Festa da Pituca!

Desde a Semana do Sling que a vida ta totalmente corrida!

A véspera do aniversário da Lais então! Da canseira só de lembrar… mas eu sobrevivi! KKK

A festa foi uma delícia! Tivemos alguns probleminhas daqueles de 100km/h.  Uma tempestade com ventos bem na hora que eu estava me arrumando pra descer pro salão com a Lais! Apagou a luz e tudo, mas nem isso tirou o brilho da nossa estrelinha linda! A menina que ia fazer o arco de balões se confundiu com as datas também, mas eu consegui chamar uma outra de última hora, a Keiko! Muito obrigada!!!

O pai e a tia conseguiram vir, a presença deles aqui mesmo que por pouco tempo (eu queria mesmo que viessem pra passar uns 15 dias hahaha!) foi muito gostosa! As crianças se divertiram horrores!

A Lais curtiu demais! Todos que viram ela batendo palminha assim que chegou na mesa do bolo podem confirmar!

Depois da festa eu tinha até esquecido que quando tem festa a criança ganha presentes e quando eu lembrei disso os meninos já tinham aberto tudo! Não sei quem deu o quê mas só sei que gostei de tudo e não vou trocar nada!!! 😀

Vamos de fotinhos!

Salão prontinho:

Pessoas queridas! A festa foi pra vocês!

Pituca chegando na festa!

O Parabéns!

Olha o carinho que gostoso!

Fim de festa!

Eita que cansa mas é tão bom! Meu último bebê fazendo um aninho! Emoção viu?

Obrigada especial pra Tami que fez o bolo e me ajudou a cortar os papéis da festa, pra Lu Brasil que foi quem me disse que esse tema era fofo e tals XD (ela é lá do Pará e faz coisas lindas pra festas clica aê!), a Tatiana Junqueira que me passou o PAP do Tutu :), a dinda da Lais a Kaká que fez todos os docinhos, a Jo dos salgados, e principalmente ao meu marido que além de me dar esses presentes que são nossos filhos ainda embarca nessas aventuras comigo (mesmo sem gostar tanto como eu de festa) kkk! Amo você meu lindo!

BjoS! Cansados 😀

1 aninho de Lais!

Oi Pituquinha!

Você tá aqui do meu lado no carrinho tagarelando alguma coisa e sorrindo pra mim. Linda!

Jamais eu imaginei que ia curtir tanto ter uma mocinha em casa!  E a mãe era tão boba, achava que não ia conseguir cuidar de menina depois de ter dois meninos. O que eu ia vestir em você? Será que ia saber arrumar o cabelinho (se tivesse cabelo, Mateus nasceu careca né?). E como que limpa menininha meldels??? Mas Deus faz tudo muito certo e mandou você.

Se eu tivesse encomendado não teria saído tão perfeitinha!

Você mesmo tão pequena tem demonstrado ser esperta, inteligente, carinhosa e muito simpática (e também bagunceira haha)!

Obrigada por existir!  Você faz nossos dias mais felizes ainda! Que Deus nos abençoe com muitos e muitos dias!!!

Fiz um vídeo com fotinhos fofas suas e uma musiquinha que eu acho bacana (e que sempre dançamos no Balanço de Pano!).

Você é muito amada, pode ter certeza disso! E vamos preparar a festinha né? Aposto que vai gostar!

 

BjoS!!!

Lais no clipe do Pato Fu!

Há um tempo atrás participamos da promoção da Dermodex – Projeto Baby Star. Você enviava as fotos do seu bebê na posição correta (cada semana era uma) e se fossem aprovadas automaticamente o bebê estaria participando do clipe.

Era bem difícil porque a Pituca não parava KKK! Mas tivemos algumas fotinhos aprovadas. E demoroooou pra sair o clipe. Eu já imaginava que demoraria porque eram muitas fotos e muito bebês lindos!

Mas vamos ao que interessa! Vejam o clipe e prestem atenção onde a Lais aparece:

‎1° ela aparece dentro de um dos barquinhos (1:38)

2° aparece no fundo do oceano com os outros bebes e bichinhos do mar (olhinhos fechados) (2:00)

3° dentro do submarino (olhinhos fechados) (2:24)

BjoS de uma mãe coruja…

Mas veja se não tenho razão???

Independência Espiritual?

Esses dias me questionaram o porquê de eu não frequentar uma igreja aqui em Londrina.

Além de todo aquele papo clichê que “ninguém tem nada a ver com a minha vida” algumas coisas aconteceram antes de chegarmos a esse ponto.

