Lais no clipe do Pato Fu!

Há um tempo atrás participamos da promoção da Dermodex – Projeto Baby Star. Você enviava as fotos do seu bebê na posição correta (cada semana era uma) e se fossem aprovadas automaticamente o bebê estaria participando do clipe.

Era bem difícil porque a Pituca não parava KKK! Mas tivemos algumas fotinhos aprovadas. E demoroooou pra sair o clipe. Eu já imaginava que demoraria porque eram muitas fotos e muito bebês lindos!

Mas vamos ao que interessa! Vejam o clipe e prestem atenção onde a Lais aparece:

‎1° ela aparece dentro de um dos barquinhos (1:38)

2° aparece no fundo do oceano com os outros bebes e bichinhos do mar (olhinhos fechados) (2:00)

3° dentro do submarino (olhinhos fechados) (2:24)

BjoS de uma mãe coruja…

Mas veja se não tenho razão???

A festa do Biel

Biel esse ano invocou que só mudaria de idade se fizesse uma festa. E como a mãe dele é festeira aproveitou a chance pra comemorar hehe.

Quero agradecer a todos que enviaram parabéns pro Gabriel e a todos os que estiveram aqui comemorando com a gente! E me desculpem se não dei atenção pra todo mundo! Fiquei com a sensação de que falei com todos e não conversei com ninguém… blé.

Mas vamos de fotinhos que é o que interessa!

Até mais!

 

3 anos do recheio do meu sanduiche

Filho, mamãe programou esse post pra publicar bem na hora que você nasceu.

Eu só quero dizer que nesses poucos 3 anos (sim, vamos viver 90 anos ainda hehe) você tem se mostrado a pessoa mais alegre, divertida bagunceira e insistente (meu Deus!) que eu conheço!

Espero que essa pureza, essa alegria esteja sempre no seu coração e no seu rosto. Mamãe tá fazendo a festa “laaaaa nibaixo” porque eu sei que você gosta e que vai ficar guardadinho na sua memória.

Seu lindo, a mãe só sabe chorar de  pensar em tudo o que já passamos e vencemos juntos. Você é muito esperto e chama a atenção de todos por onde passa, é impossível não te amar!

Eu espero poder retribuir o amor que você tem por mim e que eu sinto todos os dias.

A maneira como você adimira o seu mano e quer ser ele quando você crescer me deixa boba!

Mesmo ganhando uma irmãzinha você não mudou, tem muito amor nesse coraçãozinho! Eu acho lindo o jeito que você cuida dela, que fala dela, parece que sempre soube que ela viria.

Mas eu te compreendo por não gostar da gata, só espero que com o tempo você entenda que não é nada pessoal, é que você faz umas coisas que assustam ela :D.

E vamos dançar muito a Galinha Pintadinha daqui até o sábado porque você merece!

BjoS da mamãe.

Desmame do Gabriel

Eu estou devendo um relato sobre o desmame do Gabriel, então lá vai!,

Reparei que o meu leite já não descia mais como antes, que ele começou a estranhar o gosto. Sentia uns enjôos estranhos e pimba! Tava grávida da Lais.

Fora uma sensibilidade absurda nos mamilos o que tornava toda mamada um suplício que eu não via a hora de acabar.

Comecei a oferecer outras coisas na hora dele mamar, ele foi aceitando. Quando pedia o peito eu dizia que tava acabando, que eu não queria mais dar mamá pra ele e ele foi aceitando, trocando por suco, por um leite (que ele toma desde um ano de idade) com um tiquinho de achocolatado…

E um belo dia que eu não marquei no calendário ele simplesmente não pediu mais, e eu não ofereci. Depois de um tempo eu ofereci e ele não quis mais a ponto de falar que era “nojento”.

Foi tranquilo, eu não forcei ele a parar (mesmo com sensibilidade de um olho no mamilo eu dava o mamá pra ele quando ele queria) e ele também não insistiu pra continuar mamando.

E aquele rostinho dele mamando me olhando que tantas vezes eu vi ficou gravado na minha memória.

BjoS!

Relato do parto da Lais

O Sonho

Tive um sonho no começo do ano de 2010. Nele eu estava parindo num hospital e quando vieram me mostrar o bebê eu perguntei antes para o Daniel (meu marido) o que era? E ele falou que era uma menina! Eu não acreditei, abri o pano que ela veio enrolada e vi que era mesmo! Acordei dando risada, eu sempre imaginei que teríamos um terceiro filho, mas jamais que seria menina!

