14 anos Bodas de Marfim

Amor, hoje completamos 14 anos casados!

Passei a semana pensando em tudo o que já passamos juntos, lugares onde moramos e me deu uma louca pra procurar no Street View pra ver como estão as casas e apartamentos por onde passamos :).

Quando nos conhecemos você morava aqui na casa dos seus avós:

 

E eu aqui:

 

Mas depois mudei pra cá onde era a casa dos meus avós também kkk:

 

Não muito tempo depois, nós mudamos juntos para o aperta, digo, apartamento :

 

Aí o Mateus nasceu aqui (Hospital Harmonia):

 

Uns meses depois as coisas ficaram meio apertadas… e precisamos nos mudar pra um lugar mais barato. Uma casa azul nos fundos da casa de um Sr. simpático mas que criava galinhas que cagavam na minha calçada kkkk 🙂 :

Mas ficamos pouco tempo aí, e mudamos pra Curitiba e moramos um bom tempo ali na casa ao lado da Tia Solange e do Tio Cajo. Tinha um papagaio que morava no sobrado da frente que adorava atravessar a rua e subir no meu ombro! Eu ficava morrendo de medo dele morrer atropelado! O vizinho adorava o Mateus e o Mateus adorava o “cáoxujo” (um carro velho kkk) dele! O Mateus também pulava o muro da casa da tia pra brincar com a Meg 😀 :

Mas na época era grade, que chato pixarem o muro!!!

A gente precisou se mudar e conseguimos ir para um apertamento, sim, ainda menor que o primeiro kkk! Mas foi muito bom morar ali. O Mateus tinha espaço pra brincar, conheci a Adri, uma pessoa que foi muito especial pra mim! Mas era muito pequeno MESMO KKKK!

No prédio rosa 🙂 Mas não era rosa antes! Era bege com marrom, ou algo assim…

Resolvemos mudar pra um lugar mais espaçoso, depois de um booom tempo morando ali. Fomos pro predinho no Bairro Alto. Foi aí que adotamos a Ebony e mais tarde resolvemos engravidar do Biel 😀

E antes do Biel nascer mudamos para cá, era bom morar aqui! Pena que foi pouco tempo, ou melhor, nem tanto porque viemos pra Londrina:

 

Biel nasceu aqui:

Como já disse logo mudamos pra Londrina:

 

E aí a Lais nasceu aqui:

E agora estamos em uma outra casa :).

Que não aparece no Street View hahaha!

Por que resolvi fazer esta retrospectiva?

Eu acho muito importante termos consciência de onde vemos e da nossa história, muita gente melhora de vida e esquece de como era antes.

Não interessa onde ou como nós moramos. O importante é estarmos juntos por mais simples que isso possa parecer. Mas é. Nós não mudamos (várias vezes meldels!) só de casa. Com o tempo mudamos muitas outras coisas para melhor. Por amar o outro e querer sempre melhorar para o outro. E assim a gente vai, rumo aos 50 anos de casados! 😀

Te amo!!!

BjoS!

Galinha Pintadinha em Londrina! Nós fomos!!!

Quando a Letícia (@bruxaod) me perguntou se eu sabia que teria show da Galinha Pintadinha aqui em Londrina eu pensei comigo: ferrô. Já venderam todos os ingressos e eu fiquei sem, porque né? Imagina, a Galinha em “pessoa” e penas aqui na nossa cidade… lógico que vai lotar!

Fui atrás de informações e só consegui encontrar a data. 4 de março. Eu precisava sair de casa para fazer umas compras e quando estou descendo do carro no centro vejo um casal com camisetas da Turnê Oficial da Galinha Pintadinha e penso: obrigada Deus! KKK

Eles me contam onde vendem os ingressos (eu não anoto e esqueço, ainda bem que tem Maíra pra me ajudar…) falo com a Kaká e na segunda-feira já estamos de manhã comprando nossos ingressos porque não ia rolar ficar de fora dessa!

Ingressos comprados e vem aquele medo de ir sozinha com Biel e Lais. E se ele não se comportar? E se ela se assustar com o som alto e com os bonecos e só chorar? Mas fui gente, com a cara e a coragem (e uma azia duzinferno)!

E foi lindo!!! Antes de começar o show a Lais meio que quis chorar com a passagem de som (que eu achei um tico alto demais, alias isso e a falta de ar condicionado foram as únicas coisas ruins) mas depois que começou foi só alegria! O Biel e ela curtiram muito! Ele se comportou o show inteirinho e cantou, dançou e se divertiu pra caramba junto com a Bia!

A Lais na música da Mariana fazia o número 1 com o dedinho, coisa linda e fofa de se ver!

No comecinho do show me bateu uma emoção que eu até chorei. Aí olhei para os lados pra ver né se não tinha mais ninguém chorando… não consegui ver direito e pensei comigo:

– Suas coração de pedra!!! Um show lindo desses e vocês aí sem chorar?