Primeiro, nos mudamos para cá e apesar de ser bem acolhidos por uma igreja com pessoas queridas, mais tarde percebemos que a Instituição estava acima de tudo. Inclusive acima do amor entre as pessoas e pra mim e pra minha família isso é anti cristão em um grau tão máximo que não teve jeito. Depois dessa nós não procuramos mais nenhuma igreja para frequentar.

Nos reuníamos com um grupo aqui em Londrina, crescemos e aprendemos muito mesmo com eles, mas a vida e a correria acabou nos afastando, e confesso. Faz muita falta.

Mas o principal que aprendemos foi que não precisamos de uma instituição para nos relacionarmos com Deus. (Sim, eu creio em Deus e creio em um relacionamento com ele, tá me achando esquizofrênica?)

Sabe, não é que não precisamos de pessoas, de conselhos… isso nós precisamos sim! E Deus sempre manda alguém e isso é mais que incrível!

Mas eu não preciso recorrer a um lider espiritual que quando eu recorrer vai se sentir pressionado a dar alguma resposta, e bem… pode ser que nem seja a resposta certa! Isso já aconteceu com a gente dentro de uma igreja. E como fomos líderes algumas vezes nos sentimos pressionados assim, principalmente quando a pessoa em questão não tinha uma amizade/irmandade com a gente e ainda assim queria que solucionássemos a vida dela.

Eu também não preciso mais ir a alguma reunião onde as pessoas fingem ter comunhão umas com as outras e durante a semana falam mal uns dos outros pelas costas.

Eu não preciso puxar o saco de ninguém para obter alguma vantagem dentro de algum ministério (música, dança, mulheres, ensino…). Nem fingir que não quero brilhar enquanto faço de tudo para aparecer. Aquela falsa humildade de que todos se orgulham hehe.

Eu não preciso me preocupar que meu filho sofra um “bullying eclesiástico” por não ser filho de algum ser muito importante dentro da igreja.

Eu não preciso mais me preocupar em priorizar os “da casa” e ter um serviço mal feito que até meu filho de 8 anos faria melhor (encomendei um artesanato com uma pessoa da igreja que até tinha esquecido da encomenda, quando finalmente ela entregou eu tive que falar que adorei por consideração a ela, porque pensei que ela havia feito o melhor que podia. Mais tarde vi que não, ela foi displicente mesmo). Longe de mim querer culpar os outros por ter mentido, mas eu tinha muito carinho pela pessoa mesmo.

Eu não preciso fingir normalidade quando o que eu estou vendo não é normal! Não preciso me acostumar com algumas coisas meio fora do que tem na Bíblia porque foram revelações do Apóstolo, Líder, Papa.

Eu não posso mais concordar que quem trabalha para a instituição tem que ser voluntário e quando é mandado embora ainda sai com uma mão  na frente e outra atrás porque não tinha nada na CLT.

Eu não posso concordar que a instituição queira se meter em decisões de um estado que deveria ser laico (e não é!). Eu não acho que tomar o governo pelas beiradas (me corrompendo para que o que eu quero seja feito) seja uma maneira de manifestar o reino de Deus na terra, não mesmo.

Eu não posso concordar que a mulher seja humilhada dentro de casa e mesmo assim deva exibir um sorriso na frente dos colegas de igreja porque a mulher sábia consegue as coisas apenas com sorrisos.

Eu não quero que meus filhos cresçam discriminando outras pessoas, seja por qualquer motivo. Quero que eles aprendam a respeitar e amar mesmo as pessoas que não tenham a mesma opinião ou estilo de vida deles.

(Mas imagina! Isso tudo que eu falei só aconteceu perto de mim e comigo, né?)

Eu acredito em conversão, mudança de vida, acredito sim. Mas muito mais pelo exemplo que pelo sermão. O que eu vi durante anos foi muito mau testemunho e muitos bons sermões. Algumas exceções? Sim! Até muitas,  mas os que mais “pegam no pé” dos outros são os que menos fazem aquilo que falam. E não acredito em conversão instantânea. Converter é mudar de caminho. Isso não se faz da boca pra fora.

Eu acredito em milagres, principalmente aqueles que acontecem sem ninguém saber. Um emprego numa hora difícil, uma cura mesmo que tenha sido usada a medicina pra isso, um livramento em um acidente, um filho que nasceu bem mesmo depois de algumas complicações.

“Mas você não deve se escandalizar irmã!”

Mas eu não estou escandalizada, só cansada. E nem quero escandalizar ninguém, mas a instituição como é e está hoje em dia não me dá motivo algum para fazer parte dela.

Me desculpe, mas não quero fazer parte do seu clube!

O título do post é “Independencia Espiritual?” e tem um motivo.