O negativo

Durante o carnaval tivemos a notícia que uma amiga nossa estava grávida. Eu comecei a sentir uns sintomas estranhos e a menstruação tava uns dias atrasada. Resolvi fazer um teste de farmácia que deu negativo. O motivo de eu desconfiar é que estava esquecendo  muito de tomar a pílula e o Biel estava meio que desmamando. Com isso eu sabia que mesmo tomando o remédio a chance de engravidar era mínima, mas existia. No outro dia pela manhã a mesntruação desceu. Era dia 17 de fevereiro.

O Positivo

Dia 04 de abril nós fomos na Expo Londrina, uma feira que tem aqui em Londrina todo ano. Eu ainda não sabia que estava grávida. Andamos, comemos um monte e na volta passamos no mercado. Eu não passei muito bem o dia todo e o marido só de rabo de olho pra mim. No mercado passamos pelo corredor que fica perto dos peixes e me deu uma ânsia terrível! Voltamos pra casa eu continuei meio “mareada” e o Daniel foi buscar outro exame de farmácia. Enquanto ele via o clipe do Tim Maia no You Tube eu vinha com o resultado na mão. Positivo. Ao fundo tocava “ A semana inteira, fiquei esperando, pra te ver sorrindo, pra te ver cantando…”. Eu fiquei muito feliz, ele mais assustado, o combinado era parar com a pílula em dezembro, mas em dezembro nosso bebê ja estaria por aqui. Com 13 semanas descobrimos o que o sonho já tinha dito, que era a Lais que estava vindo!

A gravidez, um susto.

Tudo tranquilo, com 20 semanas tive um susto, comecei a sentir contrações doloridas e num curto intervalo de tempo. Mas estava tudo bem, diminuí o ritmo e tudo voltou ao normal. Todos os exames ok. Lais até sorriu na fotinho 3D que o médico fez dela, enquanto isso eu ia elaborando mentalmente como seria o parto.

Planejando o parto.

A princípio a Patricia Merlin iria me doular, pensamos em um Parto Domiciliar, mas o tempo foi passando e sem ter uma equipe aqui em Londrina pra isso eu não estava mais confortável com a ideia. E apesar de estar tudo bem com a gestação e com a Lais eu sentia que o meu parto seria hospitalar, podem falar o que for, mas eu sentia isso sim. Então eu não estava criando mais muitas expectativas para um Parto Domiliciar. Se desse tinha dado e pronto. Se não eu não ia me estressar e iria pro hospital com alegria no coração hehe. Até porque confiança no meu GO eu tenho (agora mais ainda) de que ele iria me respeitar nos meus desejos de como eu queria que fosse o parto.

Como os partos anteriores foram bem rápidos e a Patricia mora em Maringá (cerca de uma horinha daqui) combinamos que a Lorena iria me acompanhar se a coisa ficasse meio The Flash. Lorena não é doula de formação, ela é fisioterapeuta e especialista em Yoga para Gestantes, e no curso de Yoga uma das coisas que se estuda é a doulagem, obviamente de um maneira menos profunda que em um curso de doula, mas eu sabia que ela estava preparada. Durante a gravidez eu li o livro Parto Ativo (foi a Lorena que me emprestou) e recomendo a todas que querem parir que leiam. Me ajudou muito!

O outro susto.

Com 34 semanas e 5 dias (mais ou menos) eu comprei as últimas coisas que faltavam pra Lais nascer. A menina é tão querida e abençoada (e nossos amigos tão amorosos) que nem era tanta coisa assim. Depois fomos ao mercado. Um dia antes comecei a sentir um desconforto lá dentro da… perereca (não tem como explicar de outro jeito) como se estivessem arranhando, e no mercado isso começou a aparecer novamente, mas de um jeito tão forte que eu tinha que parar de andar. Ligamos pro Dr. Alessandro que pediu pra me avaliar. Quando ele fez o toque, fez uma cara que pensei “ih, ferrô, tô dilatando”. E era bem isso, uns 3 cm e colo um pouco trabalhado, eu tinha um caminho: internar pra inibir.

Fiquei internada quase uma semana, e sinceramente foi bom para conhecer a equipe do hospital, ficar amiga das enfermeiras, conhecer o procedimento padrão deles, e de quebra ainda acompanhei o nascimento da Helena, filha da minha amiga Dani. Se estivesse em casa não conseguiria fazer repouso total. A Lais ainda não estava madura para estrear nesse mundão e quanto mais conseguíssemos manter ela dentro da barriga melhor seria!