Depois, conversando com algumas amigas eu descobri que não fui a única a me emocionar (ufa!). Foi lindo mesmo, quem sabe por serem músicas que escutávamos quando criança acabam mexendo muito com a gente.

O show é demais! Tem o tempo certo, a animação da apresentadora é demais, os bonecos e fantoches são lindos e o repertório é perfeito. Se tivesse mais vezes eu iria com certeza!

Ficam as fotinhos:

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BjoS!!! Popó!

Hoje é o Dia do Gabriel!

Filho lindo!

Hoje faz 4 anos que você nasceu!

E eu estou muito feliz e orgulhosa por você.

Esse ano tá cheio de novidades né? Mudou de cadeira no carro, entrou na escola, ta indo super bem! Já foi nomeado o menino mais simpático e falante do Ensino Infantil (eu já sabia!). Só precisa estreitar mais o relacionamento com a mana, mas eu entendo que não é fácil dividir a vida com a irmã mais nova. Mas compensa viu?

Eu espero que você seja muito feliz nessa nova etapa! Que faça bastante amigos, que tenha uma professora bem legal pra você lembrar sempre com carinho dela como sua primeira professora. Que a gente faça muita tarefa de casa juntos e continue se divertindo com suas pérolas :).

Nós te amamos seu lindo!!!

BjoS!!!

Independência Espiritual?

Esses dias me questionaram o porquê de eu não frequentar uma igreja aqui em Londrina.

Além de todo aquele papo clichê que “ninguém tem nada a ver com a minha vida” algumas coisas aconteceram antes de chegarmos a esse ponto.

Primeiro, nos mudamos para cá e apesar de ser bem acolhidos por uma igreja com pessoas queridas, mais tarde percebemos que a Instituição estava acima de tudo. Inclusive acima do amor entre as pessoas e pra mim e pra minha família isso é anti cristão em um grau tão máximo que não teve jeito. Depois dessa nós não procuramos mais nenhuma igreja para frequentar.

Nos reuníamos com um grupo aqui em Londrina, crescemos e aprendemos muito mesmo com eles, mas a vida e a correria acabou nos afastando, e confesso. Faz muita falta.

Mas o principal que aprendemos foi que não precisamos de uma instituição para nos relacionarmos com Deus. (Sim, eu creio em Deus e creio em um relacionamento com ele, tá me achando esquizofrênica?)

Sabe, não é que não precisamos de pessoas, de conselhos… isso nós precisamos sim! E Deus sempre manda alguém e isso é mais que incrível!

Mas eu não preciso recorrer a um lider espiritual que quando eu recorrer vai se sentir pressionado a dar alguma resposta, e bem… pode ser que nem seja a resposta certa! Isso já aconteceu com a gente dentro de uma igreja. E como fomos líderes algumas vezes nos sentimos pressionados assim, principalmente quando a pessoa em questão não tinha uma amizade/irmandade com a gente e ainda assim queria que solucionássemos a vida dela.

Eu também não preciso mais ir a alguma reunião onde as pessoas fingem ter comunhão umas com as outras e durante a semana falam mal uns dos outros pelas costas.

Eu não preciso puxar o saco de ninguém para obter alguma vantagem dentro de algum ministério (música, dança, mulheres, ensino…). Nem fingir que não quero brilhar enquanto faço de tudo para aparecer. Aquela falsa humildade de que todos se orgulham hehe.

Eu não preciso me preocupar que meu filho sofra um “bullying eclesiástico” por não ser filho de algum ser muito importante dentro da igreja.

Eu não preciso mais me preocupar em priorizar os “da casa” e ter um serviço mal feito que até meu filho de 8 anos faria melhor (encomendei um artesanato com uma pessoa da igreja que até tinha esquecido da encomenda, quando finalmente ela entregou eu tive que falar que adorei por consideração a ela, porque pensei que ela havia feito o melhor que podia. Mais tarde vi que não, ela foi displicente mesmo). Longe de mim querer culpar os outros por ter mentido, mas eu tinha muito carinho pela pessoa mesmo.

Eu não preciso fingir normalidade quando o que eu estou vendo não é normal! Não preciso me acostumar com algumas coisas meio fora do que tem na Bíblia porque foram revelações do Apóstolo, Líder, Papa.

Eu não posso mais concordar que quem trabalha para a instituição tem que ser voluntário e quando é mandado embora ainda sai com uma mão  na frente e outra atrás porque não tinha nada na CLT.

Eu não posso concordar que a instituição queira se meter em decisões de um estado que deveria ser laico (e não é!). Eu não acho que tomar o governo pelas beiradas (me corrompendo para que o que eu quero seja feito) seja uma maneira de manifestar o reino de Deus na terra, não mesmo.

Eu não posso concordar que a mulher seja humilhada dentro de casa e mesmo assim deva exibir um sorriso na frente dos colegas de igreja porque a mulher sábia consegue as coisas apenas com sorrisos.