Não vivemos uma independência de Deus. Muito pelo contrário. Aprendemos a depender SOMENTE Dele. E isso eu recomendo para todo mundo dentro e fora da igreja.

O que vivemos é uma independência institucional uma independência das “empresas eclesiásticas” como eu aprendi esse final de semana.

Eu sei que eu devo influenciar as pessoas com a minha vida, e não com o que eu falo. Quem sabe eu consiga isso, ao menos eu tenho tentado. Estou longe da perfeição, mas estou perto de ser um ser humano totalmente dependente de Deus.

BjoS!

Exercer democracia

Eu pensava que exercer a democracia era a cada 2 anos participar de eleições e  de eventuais plebiscitos. Eu achava que estava fazendo a minha parte! E olhe lá, nas últimas eleições eu só justifiquei o voto (ok, então nem a minha parte eu tava fazendo direito, vamos combinar…). Até eu participar da Conferência Municipal de Políticas para Mulheres em Londrina. O objetivo da Conferência é: Elaborar o Plano de Políticas para Mulheres. Esse plano será levado para a Conferência Estadual e mais tarde para a Federal que será em Brasília (cejura?) em dezembro.

O tema da Conferência foi: “Enfrentamento à pobreza e promoção da autonomia das mulheres”

“Tá bom Marilia, mas como que você foi parar num evento desses?”

Explico: eu coordeno junto com a Pati Merlin e a Thelminha o GestaLondrina que é um Grupo de Apoio ao Parto Ativo. Ele é um grupo apoiado pela Parto do Princípio, um GAPP. A Kiki da PP (acostumem-se com esses apelidos e abreviações rs…) me enviou um email falando da Conferência, (meu marido enviou uma nota do site da Prefeitura que ele sempre acompanha) e me convidou a participar como delegada. Lógico que eu aceitei! Infelizmente pela PP não ser uma instituição formalizada eu não consegui ser delegada, fui como observadora. Mas com o carão e o tico de coragem que Deus me deu fui com todas as moções e propostas que elas me enviaram por email X). Quando falo que sou mesmo metida as pessoas não entendem… é nesse sentido de se “meter” e fazer as coisas.

Na sexta à noite cheguei na Câmara munida de pastinha, prancheta, papéis e caneta para a abertura. Peguei lá o crachá, tentei reconhecer alguém no meio das pessoas e bati um papo meio tímido com uma das participantes que me conhecia (e eu não lembro de onde, simata).

Aí teve o café, delicioso por sinal. E grazadeus chegou alguém conhecida! A Marisse (amiga do Gesta), e estava como delegada pela

Ana Carolina, Eu , Lais e Marisse

OAB! Mostrei os papéis que tinha levado da PP e destacamos dentro do plano que apresentaram as que se adequavam à nossa realidade do município. Foi feita a abertura. Cantaram o hino de Londrina e eu morri de vergonha de não saber cantar kkk! Um pouco antes de terminar eu tive que sair, fui entregar um sling pra uma pessoa que viajaria no sábado. Nossa outra amiga, também delegada, chegou logo depois que saí, a Ana Carolina. Elas ficaram até o final que eu creio não ter tido nada demais porque nem comentaram nada comigo haha!

Eu e Lais

No sábado pela manhã eu acordei porque tinha sonhado que tinha ligado pra Marisse avisando que eu não poderia ir. Levantei no pulo, Lais ainda dormia, dei mais um tempinho pra ela e assim que ela esboçou acordar nos arrumamos e fomos pra Camara novamente.

Cheguei na hora do café, mas o eixo onde faríamos as propostas ainda não tinha sido abordado.

Todos acham fofa a Lais no sling participando da Conferência com direito até a um crachá. Vejam bem… rs.

Fomos para a plenária e fomos abordando e votando (eu não votava, só delegado vota) as propostas. Teve uma pausa para o almoço, o Amorzo foi buscar a Lais pra ela almoçar e quando volto pra plenária todos perguntavam dela kkk!

Conseguimos aprovar algumas propostas:

Garantir a licença-maternidade de no mínimo 180 dias para todas as trabalhadoras

Encaminhar projeto de lei ao Legislativo para ampliação do regime de exercícios domiciliares a partir do 8º mês e durante os 6 primeiros meses após o parto para as estudantes

Adesão do município ao Rede Cegonha e ao Mãe Paranaense.

Apoiar e incentivar a capacitação de doulas voluntárias

Apoiar e incentivar o trabalho de enfermeiras obstétricas e obstetrizes na assistência ao parto normal de risco habitual em hospitais e maternidades

Apoiar e incentivar a construção e funcionamento de Centros de Parto Normal: (re)abertura do diálogo e participação das mulheres

Garantir o cumprimento da Lei do Acompanhante

Elaborando propostas, redigindo, corrigindo...

