentativas de minimizar a diferença que a presença dela faz.

Pelo reconhecimento da vital importância da maternidade para a humanidade, e por ações sociais e políticas que valorizem e estimulem a atuação da mãe.

Por uma rede de relacionamentos que coloque novamente mulheres de diferentes gerações em contato, reconstruindo referências que foram deturpadas e estereotipadas pela mídia e pela sociedade.

Por mães unidas para estudar, compartilhar experiências e desenvolver novos pontos de vista para este tema milenar, universal e ainda tão incompreendido.

Por uma nova formação familiar, focada no bem estar integral dos seres humanos e não somente no bem estar material.

Por pais que valorizam a tomada de consciência materna, dando sua participação necessária para que ela floresça. Mesmo sem entendê-la completamente.

Por mães que partilhem com seus parceiros as responsabilidades, agruras e alegrias de se cuidar dos filhos, sendo entendido que eles pertecem aos dois, igualmente.

Manifestamos pela ausência de fórmulas, de guias práticos e de respostas prontas, pois cada mulher é livre para buscar seu caminho e desenvolver sua história. No seu tempo, no seu ritmo e na sua individualidade.

Manifestamos pela conciliação de uma maternidade moderna com uma maternidade mais plena.

Manifestamos por você e por nós. Pela Terra e por todos os filhos que dela vieram e ainda virão.


Manifestamos pelas mães!

http://www.grupocria.com.br

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