Eu não quero que meus filhos cresçam discriminando outras pessoas, seja por qualquer motivo. Quero que eles aprendam a respeitar e amar mesmo as pessoas que não tenham a mesma opinião ou estilo de vida deles.

(Mas imagina! Isso tudo que eu falei só aconteceu perto de mim e comigo, né?)

Eu acredito em conversão, mudança de vida, acredito sim. Mas muito mais pelo exemplo que pelo sermão. O que eu vi durante anos foi muito mau testemunho e muitos bons sermões. Algumas exceções? Sim! Até muitas,  mas os que mais “pegam no pé” dos outros são os que menos fazem aquilo que falam. E não acredito em conversão instantânea. Converter é mudar de caminho. Isso não se faz da boca pra fora.

Eu acredito em milagres, principalmente aqueles que acontecem sem ninguém saber. Um emprego numa hora difícil, uma cura mesmo que tenha sido usada a medicina pra isso, um livramento em um acidente, um filho que nasceu bem mesmo depois de algumas complicações.

“Mas você não deve se escandalizar irmã!”

Mas eu não estou escandalizada, só cansada. E nem quero escandalizar ninguém, mas a instituição como é e está hoje em dia não me dá motivo algum para fazer parte dela.

Me desculpe, mas não quero fazer parte do seu clube!

O título do post é “Independencia Espiritual?” e tem um motivo.

Não vivemos uma independência de Deus. Muito pelo contrário. Aprendemos a depender SOMENTE Dele. E isso eu recomendo para todo mundo dentro e fora da igreja.

O que vivemos é uma independência institucional uma independência das “empresas eclesiásticas” como eu aprendi esse final de semana.

Eu sei que eu devo influenciar as pessoas com a minha vida, e não com o que eu falo. Quem sabe eu consiga isso, ao menos eu tenho tentado. Estou longe da perfeição, mas estou perto de ser um ser humano totalmente dependente de Deus.

BjoS!

Exercer democracia

Eu pensava que exercer a democracia era a cada 2 anos participar de eleições e  de eventuais plebiscitos. Eu achava que estava fazendo a minha parte! E olhe lá, nas últimas eleições eu só justifiquei o voto (ok, então nem a minha parte eu tava fazendo direito, vamos combinar…). Até eu participar da Conferência Municipal de Políticas para Mulheres em Londrina. O objetivo da Conferência é: Elaborar o Plano de Políticas para Mulheres. Esse plano será levado para a Conferência Estadual e mais tarde para a Federal que será em Brasília (cejura?) em dezembro.

O tema da Conferência foi: “Enfrentamento à pobreza e promoção da autonomia das mulheres”

“Tá bom Marilia, mas como que você foi parar num evento desses?”

Explico: eu coordeno junto com a Pati Merlin e a Thelminha o GestaLondrina que é um Grupo de Apoio ao Parto Ativo. Ele é um grupo apoiado pela Parto do Princípio, um GAPP. A Kiki da PP (acostumem-se com esses apelidos e abreviações rs…) me enviou um email falando da Conferência, (meu marido enviou uma nota do site da Prefeitura que ele sempre acompanha) e me convidou a participar como delegada. Lógico que eu aceitei! Infelizmente pela PP não ser uma instituição formalizada eu não consegui ser delegada, fui como observadora. Mas com o carão e o tico de coragem que Deus me deu fui com todas as moções e propostas que elas me enviaram por email X). Quando falo que sou mesmo metida as pessoas não entendem… é nesse sentido de se “meter” e fazer as coisas.

Na sexta à noite cheguei na Câmara munida de pastinha, prancheta, papéis e caneta para a abertura. Peguei lá o crachá, tentei reconhecer alguém no meio das pessoas e bati um papo meio tímido com uma das participantes que me conhecia (e eu não lembro de onde, simata).

Aí teve o café, delicioso por sinal. E grazadeus chegou alguém conhecida! A Marisse (amiga do Gesta), e estava como delegada pela

Ana Carolina, Eu , Lais e Marisse

OAB! Mostrei os papéis que tinha levado da PP e destacamos dentro do plano que apresentaram as que se adequavam à nossa realidade do município. Foi feita a abertura. Cantaram o hino de Londrina e eu morri de vergonha de não saber cantar kkk! Um pouco antes de terminar eu tive que sair, fui entregar um sling pra uma pessoa que viajaria no sábado. Nossa outra amiga, também delegada, chegou logo depois que saí, a Ana Carolina. Elas ficaram até o final que eu creio não ter tido nada demais porque nem comentaram nada comigo haha!

Eu e Lais

No sábado pela manhã eu acordei porque tinha sonhado que tinha ligado pra Marisse avisando que eu não poderia ir. Levantei no pulo, Lais ainda dormia, dei mais um tempinho pra ela e assim que ela esboçou acordar nos arrumamos e fomos pra Camara novamente.

Cheguei na hora do café, mas o eixo onde faríamos as propostas ainda não tinha sido abordado.