Criação de um Comitê de Morte Materna onde haja a participação da sociedade. (A palavra correta me fugiu, n tá fácil terminar esse post kkk)

Criação de uma Ouvidoria da Secretaria da Mulher.

Houveram várias mudanças em propostas já existentes. Por exemplo uma que dizia respeito a campanhas na mídias pela prevenção do câncer do colo de útero e câncer de mama, prevenção da AIDS, igualdade de gênero e faltava ali campanhas de incentivo à amamentação e ao parto natural.

Moções que eu lembro conseguimos assinaturas para duas:

Moção de apoio à PEC 00515/2010, que aumenta para 180 dias a licença-maternidade

(Essa teve várias assinaturas!)

Moção pela adequação étnica e cultural na assistência ao parto.

Votação

Tudo devidamente votado e acordado. Lindo de ver mesmo. Sabe quando você

para por alguns segundos e pensa: tô participando de algo importante, que legal! Que privilégio!!! Pois eu pensei isso várias vezes :D. Como é fácil criticar tudo e não fazer nada para mudar. Como é fácil fazer piada de coisas importantes. Como existem mulheres batutas (expressão que minha prima Anica usa sempre e agora achei pessoas à altura para usar também!) nessa cidade!!!

Algumas pessoas podem pensar que é perda de tempo, que os caras que mandam mesmo não vão fazer o que estamos reivindicando. Mas se eu não faço nem e minha parte, como vou cobrar deles o que eles devem fazer?

Fica o meu incentivo para quem está pensando em participar ou não da Conferência no seu município. Participem! É uma experiência que muda sua maneira de pensar como cidadã. Eu que me achava super engajada com várias coisas percebi que tem muita coisa para ser feita! E pouca gente disposta a fazer. Mesmo sem papéis caneta e prancheta. Vá. Você tem poder de voz! Mesmo quem está como observadora pode participar. Só não vai votar, mas pode ajudar a elaborar melhor as propostas.

Desde cedo lutando pelos direitos da mulher 🙂

BjoS!

P.S.: Marisse e Ana Carolina vão para Curitiba para a Conferência Estadual como delegadas!!! Uhuuuuu!!!!

O dia em que doulei minha doula

Vocês já leram o relado do parto da Lais? Se não, ele está aqui.

A Lorena eu conheci quando começamos o GestaLondrina. Ela dava aulas de Yoga onde realizávamos as reuniões. Lembro de ter pensado: puxa! Que pessoa legal! E a primeira impressão foi a que ficou.

Numa das reuniões nós falamos do desejo que tínhamos de um dia sermos doulas. E combinamos assim: eu ia engravidar e ela ia me doular (afinal ela é fisioterapeuta e professora de Yoga) e depois ela ia engravidar e eu ia doular ela. Nada de contrato assinado, mas muitas vezes o que a gente fala passa um anjo e diz amém (como dizia a minha vó).

E não é que um tempo depois eu tava grávida? Nem foi tanto tempo assim depois do nosso “combinado”. Se eu fosse ter em casa eu chamaria a Patricia Merlin pra me atender. Ela tem experiência nisso, mas no fundo eu queria mesmo que a Lorena estivesse comigo, então na minha cabeça quem sabe eu chamasse as duas hehe. Quando a Lais começou a dar sinais que ia nascer antes, o parto domiciliar foi por água abaixo e eu tive mais certeza ainda que seria a Lorena a me doular.

E ela foi perfeita!  Eu ainda lembro que eu sabia exatamente quando era ela e quando era o Daniel que estavam fazendo massagem em mim, lembro dela falando comigo, me lembrando de respirar, de me entregar na hora das contrações.

Mas não sabíamos de um detalhe no dia em que a Lais nasceu (há exatos 8 meses). Lorena estava grávida de poucas semanas da Cecília :D!

Quando eu soube da gravidez fiquei aqui torcendo pra ela me chamar pra doular, porque eu realmente precisava retribuir o amor que ela me dedicou. Foi muito importante ter ela por perto!

A Cecília também quis apressar, mas a Lorena conseguiu deixar ela mais tempo na casinha, na terça feira dia 21/06 ela parou de tomar a medicação para inibir o parto e ficamos em estado de espera hehe.

No feriado do dia 23 eu fomos passear em Presidente Prudente, se qualquer coisa acontecesse com a Lorena e ela me ligasse, voltaríamos correndo. Dá mais ou menos uma hora e pouco daqui. Ela não me ligou, na volta eu tava vendo as fotos que tiramos no passeio e tinha uma da visita que fiz pra ela. Olhei pra carinha da Lo e pensei: Bem que a Cecilia poderia nascer já, né?