Daniel se virou com os meninos, os três me encheram de orgulho cuidando da casa e deles mesmos.

Tem internet no hospital e isso foi ótimo pra eu não me sentir sozinha, já que o marido não poderia ficar comigo o tempo todo. Usei o MSN pra falar com o Biel na cam, até coraçãozinho com as mãos ele fazia hahaha!

Tive alta sábado dia 23/10 e viemos pra casa pra continuar a inibição com comprimidos. Os meninos continuaram me ajudando e consegui me manter em repouso. Mas na madrugada do dia 24 pra 25 o Biel passou mal com vômitos e o Daniel levou ele pro PS, eu estava com o intestino meio estranho, pensei que era por causa do antibiótico. No dia 25 Mateus passou mal a tarde e também ficou no PS a noite, e enquanto eles estavam lá (a essa altura Biel tava com diarréia também) eu passei mal e vomitei. Toda força que eu não fiz durante os dias de repouso vou “ti contá” que fiz naquela vomitada. Liguei pro Dr Alessandro que me passou o remédio pra eu tomar pra diarréia (intestino estranho é o caramba, eu tava com virose!). Mateus voltou (branco da cor da parede de casa) do PS e fomos todos domir. Marido ensaiava a virose também, mas começou a tomar o que eu tava tomando e eu acho que deu uma “segurada” hehe.

O Parto

Na madruga de 25 pra 26 eu senti algumas contrações, comecei a contar o tempo, não tinham ritmo e nem eram doloridas, desencanei e voltei a dormir. 9 da manhã eu senti outra vez. Ai comecei a contar, estavam de 5 em 5 minutos e bem fortinhas, durando bastante tempo cada uma. Cutuquei o marido e falei das contrações e ele imediatamente levantou rapidão e já começou a se vestir. Liguei pro GO que estava atendendo outra paciente, falei com a recepcionista (Tati, valeu! :D) que me pediu pra ir para o hospital que ele estava por lá mesmo. E lá fomos nós, antes de sair avisei a Lorena e ela também estava indo pra lá. Avisamos a Jana para vir aqui em casa pegar os meninos e fomos pro hospital.

10:15 Dei entrada pelo PS . Me levaram de cadeira de rodas pra maternidade, a princípio eu não queria isso, mas eu tava tão cansada, não tinha dormido bem, me sentindo meio fraca mesmo e não neguei a cadeira haha!

Chegando lá na ala da maternidade as enfermeiras todas sorrindo (ainda hehe) pra mim, perguntando se agora era a hora mesmo, eu tava tranquila entre uma contração e outra eu ia respondendo e conversando com elas enquanto o médico não chegava. Colocaram soro (SÓ SORO sem ocitocina nem nada) por causa da virose. No cardiotoco tudo ok, realmente as contrações estavam bem fortes e próximas uma da outra. Dr Alessandro chegou e fez o toque, 5cm de dilatação e colo totalmente apagado, Lais tava vindo com tudo! Isso que as 10 da manhã eu tomei a Inibina. Como eu ja disse antes o meu médico (Dr Alessandro, ou o GO :P) estava acompanhando outra paciente (e não sei não ser não eram mais duas, não lembro mesmo) então como eu tinha tomado o remédio as 10 lá pelas 3 da tarde era pra Lais chegar. Isso nas contas de qualquer mulher comum, não nas minhas. Eu sabia que ela tava vindo e era pra já. Mas né… eu queria era curtir o parto.

 

Curtindo o parto rs...

Vinha a contração eu respirava fundo controlava pra não lutar contra ela e ela ia embora. E assim foi. Fiquei ali na salinha de exames até me levarem pro quarto onde fiquei sozinha por causa da virose (bendita virose, me permitiu ficar no quarto sozinha mesmo tendo plano enfermaria). Antes ainda conversei com a Ângela, uma companheira de internação que também estava inibindo, ela era paciente do meu GO e tinha parido um dois dias antes de mim, uma fofa ela, foi me desejar boa sorte e me contar como foi o parto dela.

Assim que eu entrei no quarto a Lorena chegou com a bola, fiquei ali um tempo (a partir daqui eu não tive mais noção de tempo mesmo, as coisas simplesmente aconteciam) sentada, rebolando, respirando e… comecei a sentir o cheiro da comida do hospital.