Todos acham fofa a Lais no sling participando da Conferência com direito até a um crachá. Vejam bem… rs.

Fomos para a plenária e fomos abordando e votando (eu não votava, só delegado vota) as propostas. Teve uma pausa para o almoço, o Amorzo foi buscar a Lais pra ela almoçar e quando volto pra plenária todos perguntavam dela kkk!

Conseguimos aprovar algumas propostas:

Garantir a licença-maternidade de no mínimo 180 dias para todas as trabalhadoras

Encaminhar projeto de lei ao Legislativo para ampliação do regime de exercícios domiciliares a partir do 8º mês e durante os 6 primeiros meses após o parto para as estudantes

Adesão do município ao Rede Cegonha e ao Mãe Paranaense.

Apoiar e incentivar a capacitação de doulas voluntárias

Apoiar e incentivar o trabalho de enfermeiras obstétricas e obstetrizes na assistência ao parto normal de risco habitual em hospitais e maternidades

Apoiar e incentivar a construção e funcionamento de Centros de Parto Normal: (re)abertura do diálogo e participação das mulheres

Garantir o cumprimento da Lei do Acompanhante

Elaborando propostas, redigindo, corrigindo...

Criação de um Comitê de Morte Materna onde haja a participação da sociedade. (A palavra correta me fugiu, n tá fácil terminar esse post kkk)

Criação de uma Ouvidoria da Secretaria da Mulher.

Houveram várias mudanças em propostas já existentes. Por exemplo uma que dizia respeito a campanhas na mídias pela prevenção do câncer do colo de útero e câncer de mama, prevenção da AIDS, igualdade de gênero e faltava ali campanhas de incentivo à amamentação e ao parto natural.

Moções que eu lembro conseguimos assinaturas para duas:

Moção de apoio à PEC 00515/2010, que aumenta para 180 dias a licença-maternidade

(Essa teve várias assinaturas!)

Moção pela adequação étnica e cultural na assistência ao parto.

Votação

Tudo devidamente votado e acordado. Lindo de ver mesmo. Sabe quando você

para por alguns segundos e pensa: tô participando de algo importante, que legal! Que privilégio!!! Pois eu pensei isso várias vezes :D. Como é fácil criticar tudo e não fazer nada para mudar. Como é fácil fazer piada de coisas importantes. Como existem mulheres batutas (expressão que minha prima Anica usa sempre e agora achei pessoas à altura para usar também!) nessa cidade!!!

Algumas pessoas podem pensar que é perda de tempo, que os caras que mandam mesmo não vão fazer o que estamos reivindicando. Mas se eu não faço nem e minha parte, como vou cobrar deles o que eles devem fazer?

Fica o meu incentivo para quem está pensando em participar ou não da Conferência no seu município. Participem! É uma experiência que muda sua maneira de pensar como cidadã. Eu que me achava super engajada com várias coisas percebi que tem muita coisa para ser feita! E pouca gente disposta a fazer. Mesmo sem papéis caneta e prancheta. Vá. Você tem poder de voz! Mesmo quem está como observadora pode participar. Só não vai votar, mas pode ajudar a elaborar melhor as propostas.

Desde cedo lutando pelos direitos da mulher 🙂

BjoS!

P.S.: Marisse e Ana Carolina vão para Curitiba para a Conferência Estadual como delegadas!!! Uhuuuuu!!!!

O dia em que doulei minha doula

Vocês já leram o relado do parto da Lais? Se não, ele está aqui.

A Lorena eu conheci quando começamos o GestaLondrina. Ela dava aulas de Yoga onde realizávamos as reuniões. Lembro de ter pensado: puxa! Que pessoa legal! E a primeira impressão foi a que ficou.

Numa das reuniões nós falamos do desejo que tínhamos de um dia sermos doulas. E combinamos assim: eu ia engravidar e ela ia me doular (afinal ela é fisioterapeuta e professora de Yoga) e depois ela ia engravidar e eu ia doular ela. Nada de contrato assinado, mas muitas vezes o que a gente fala passa um anjo e diz amém (como dizia a minha vó).

E não é que um tempo depois eu tava grávida? Nem foi tanto tempo assim depois do nosso “combinado”. Se eu fosse ter em casa eu chamaria a Patricia Merlin pra me atender. Ela tem experiência nisso, mas no fundo eu queria mesmo que a Lorena estivesse comigo, então na minha cabeça quem sabe eu chamasse as duas hehe. Quando a Lais começou a dar sinais que ia nascer antes, o parto domiciliar foi por água abaixo e eu tive mais certeza ainda que seria a Lorena a me doular.

E ela foi perfeita!  Eu ainda lembro que eu sabia exatamente quando era ela e quando era o Daniel que estavam fazendo massagem em mim, lembro dela falando comigo, me lembrando de respirar, de me entregar na hora das contrações.

Mas não sabíamos de um detalhe no dia em que a Lais nasceu (há exatos 8 meses). Lorena estava grávida de poucas semanas da Cecília :D!