Voltamos pra casa, eu tava fazendo um cachorro quente e arrumando as coisas quando toca o telefone. Eu imediatamente pensei que fosse ela.

– Má, minha bolsa rompeu. Mas eu to tranquila. Vou ligar pro Dr. Alessandro e ver o que ele vai fazer.

– Ok, sem pressa. Qualquer coisa me liga.

Isso era mais ou menos umas 8 e meia da noite.

No próximo telefonema ela me falou que o médico (que aliás foi quem acompanhou o parto da Lais) iria internar mesmo por conta da bolsa rota, mas que ela só ia pro hospital depois que acabasse a novela.

Fui ajeitando as coisas, fiquei pronta pra sair, embora ela tenha me dito que não ia precisar de mim agora porque ela não estava ainda em trabalho de parto.

Todos aqui dormiram, e eu fui descansar também. Acordei la pelas 7 da manhã toda desesperada, pensando meldels já nasceu! Pensa na pessoa esbaforida sem conseguir nem abrir o olho ainda procurando o celular… pensou? Hehe, aí me deparo com uma mensagem dela as 4 da manhã pedindo pra eu ir pro hospital porque não tava fácil. Gelei. Esqueci de avisar que eu não acordo com toque de mensagem! Liguei pra ela e fui tranquilizada hehe. Na verdade foi o seguinte, ela internou e ia tomar uma dose de antibiótico. Ela não estava em trabalho de parto, somente com a bolsa rota. De 15 em 15 minutos entrava uma enfermeira no quarto pra perguntar “ta doendo muito mãe?” “já tá com dor?” sendo que nessa hora específica ela deveria DORMIR! Ela me queria lá pra ela poder descansar :D.

Sendo assim, dei um mamá pra Lais e fui pra lá. Ela estava super bem, fui mesmo pra ela sentir que eu estava presente, e pra reclamar com o médico desse tipo de atitude das enfermeiras. Não são todas que são assim, mas bastam uma ou duas pra tirar a paz. Quando conseguia ela dormia um pouco.

Conheci lá uma bisavó que foi visitar o bisnetinho recém nascido. As enfermeiras do dia já respeitavam muito mais! Foi um sossego.

As contrações estavam bem irregulares. O médico examinou e fez um toque, estava mais ou menos com uns 4 cm (ela havia internado com 1cm e pouco) e o colo estava trabalhando. Os exames que ela fez estavam todos bons. Tudo caminhando pra um parto natural como ela queria. Mas o trabalho de parto não tinha começdo ainda, estava bem na fase latente. Aproveitei pra passar em casa pra almoçar dar almoça pras crianças, amamentar a Lais e descansar um pouco. Quando foi umas 4 e meia eu liguei pra saber se estava tudo bem e o marido dela falou que sim, mas que alguma coisa estava diferente. Amamentei a Lais de novo e fui para o hospital.

Chegando lá vi o Juliano do lado de fora do quarto, ele me falou que a Lorena queria ficar um pouco sozinha. Entrei no quarto devagar e estava tudo na penumbra, ela fazendo exercícios na bola e dançando. Uma coisa que eu achei intenressante é que a Lorena de costas nem parecia grávida hehe! E assim ela ficou, bola, chão, cama. De vez em quando ela cochilava um pouco. O Dr. Alessandro fez mais um toque e estava com 5 pra 6 de dilatação. Senti que pra Lorena foi meio frustrante, mas o que me acalmava foi que eu chegueii exatamente assim no hospital, com contrações super suportáveis e com 5 pra 6 de dilatação e em poucas horas a Lais nasceu. Mas como cada parto e cada mulher é diferente eu focava em dizer pra Lorena não criar expectativas, que ela dilatou em menos de um dia o que eu havia demorado uns 2 dias para dilatar e que era pra ela descansar. Fiz massagem nos pés, conversei com ela bastante tentando deixar o humor dela bom. Aliás, ela não perdeu o bom humor :D.

Nessa fase ela precisava ficar sozinha, então eu e o Juliano agíamos como se não estivéssemos ali, eu só me manifestava quando alguma enfermeira ia no quarto. Geralmente elas vem falando direto com a parturiente, e isso não é legal. Mas depois elas sempre se dirigiam a mim ou ao Juliano. O que mais “matava” era a mulher da copa. Jesusmariajosé todos os santos! Ela entrava sem pedir licença, sem bater a porta. E ia falando alto, acendendo luz… pff.