– Ahhhh! Que cheiro de comida ruim!!!

Em menos de 3 segundos o Daniel ja tinha me trazido o lixo pra eu vomitar haha! Tá esperto o marido! Me deram um Dramin na veia que doía mais que a contração.

 

Cheiro de comida ruim...

O Dr Alessandro voltou e fez mais um toque, estava com 6cm, só que eu tive que deitar pra fazer o toque e isso não é legal. Começou a doer muito cada contração e o máximo que consegui fazer foi me virar pro lado esquerdo pra não ficar de barriga pra cima. E tava doendo muito (uma enfermeira veio me perguntar se tava doendo muito BEM no meio de uma contração), a Lorena fazia massagem de uma maneira tão gostosa, aliviava muito! Sempre me lembrando quando respirar e como respirar, meu Deus como isso ajudava! Daniel e ela se revezavam na massagem nas costas e na compressa de água gelada na testa, as vezes eu pegava a compressa e mordia, outras eu torcia, batia na parede (hahaha, isso foi algo que eu não esperava mas bater na parede aliviava a dor). Eu sabia exatamente quando era um e outro que me tocava, mesmo com os olhos fechados. Lorena se ocupou também em reduzir a luz, o braulho e movimentação no quarto.

Nessa hora eu só pensava em uma coisa:

– Eu não posso ficar nessa posição, preciso mudar!

Lorena fazendo massagem

Vomitei outra vez (sim, tenho estômago fraco) mas nem pra vomitar eu consegui sair da posição que eu estava!

Chegaram a preparar o chuveiro pra me aliviar, mas eu não conseguia sair da cama.

Assim que terminava uma contração começava a outra. Foi bem difícil essa parte. Até que comecei a conversar com a Lais:

– Filha, vem logo, vamos acabar com isso de uma vez. Mamãe tá fazendo a parte dela, aguenta firme, já vai acabar. Eu não escutei mas percebi o Daniel orando por mim, me senti tão amparada nessa hora, e me deu uma tranquilidade muito grande, consegui dar uma descansada, desconfio eu que estava em transição porque foi um alívio enorme!

E até que enfim consegui levantar, fiquei nos pés da cama em 4 apoios com vários travesseiros embaixo de mim, engraçado que eu imaginava mesmo que iria parir assim, por causa da escoliose essa é uma posição ótima pra descansar e por outro lado dá bastante firmeza que eu acho que não teria se estivesse de cócoras, e da maneira que estava não daria para fazer cócoras sustentada porque o marido não conseguiria subir na cama e muito menos eu conseguiria descer!

E começaram os puxos! O GO não tinha voltado ainda, foi uma correria! Eu tinha muita vontade de gritar, e gritei! Isso fez com que o quarto ficasse branco de enfermeiras, eu entendo o lado delas, mas me tiraram completamente a concentração!

A Enfermeira mandou vir uma maca pra me levarem pra Sala de Parto, só que o combinado era que eu NÃO iria pra lá! Entre uma contração e outra eu gritava e tentava explicar que eu já tinha combinado com o GO que eu teria o bebê no quarto. A mesma pessoa me falou pra não gritar (e aí que eu gritei mais forte ainda, só de birra mesmo) e que era pra eu segurar porque o pediatra que eu tinha escolhido não tinha chego ainda. Pois é, noção de Parto Ativo nenhuma. Eu entendo que ela estava preocupada com a Lais, porque ela foi prematura, mas eu me limitei a perguntar:

– Mas querida, não tem NENHUM pediatra nesse hospital??? Chama o que tiver!!! Eu não consigo segurar!

Depois ela veio com umas de Kit pra Episio, eu até queria argumentar, mas não deu.

E meu  marido já foi se esquentando falando que se ela mandasse eu parar de gritar de novo ele ia começar a gritar também (pelo menos desviou ela de falar comigo, na boa, tava atrapalhando) e nisso o Dr Alessandro chegou esbaforido, veio correndo pela escada (tem como não amar um médico que vem correndo te ajudar no seu parto?) eu quaaaase ri na hora porque ele tava respirando mais que eu, mas as contrações não me deixaram demonstrar o meu bom humor haha! Ele gentilmente tirou todas as enfermeiras do quarto.

Ficaram Eu, Daniel, Lorena, ele e o pediatra do hospital (Dr Akira se não me engano).

E aí os puxos (vontade de fazer força) aumentaram e a Lorena me lembrou de algo bem importante relacionado a respiração, ela veio bem no meu ouvido e falou baixinho:

– Faz a força no final da expiração. E me abraçava.