Quando eu soube da gravidez fiquei aqui torcendo pra ela me chamar pra doular, porque eu realmente precisava retribuir o amor que ela me dedicou. Foi muito importante ter ela por perto!

A Cecília também quis apressar, mas a Lorena conseguiu deixar ela mais tempo na casinha, na terça feira dia 21/06 ela parou de tomar a medicação para inibir o parto e ficamos em estado de espera hehe.

No feriado do dia 23 eu fomos passear em Presidente Prudente, se qualquer coisa acontecesse com a Lorena e ela me ligasse, voltaríamos correndo. Dá mais ou menos uma hora e pouco daqui. Ela não me ligou, na volta eu tava vendo as fotos que tiramos no passeio e tinha uma da visita que fiz pra ela. Olhei pra carinha da Lo e pensei: Bem que a Cecilia poderia nascer já, né?

Voltamos pra casa, eu tava fazendo um cachorro quente e arrumando as coisas quando toca o telefone. Eu imediatamente pensei que fosse ela.

– Má, minha bolsa rompeu. Mas eu to tranquila. Vou ligar pro Dr. Alessandro e ver o que ele vai fazer.

– Ok, sem pressa. Qualquer coisa me liga.

Isso era mais ou menos umas 8 e meia da noite.

No próximo telefonema ela me falou que o médico (que aliás foi quem acompanhou o parto da Lais) iria internar mesmo por conta da bolsa rota, mas que ela só ia pro hospital depois que acabasse a novela.

Fui ajeitando as coisas, fiquei pronta pra sair, embora ela tenha me dito que não ia precisar de mim agora porque ela não estava ainda em trabalho de parto.

Todos aqui dormiram, e eu fui descansar também. Acordei la pelas 7 da manhã toda desesperada, pensando meldels já nasceu! Pensa na pessoa esbaforida sem conseguir nem abrir o olho ainda procurando o celular… pensou? Hehe, aí me deparo com uma mensagem dela as 4 da manhã pedindo pra eu ir pro hospital porque não tava fácil. Gelei. Esqueci de avisar que eu não acordo com toque de mensagem! Liguei pra ela e fui tranquilizada hehe. Na verdade foi o seguinte, ela internou e ia tomar uma dose de antibiótico. Ela não estava em trabalho de parto, somente com a bolsa rota. De 15 em 15 minutos entrava uma enfermeira no quarto pra perguntar “ta doendo muito mãe?” “já tá com dor?” sendo que nessa hora específica ela deveria DORMIR! Ela me queria lá pra ela poder descansar :D.

Sendo assim, dei um mamá pra Lais e fui pra lá. Ela estava super bem, fui mesmo pra ela sentir que eu estava presente, e pra reclamar com o médico desse tipo de atitude das enfermeiras. Não são todas que são assim, mas bastam uma ou duas pra tirar a paz. Quando conseguia ela dormia um pouco.

Conheci lá uma bisavó que foi visitar o bisnetinho recém nascido. As enfermeiras do dia já respeitavam muito mais! Foi um sossego.

As contrações estavam bem irregulares. O médico examinou e fez um toque, estava mais ou menos com uns 4 cm (ela havia internado com 1cm e pouco) e o colo estava trabalhando. Os exames que ela fez estavam todos bons. Tudo caminhando pra um parto natural como ela queria. Mas o trabalho de parto não tinha começdo ainda, estava bem na fase latente. Aproveitei pra passar em casa pra almoçar dar almoça pras crianças, amamentar a Lais e descansar um pouco. Quando foi umas 4 e meia eu liguei pra saber se estava tudo bem e o marido dela falou que sim, mas que alguma coisa estava diferente. Amamentei a Lais de novo e fui para o hospital.

Chegando lá vi o Juliano do lado de fora do quarto, ele me falou que a Lorena queria ficar um pouco sozinha. Entrei no quarto devagar e estava tudo na penumbra, ela fazendo exercícios na bola e dançando. Uma coisa que eu achei intenressante é que a Lorena de costas nem parecia grávida hehe! E assim ela ficou, bola, chão, cama. De vez em quando ela cochilava um pouco. O Dr. Alessandro fez mais um toque e estava com 5 pra 6 de dilatação. Senti que pra Lorena foi meio frustrante, mas o que me acalmava foi que eu chegueii exatamente assim no hospital, com contrações super suportáveis e com 5 pra 6 de dilatação e em poucas horas a Lais nasceu. Mas como cada parto e cada mulher é diferente eu focava em dizer pra Lorena não criar expectativas, que ela dilatou em menos de um dia o que eu havia demorado uns 2 dias para dilatar e que era pra ela descansar. Fiz massagem nos pés, conversei com ela bastante tentando deixar o humor dela bom. Aliás, ela não perdeu o bom humor :D.