Nessa hora eu pensei, nossa, acho que a Lo nem vai precisar tanto de mim, ela quer mais ficar sozinha mesmo. Ledo engano! As contrações começaram a ficar mais efetivas, logo que o Dr. saiu do hospital (pra variar…). E eu percebia um ritmo. Comecei a anotar no laptop cada horário de cada contração. Elas vinham de 3 em 3 minutos, as vezes de 2 em 2 e entre umas 5 dessas  muitas vezes tinha um intervalo de 4 minutos. Pensei comigo… ela vai nascer no dia de S. João, não vai ser S. Guilherme. Eu e o Juliano revezávamos nas massagens, ele foi buscar um lanche pra gente. Quando ele voltou com o lanche a Lorena pediu Coca, ela tava com fome! Hehe! A gente deu ué, tava liberada dieta líquida! Ela não conseguiu comer a sopa da janta, mas comeu a gelatina. Foi dada mais uma dose de antibiótico por causa da bolsa rota.

Ela pediu pra ir pro chuveiro, e foi. Eu liguei pro Daniel pra ele me trazer a Lais pra eu amamentar naquela hora (eram umas 8 e meia) porque depois provavelmente eu não poderia mais sair do quarto. Ele demorou um pouco ainda pra vir, e eu fiquei lá no chuveiro com a Lorena.

Nessa hora ela me olhou:

– Má, essa mulherada é tudo louca! (E dava risada!)

– É, eu sei. Pensei a mesma coisa no parto da Lais :D. Inclusive eu tinha um plano Lo. Eu ia chegar em uma reunião do Gesta e falar: Olha gente, bobagem essa coisa de parto natural! Esqueçam! Vão lá e marquem cesarea! Dói muito gente! Esse era o meu plano.

– Sério Má???

– Seríssimo!!! É normal você pensar assim viu? Nem se sinta mal por isso!

E rimos muito nessa hora!

O Daniel estava lá na porta do hospital com a pituquinha. Falei pra Lorena que ia descer e logo voltava, desci correndo, antes avisei as enfermeiras que eu ia voltar caso o segurança invocasse de não me deixar subir.

Pausa para momento coruja

As enfermeiras do hospital me conhecem porque eu fiquei um tempo internada inibindo o parto e depois por eu ter tido a Lais no quarto. Todas querem ver foto da pituquinha! KKK

Despausa para momento coruja

Desci, a Lais no bebê conforto, nem tirei ela de lá, ja tirei os peitos pra fora e ela mamou os dois em tempo recorde! 10 minutos! No total fiquei uns 20 minutos lá embaixo no máximo. Dei tchau pra Lais fofa, um beijinho no marido e subi correndo!

O bicho tava pegando. As contrações aumentaram muito! E com intervalos cada vez menores. Lembro de ter falado que se continuasse assim ligariamos para o médico. De repente a Lorena fala:

– Má do céu, to na transição, to me tremendo toda!!!

E era verdade, Cecília estava chegando gente, e a mãe dela totalmente consciente disso! Foi lindo! Nessa hora eu só afagava a Lorena, não parecia que ela era minha amiga, o sentimento que eu tive foi que eu era mãe dela, sei lá. Muito doido isso!

E começaram os puxos, e eu pedi pro Juliano ligar pro Dr. Alessandro. Ele falou comigo que estava vindo e ia pedir um cardiotoco enquanto isso. Eu lembro de rir e pensar, não vai dar tempo!

Me deu um click na hora, pedi pra Lorena subir na cama e ficar em 4 apoios (porque isso faz com que a descida do bebê desacelere um pouco) e pedi pra ela pra eu tirar a calcinha e ver como estava. Estava quase coroando :D!

Chamei a enfermeira porque eu não tenho experiência em aparar bebês hehe. Falei pra ela ficar ali comigo de prontidão até o Dr. chegar. Eu estava muito emocionada, e quando fico um pouco nervosa tenho a (péssima) tendência de rir. E eu ri não sei do que a Lorena disse, e ela respondeu: Não é graça Má… mas todo mundo achou graça, viu Lorena??? Ae eu fiquei bem séria e falei, é mesmo, não tem graça! 😀

Pedi pro Juliano ligar de novo pro Dr. Alessandro, avisando que realmente a bebê estava nascendo. Mesmo assim as enfermeiras vieram com o cardiotoco pra fazer kkkk! Eu nem acredito nisso quando eu lembro. É mais ou menos assim, se o médico mandou elas fazem, mesmo se o paciente morrer eu acho, elas vão lá e fazem! Mas aí ele chegou e ficou tudo mais tranquilo. Mudamos a Lorena de posição pra ele ver como estava tudo e ela gostou da posição que ela ficou (semi sentada, ela não quis cócoras). E ficamos esperando a Cecília nascer! Ja tinha bercinho no quarto, a pediatra já estava de prontidão.