O Daniel ficou apoiado na parede (coitada da parede haha) com o braço esticado pra eu me apoiar, fez força junto comigo.

Nisso o Dr Alessandro perguntou se eu não conseguia ficar mais vertical, e eu não consegui. Não tinha como, eu precisava ficar de 4 mesmo. Ele falou que não fazia mal, fiquei do jeito que me senti melhor.

A bolsa estourou, por pouco a Lais não me nasce de bolsa e tudo!

E as dores começaram a diminuir, e a vontade de fazer força aumentar. Comecei a sentir arder tudo (acho que que se existe o tal “círculo de fogo” deve ser isso aí mesmo) e fiz mais uma força, o Dr falou:

– Ela já está aqui!

Isso me deu uma emoção tão engraçada que parece que parou tudo, eu perguntei:

– Posso pegar na cabecinha dela?

E peguei, e quando eu vi que ela estava realmente ali eu fiquei revigorada, comecei a fazer a força quando tinha vontade e no fim da expiração como a Lorena falou, eu acho que foram mais 3 forças e ela saiu, eu senti ela escorregar toda quentinha, essa sensação que eu não tive em nenhum dos outros partos por causa da anestesia!

Eram 12:58 do dia 26/10/2010!

O Dr Alessandro me passou ela pelo meio das minhas pernas e deixou ela deitadinha, eu logo peguei ela no colo e só sabia dizer que ela era gordinha, linda, parecida com o Biel, cabeludinha, e ela chorou pra mim! Me tranquilizou! Era como se ela dissesse que estava tudo bem, que tínhamos conseguido, que o sonho que eu tive agora era real! Aquele cheirinho de bebê que acabou de sair da gente! Olhei pra Lorena e disse, eu consegui!

:~)

O GO esperou o cordão parar e cortou, entregou a Lais para o Pediatra que levou ela para os primeiros cuidados (como ela era prematura eu nem questionei nada, ela foi mesmo ter todos os cuidados “padrão”, mas o Daniel foi com ela e falou que o Dr foi um anjo, que tratou ela com respeito). Ela teve Apgar 9 e 10!!!

Enquanto Lais foi com o pediatra ficamos eu a Lorena e o Dr Alessandro esperando a placenta, que saiu bem rapidinho até, me levaram pra sala de exames pro GO avaliar se tinha lacerado e se precisava de pontos, não precisou!

Como o pediatra da Lais não conseguiu chegar a tempo (estava se preparando pra chegar as 3 da tarde) ele por telefone pediu que ela ficasse em observação no berçário. Colocaram ela numa incubadora onde ela tacou o terror arrancando a tornozeleira de identificação, “mamando” na máscara de oxigênio, o pai sempre do ladinho dela.

Assim que consegui levantar, comer, tomar banho eu fui lá pra ficar com ela e só desgrudei pra ligar pro Pediatra pra ver se ele liberava ela pro alojamento conjunto, e ele liberou, no fim da tarde eu estava com ela no quarto, insistindo pra ela mamar e ela começou a sugar a noite. Era o único bebê que estava mamando, nem os que nasceram a termo estavam mamando! Ela chegou a tomar complemento de leite humano no berçário, mas assim que chegou no quarto foi só o da mamãe mesmo! Meu leite desceu em 2 dias, tivemos alta e viemos pra casa, ela é uma fofa!

Nós de alta

Sobre tudo isso e mais…

Se você quer parir precisa SE preparar pra isso. Ler sobre o parto, de preferência ter um doula! Eu diria que é essencial ter uma!

Deve procurar um profissional (médico ou parteira) que realmente te respeite e não ache bobagem ou “perfumaria” os seus desejos sobre o seu parto.

Você pode idealizar, imaginar como vai ser, mas a grande verdade é que é uma experiência surpresa! E vai ser melhor do que você imaginava.

Parir dói, pra mim doeu, mas como já disse até o Dramin na veia tava doendo mais, sofrer por causa das dores ou se deixar levar por elas é uma opção sua.

Eu tive o parto do meu sonho, e o parto que eu sonhava.

BjoS!

As avós da minha vida

Eu tenho 4 avós na minha vida. E todas elas merecem ser honradas. Aproveitei a deixa da Rede Mulher e Mãe com a blogagem coletiva sobre avós e resolvi fazer uma singela homenagem.