Nessa fase ela precisava ficar sozinha, então eu e o Juliano agíamos como se não estivéssemos ali, eu só me manifestava quando alguma enfermeira ia no quarto. Geralmente elas vem falando direto com a parturiente, e isso não é legal. Mas depois elas sempre se dirigiam a mim ou ao Juliano. O que mais “matava” era a mulher da copa. Jesusmariajosé todos os santos! Ela entrava sem pedir licença, sem bater a porta. E ia falando alto, acendendo luz… pff.

Nessa hora eu pensei, nossa, acho que a Lo nem vai precisar tanto de mim, ela quer mais ficar sozinha mesmo. Ledo engano! As contrações começaram a ficar mais efetivas, logo que o Dr. saiu do hospital (pra variar…). E eu percebia um ritmo. Comecei a anotar no laptop cada horário de cada contração. Elas vinham de 3 em 3 minutos, as vezes de 2 em 2 e entre umas 5 dessas  muitas vezes tinha um intervalo de 4 minutos. Pensei comigo… ela vai nascer no dia de S. João, não vai ser S. Guilherme. Eu e o Juliano revezávamos nas massagens, ele foi buscar um lanche pra gente. Quando ele voltou com o lanche a Lorena pediu Coca, ela tava com fome! Hehe! A gente deu ué, tava liberada dieta líquida! Ela não conseguiu comer a sopa da janta, mas comeu a gelatina. Foi dada mais uma dose de antibiótico por causa da bolsa rota.

Ela pediu pra ir pro chuveiro, e foi. Eu liguei pro Daniel pra ele me trazer a Lais pra eu amamentar naquela hora (eram umas 8 e meia) porque depois provavelmente eu não poderia mais sair do quarto. Ele demorou um pouco ainda pra vir, e eu fiquei lá no chuveiro com a Lorena.

Nessa hora ela me olhou:

– Má, essa mulherada é tudo louca! (E dava risada!)

– É, eu sei. Pensei a mesma coisa no parto da Lais :D. Inclusive eu tinha um plano Lo. Eu ia chegar em uma reunião do Gesta e falar: Olha gente, bobagem essa coisa de parto natural! Esqueçam! Vão lá e marquem cesarea! Dói muito gente! Esse era o meu plano.

– Sério Má???

– Seríssimo!!! É normal você pensar assim viu? Nem se sinta mal por isso!

E rimos muito nessa hora!

O Daniel estava lá na porta do hospital com a pituquinha. Falei pra Lorena que ia descer e logo voltava, desci correndo, antes avisei as enfermeiras que eu ia voltar caso o segurança invocasse de não me deixar subir.

Pausa para momento coruja

As enfermeiras do hospital me conhecem porque eu fiquei um tempo internada inibindo o parto e depois por eu ter tido a Lais no quarto. Todas querem ver foto da pituquinha! KKK

Despausa para momento coruja

Desci, a Lais no bebê conforto, nem tirei ela de lá, ja tirei os peitos pra fora e ela mamou os dois em tempo recorde! 10 minutos! No total fiquei uns 20 minutos lá embaixo no máximo. Dei tchau pra Lais fofa, um beijinho no marido e subi correndo!

O bicho tava pegando. As contrações aumentaram muito! E com intervalos cada vez menores. Lembro de ter falado que se continuasse assim ligariamos para o médico. De repente a Lorena fala:

– Má do céu, to na transição, to me tremendo toda!!!

E era verdade, Cecília estava chegando gente, e a mãe dela totalmente consciente disso! Foi lindo! Nessa hora eu só afagava a Lorena, não parecia que ela era minha amiga, o sentimento que eu tive foi que eu era mãe dela, sei lá. Muito doido isso!

E começaram os puxos, e eu pedi pro Juliano ligar pro Dr. Alessandro. Ele falou comigo que estava vindo e ia pedir um cardiotoco enquanto isso. Eu lembro de rir e pensar, não vai dar tempo!

Me deu um click na hora, pedi pra Lorena subir na cama e ficar em 4 apoios (porque isso faz com que a descida do bebê desacelere um pouco) e pedi pra ela pra eu tirar a calcinha e ver como estava. Estava quase coroando :D!

Chamei a enfermeira porque eu não tenho experiência em aparar bebês hehe. Falei pra ela ficar ali comigo de prontidão até o Dr. chegar. Eu estava muito emocionada, e quando fico um pouco nervosa tenho a (péssima) tendência de rir. E eu ri não sei do que a Lorena disse, e ela respondeu: Não é graça Má… mas todo mundo achou graça, viu Lorena??? Ae eu fiquei bem séria e falei, é mesmo, não tem graça! 😀

Pedi pro Juliano ligar de novo pro Dr. Alessandro, avisando que realmente a bebê estava nascendo. Mesmo assim as enfermeiras vieram com o cardiotoco pra fazer kkkk! Eu nem acredito nisso quando eu lembro. É mais ou menos assim, se o médico mandou elas fazem, mesmo se o paciente morrer eu acho, elas vão lá e fazem! Mas aí ele chegou e ficou tudo mais tranquilo. Mudamos a Lorena de posição pra ele ver como estava tudo e ela gostou da posição que ela ficou (semi sentada, ela não quis cócoras). E ficamos esperando a Cecília nascer! Ja tinha bercinho no quarto, a pediatra já estava de prontidão.