Nessa hora a Lorena pediu um copo com água, ela estava bem serena, tranquila mesmo. Perguntava o que era para fazer e fazia, foi perfeita! Como ela havia me pedido para filmar e fotografar tudo o que eu pudesse eu fiz isso, mas estava com 2 câmeras ao mesmo tempo, foi tenso haha! A câmera deles era melhor para filmar na penumbra e a minha para fotografar (já que eu não queria dar um flash na baby, de jeito nenhum!).

E ficamos ali esperando a natureza agir trazendo a Cecília ao mundo, quando ela coroou eu lembrei a Lorena de pegar na cabecinha dela pra sentir, era bem cabeludinha! Brincamos que dava até pra fazer uma maria chiquinha e puxar ela pra fora hehe, a Lorena respondeu: ah, bem que poderia ser assim! KKK!

E veio a Cecília! E todos se emocionaram e eu lá tentando filmar a fotografar ao mesmo tempo!!! Foi lindo, mágico!

Foi esperado o cordão parar de pulsar e o pai cortou. Como a pediatra tinha que atender um outro paciente quase na mesma hora ela foi fazer os cuidados iniciais na Cecília. Mas tudo ali no quarto. Como ela estava muito bem, só era bem calminha rs, ela liberou a bebê pra ficar com a mãe.

Ela nasceu dia 24/06/2011 23:12 com 3kg e 48 cm!

Linda fofa e cabeluda!!!

A placenta saiu a gente viu (ainda acho que a minha era muito pequena gente…) tava tudo ok, a Lorena levou alguns pontinhos.

E mais uma vez fui privilegiada de acompanhar o parto de uma pessoa muito especial, ainda mais sendo a pessoa que me ajudou muito na busca e na hora do meu parto!

Pra Lorena, Cecília e Lais tenho uma frase:

“Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade.” Hehe!!!

Obrigada Lorena por ter escolhido a minha presença, obrigada Juliano por ter sido um marido/pai excelente, obrigada Pata por me dar força pra seguir mais esse sonho de ser doula, obrigada à todas as meninas do Gesta, obrigada às enfermeiras do Hospital Evangélico de Londrina que depois que entenderam o que estava acontecendo agiram de maneira respeitosa, obrigada Dr. Alessandro Galletto por ter me permitido participar desse momento e ter permitido um parto ativo. Obrigada Cecília! Seu coraçãozinho sempre ótimo durante as contrações, sua tranquilidade depois de ter nascido, obrigada bebezinha linda por existir! Bem vinda!

BjoS!!!

Minha primeira experiência como doula

Vocês sabem o que é e o que faz uma doula?

Tem uma definição bem completa para isso que tirei do site http://www.doulas.com.br:

A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.

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Eu tive a oportunidade e o prazer de acompanhar o parto de uma pessoa muito especial como doula. Me preparei para isso e imagino que minhas experiências com meus partos ajudaram também. Eu não fiz curso (ainda) mas vou fazer! Quando fui doulada no meu último parto é que percebi a importância de ter uma doula (que pode ser uma pessoa que você preparou para isso) junto comigo. Faz toda a diferença!

Quando a Paula me falou que queria eu eu acompanhasse o parto dela porque a nossa doula iria viajar e talvez não conseguisse chegar a tempo para o parto, confesso que fiquei um pouco insegura. Por mais que eu tenha estudado muito sobre parto, parto ativo, tenha um conhecimento razoável em anatomia e fisiologia por ser técnica em radiologia, eu nunca havia doulado ninguém antes. Aceitei o "desafio". Ela já estava no final da gestação, fomos nos falando e combinando o que ela queria para o parto dela. Era um VBAC, parto normal depois de uma cesárea que ela planejava. Esse é um dos papéis da doula, ajudar a mulher a construir e idealizar o que ela quer para o momento do parto.

A Lorena (que foi minha doula e seria a da Paula) antes de viajar passou aqui em casa para deixar a bola e o tapetinho. Conversamos bastante sobre o que a Paula queria, sobre o médico que iria acompanhar, sobre as expectativas da Paula e das nossas (rs… doula tem expectativa, e na maioria das vezes é que tudo acabe com um lindo parto natural hehe!) e ela foi viajar, curtir suas merecidas férias :).

No dia 03 de maio a Paula me ligou dizendo que estava com contrações de 3 em 3 minutos e um pouco doloridas. Como ela mora longe do hospital e o combinado foi nos encontrarmos lá resolvemos que o mais prudente seria ela ir para o hospital.