Nessa hora a Lorena pediu um copo com água, ela estava bem serena, tranquila mesmo. Perguntava o que era para fazer e fazia, foi perfeita! Como ela havia me pedido para filmar e fotografar tudo o que eu pudesse eu fiz isso, mas estava com 2 câmeras ao mesmo tempo, foi tenso haha! A câmera deles era melhor para filmar na penumbra e a minha para fotografar (já que eu não queria dar um flash na baby, de jeito nenhum!).

E ficamos ali esperando a natureza agir trazendo a Cecília ao mundo, quando ela coroou eu lembrei a Lorena de pegar na cabecinha dela pra sentir, era bem cabeludinha! Brincamos que dava até pra fazer uma maria chiquinha e puxar ela pra fora hehe, a Lorena respondeu: ah, bem que poderia ser assim! KKK!

E veio a Cecília! E todos se emocionaram e eu lá tentando filmar a fotografar ao mesmo tempo!!! Foi lindo, mágico!

Foi esperado o cordão parar de pulsar e o pai cortou. Como a pediatra tinha que atender um outro paciente quase na mesma hora ela foi fazer os cuidados iniciais na Cecília. Mas tudo ali no quarto. Como ela estava muito bem, só era bem calminha rs, ela liberou a bebê pra ficar com a mãe.

Ela nasceu dia 24/06/2011 23:12 com 3kg e 48 cm!

Linda fofa e cabeluda!!!

A placenta saiu a gente viu (ainda acho que a minha era muito pequena gente…) tava tudo ok, a Lorena levou alguns pontinhos.

E mais uma vez fui privilegiada de acompanhar o parto de uma pessoa muito especial, ainda mais sendo a pessoa que me ajudou muito na busca e na hora do meu parto!

Pra Lorena, Cecília e Lais tenho uma frase:

“Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade.” Hehe!!!

Obrigada Lorena por ter escolhido a minha presença, obrigada Juliano por ter sido um marido/pai excelente, obrigada Pata por me dar força pra seguir mais esse sonho de ser doula, obrigada à todas as meninas do Gesta, obrigada às enfermeiras do Hospital Evangélico de Londrina que depois que entenderam o que estava acontecendo agiram de maneira respeitosa, obrigada Dr. Alessandro Galletto por ter me permitido participar desse momento e ter permitido um parto ativo. Obrigada Cecília! Seu coraçãozinho sempre ótimo durante as contrações, sua tranquilidade depois de ter nascido, obrigada bebezinha linda por existir! Bem vinda!

BjoS!!!

Parto Normal X Cesárea

Essa discussão parece nunca ter fim, ainda mais quando você escolhe o “lado” que você quer ficar. Em todo lugar perguntam do bebê e como ele nasceu e é inevitável tocar no assunto.

Ontem passei por uma experiência no mínimo estranha. Uma senhora me perguntou como a Laís tinha nascido, falei que de Parto Natural (que sim é diferente do “normal”) e que meus dois outros filhos tinham nascido de Parto Normal também.

Gente, ela me olhou mais ou menos assim:

Nójeeeento!

Eu fiquei sem ação na hora, ela falou:

– Sou instrumentadora cirúrgica e acho o Parto Normal uma coisa horrível!

– Realmente, o que vocês fazem com as mulheres no hospital deixa o parto horrível mesmo. Pra começar deixar a mulher deitada, é a pior posição pra parir.

– Ah mas não fica totalmente deitada, a cabeça fica um pouco levantada…

– Mas a barriga fica pra cima fazendo o útero lutar contra a gravidade, o sacro fica pressionado diminuindo o tamanho do canal de parto, só dificulta!

– Mas como que tem que ser então??? (Já indignada e achando tudo uma loucura.)

– Do jeito que a mulher quiser na hora!

– Mas NINGUÉM consegue fazer isso, na hora a mulher fica muito desesperada! (Olha, eu concordo que se eu tivesse ela do meu lado na hora eu ia ficar desesperada…)

– Se eu consegui quem disse que ninguém consegue? É só ter perto da mulher pessoas que ajudem ela de verdade, sem ficar mandando ela fazer força na hora errada, força de cocô, se ela fizer força de cocô ela vai fazer cocô oras! Eu tive a Lais de 4 na cama do quarto do hospital, nem fui pro centro cirúrgico, não precisa ir quando está tudo bem.  A Andrea (minha amiga que estava no mesmo lugar que a gente) teve na água na banheira do hospital.

Ela ficou sem argumentos, meu marido chegou, eu me despedi. Dessa vez pelo menos eu  não tive que escutar como uma cesárea é pratica (e pra ela também é lucrativa né? ) e blá blá blá whiskas sachet.