Arrumei tudo aqui, deixei um leitinho para a Lais, peguei um taxi e fui para o hospital. Detalhe: com a bola e o tapetinho hehe. Quando o taxi chegou ele achou estranho a bola e tal. Expliquei o que estava fazendo no caminho e quando ele ouviu a palavra PARTO foi rápido que nem uma flecha! Cheguei na recepção do Hospital Araucária e as recepcionistas já arregalaram o olho quando viram a bola, eu ja fui explicando que era doula da Paula que estava internada já e elas me mandaram subir.

Cheguei lá a Paula na maior tranquilidade, realmente era um TP latente, nada ativo. Ela estava com 3cm de dilatação. Pegou a bola e começou a fazer alguns exercícios (ela é fisioterapeuta) para ajudar a dilatar e o bebê descer. Esse momento foi muito gostoso, ela estava bem falante ainda e batia um sol maravilhoso no quarto. Pedimos uma salada de frutas para ela que veio com mel, ela nem tinha tomado café da manhã. A ideia inicial era ela ter o bebê ali no quarto mesmo. O marido estava tranquilo e ela também, o tempo foi passando a dilatação aumentou um pouquinho só e eu achei melhor aproveitar que a coisa estava tranquila e dar uma passada em casa pra ajeitar algumas coisas e almoçar. Mas na verdade o que eu queria era dei xar os dois sozinhos, a mulher quando fica sozinha fica mais introspectiva e isso ajuda a engrenar o trabalho de parto. A Paula foi para o chuveiro com tapetinho e bola para relaxar e fazer exercícios.

Vim pra casa com uma enxaqueca lascinante! Quando cheguei todos estavam dormindo ainda, aproveitei e tomei um remédio e cochilei um pouco. Acordei com o telefonema do marido da Paula me chamando para voltar que agora sim o parto tinha engrenado. E minha dor de cabeça tinha ido embora! 😀

maio 025

Chegando lá fui tomada por um sentimento lindo de amor. Os dois ali abraçados passando pela contração juntos, dava pra sentir, quase pegar o amor que eles estavam transmitindo. Fui ajudando com posições, massagens, encorajando a Paula.

A dilatação do último toque estava em 6cm e as contrações bem fortes e intensas. Ela não conseguia mudar de posição, o marido e ela haviam combinado que se as coisas ficassem muito tensas eles pediriam analgesia. E assim foi.

O médico me permitiu entrar no centro cirúrgico para acompanhar o parto. Depois da analgesia ela ficou bem calma e voltou a ser falante hehe.

O parto foi evoluindo mas a analgesia foi perdendo o efeito. Ela pediu para aplicar mais, foi aplicado e coincidentemente ou não (os médicos juram que não, mas eu acho que sim) as contrações pararam e o Davi precisou do auxílio do fórceps para nascer. Mas foi bem tranquilo!

Como foi emocionante ver ele nascendo, eu chorei e quando fui me desculpar por estar chorando percebi que todos estavam com os zóim brilhando haha! Pedi para o pediatra colocar o Davi em cima da Paula para eles se conhecerem finalmente (mesmo com analgesia ficamos um pouco presas na maca, eu sei porque tive 2 partos com anestesia) e foi mais emocionante ainda!

Foram quase 11 horas de trabalho de parto no total, umas 5 ou 6 horas de trabalho de parto ativo.

davipaula

Davi nasceu de um VBAC hospitalar no dia 03/05/2011 às 17:34 com 3,500kg e 49cm.

Quando o Davi nasceu não nasceu só uma mãe, nasceu uma doula!

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Foi gratificante acompanhar a Paula!

"Ah Marilia, mas nem foi parto natural, nem foi parto de cócoras no meio do mato que nem índio!"

A Paula conseguiu ter um parto normal, hospitalar com um médico que raramente acompanha um parto normal, e depois de ter a primeira filha de uma cesárea. Pra ela, para o marido e para mim foi uma grande vitória! Acredito que a experiência que ela teve com o parto (que antes ela não tinha experimentado) possa ajudar ela no futuro, embora ela fale que não quer mais filhos no futuro… sei… 😛

Depois de algumas semanas que deveriam ter sido só alguns dias, fiz laqueadura e fiquei de molho em casa, fui visitar a Paula para uma consulta pós parto. Davi é muito lindo mesmo! Está cada dia maior e mais esperto e matando a mãe, o pai, a irmã e a doula de orgulho!

maio 269maio 272

Se você está pensando em ter um parto normal se prepare antes, peça ajuda para uma doula, não é tão caro como parece e faz toda a diferença! Algumas parcelam o pagamento em várias vezes. E se for o caso peça para alguma amiga ou parente ser sua doula, mas se preparem busquem os grupos da Parto do Princípio, informações na internet e livros.

Até mais!

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