Aí eu fiquei pensando… como o mundo e as pessoas são estranhas. Quando uma mãe ou bebê morre durante uma cesárea ou depois por conta de alguma complicação (e acreditem há muito mais mortes por cesáre que por partos normais) ninguém vai fazer escândalo na mídia, ninguém fica indignado pelo médico ter marcado a cesárea antes do tempo, antes de feriado, férias, viagem “importante”. ALiás, ninguém nem cogita que a cesáre possa ter desencadeado algum problema. O que se vê é uma ignorância total de como o corpo da mulher funciona, de quando os procedimentos são realmente necessários. As mulheres optam pela cesárea porque ela é mais cômoda e prática, melhor ir lá te cortam, tiram o bebê pra você e você não tem que fazer nada. Melhor ficar na ignorância sobre como o seu corpo funciona. Mas todo mundo sabe de pelo menos 5 casos da filha da prima da vizinha que morreu no parto, que foi cortada, que o bebê tem paralisia cerebral…

E sinto muito dizer, os úteros na sua grande maioria funcionam muito bem! O que está com problemas é a cabeça das pessoas.

Uma participante do Gesta que queria muito fazer um parto normal teve que fazer uma cesárea de emergência. Ela se preparou para o parto, fazia os exercícios e tudo mais. No fim da gravidez a pressão subiu, começou a comprometer o fluxo sanguíneo do bebê e foi feita uma cesárea de emergência no MESMO dia. Esse é um caso de uma cesárea necessária. O bebê provavelmente teria problemas durante o trabalho de parto (que exige do bebê também, ele participa junto).

Mas quantas cesáreas de emergência eu já vi marcadas para daqui 5 dias? Porque o cordão está “perto do bebê”, a bacia da mãe é muito estreita, o bebê ainda não está encaixado ou a mulher tem escoliose???

Ah Marilia, eu tive 84728457824 cesáreas e estou bem, meus filhos todos lindos correndo pulando por aí, me dando maior trabalho! O que conta é o bebê, o que conta é que deu tudo certo no final…

Eu sei, mas eu não entendo. Me desculpa. Eu não entendo uma mãe optar por um procedimento que tem mais riscos, onde ela VAI sentir dor (depois mais vai) por medo da dor. A dor do parto passa, 15 minutos depois do parto da Lais eu tomei banho TOTALMENTE SOZINHA comi e fui no berçário ver ela.  É muito diferente. A Laís era prematura e nasceu com Apgar 9 e 10, durante o parto há hormônios que são liberados para o bebê que ajudam ele a respirar quando nasce. Na cesárea agendada sem entrar em trabalho de parto isso não acontece. São muitos os casos de complicações respiratórias de bebês que nascem de cesárea.

Ah Marilia, mas tem muita mãe que o bebê nasce de parto normal e é péssima mãe, isso não tem nada a ver.

A questão nunca foi essa, eu queria era dar uns sopapos na primeira mulher que falou: eu não sou “menas” mãe porque tive meu filho de cesárea! A questão é a saúde, é o engano que se perpetuou de que a cesárea é a melhor escolha, ela nem deveria ser uma escolha, ela deveria ser usada em situações específicas onde o parto apresenta um risco maior que a cirurgia.

Mas o que ainda me deixa mais triste são as mulheres que querem ter um Parto Normal e respeitoso e não podem. Não podem porque não se preparam, porque o médico jamais deixará ela entrar em trabalho de parto, porque a família aterroriza tanto que ela perde a paciência e marca a cesárea, porque o medo supera a confiança no seu próprio corpo. E quando elas chegam a ter um Parto Normal ele vem cheio de intervenções que não eram necessárias para apressar tudo e acabar logo, afinal para o médico não é nada lucrativo ficar ali esperando.

Nessa reportagem aqui o meu GO Dr. Alessandro Galleto fala:

O parto humanizado é aquele com menor intervenção possível, ou seja, com menos medicamentos e sem intervenção de conduta. “É proporcionar à mulher uma condição que ela considere a ideal para a realização do parto, com a presença de acompanhante, num ambiente tranquilo”, explica ele.

Segundo Galletto, a medicina transformou o momento da chegada do bebê em algo mais complexo. O que sempre aconteceu de forma natural, em qualquer ambiente, foi levado para dentro do hospital e cercado de tecnologias. “A humanização é o resgate do que era o modo mais fisiológico possível.”

E ainda mais:

 O médico afirma que toda mulher deve saber do funcionamento do seu corpo e das possibilidades existentes para o momento de parir. “É preciso dar informação para quem quiser fazer de maneira natural, ter oportunidade para isso. Minha função é detectar problemas e, desde que não haja nenhum, a mulher pode fazer o que quiser.

Quem dera todos os médicos pensassem assim, e todas as mulheres soubessem que o papel dos médicos é esse e o delas é parir se tudo estiver bem.

BjoS!

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