Vó Aracy (mãe da minha mãe):

Vó Aracy cuidando de mim 🙂

Vó Aracy e vô Oscar me visitando quando Mateus nasceu

Foi quem ajudou a me criar. Quando minha mãe se separou do meu pai e eu tinha meses de vida foi ela quem deu a maior força.

Ela que me ensinou a ler, catava meus piolhos (ok, isso nem é emotivo ou coisa parecida mas eu me lembro disso também), cuidava de mim quando estava doente,  me ensinou a amar os filhos de uma maneira incondicional. Ela era meio antiquada tinha uma tendência de se magoar com as coisas (e eu acho que isso não fez muito bem pra ela). Prendada! Blusas de lã lindas, blusas de crochet, tapetinho de patchwork tudo o que ela olhava e gostava ela fazia. Fez um colcha pra mim (em crochet) de florzinhas feitas só com retalho dos fios que ela usava para outros trabalhos, quando a Lais tiver a caminha dela eu vou colocar lá porque ela sempre me falava que aquela colcha era pra eu dar pra minha filha depois que eu casasse. Aprendi a fazer tricot e costurar com ela. Crochet ainda é o mistério da minha vida.

Acho que o maior desgosto que dei pra ela foi eu ter casado cedo. Eu explico, pra ela a mulher deveria estudar, trabalhar, ficar fora de casa o máximo possível. Mas isso porque ela não se conformava de ter largado os estudos e casado cedo. Se ela me visse hoje com certeza concordaria que pra mim foi o melhor caminho. Com ela aprendi a confiar e a depender de Deus pra tudo. Ela faleceu faz mais de 10 anos (eu não guardo data de falecimentos de ninguém). Só lembro que foi no dia depois do Dia das Mães, ela infartou e morreu falando o Salmo 23 que foi o salmo da vida dela, e é o da minha também. Me faz muita falta. Não desprezo os sacrifícios que a minha mãe fez por mim, mas a minha vó foi a minha mãe. Eu lembro de uma cartinha que ela escreveu descrevendo o dia em que eu nasci. Pena que essa carta se perdeu. Mas tinha um trecho que falava algo “quando vi aquela bonequinha branquinha de cabelo preto e lacinho vermelho na cabeça pensei que era a menina mais linda que eu tinha visto”. [Pausa pra chorar] Mas eu fico feliz que ela me viu nascer, crescer e me viu casar, parir meu primeiro filho. Ela foi parideira, teve 7 filhos de PN todos em casa :).

Mas não tão parideira quanto a minha outra vó…


Vó Oracy (sim eu tenho uma Ara e outra Ora… ) mais conhecida como Cecy (mãe do meu pai)

Vó Cecy e eu no dia do níver de 90 anos dela

Já vou começar dizendo que ela teve 12 filhos de PN tá? E que ela está vivinha da Silva com seus 91 anos quase 92. E que ela é linda, sempre foi e dizem que eu sou a cara dela (oi?). Essa minha vó só tem carinha de gente frágil, mas é uma rocha! Ficou viúva na minha opinião cedo, (meu avô morreu uns meses antes de eu nascer) já passou por a coisa mais terrível que uma mãe pode passar que é a perda de um filho (no caso dela foram dois filhos) e continua linda e lúcida! Passou por um sequestro daqueles de telefone esses dias atrás, eu queria matar o idiota que fez isso com ela, mas no final se conversar com ela sobre isso agora ela consegue rir da situação. Foi no show da Elba Ramalho também esses dias, e quanto ela pode dispensa a empregada pra poder ficar com o dinheiro da diária (desculpa vó, te dedei!). Também é prendadíssima e até hoje costura roupas para ela e faz uns sapatinhos lindos de tricot para os bebezinhos da família, que não são poucos né? Quando a família se reúne pra comemorar o aniversário dela é muito engraçado! Porque mais da metade não se conhece hehe! Ela que deu força pro meu pai depois da separação e também quem cuidava de mim quando ia passar as férias com ele. E sempre era muito divertido! Se tinha uma coisa que a vó sabia era do que criança gosta! Ela que me ensinou a gostar de ir no shopping, de ser uma mulher bem cuidada na aparência, a me portar de acordo com a situação e sempre ver o lado bom das coisas. Dizem que o segredo dela é Emulsão Scott, domir depois do almoço e creme Pond´s.

Vó Aurora (vó paterna do Amorzo)

Vó Aurora e eu

Essa vó foi mais difícil. Ela é como uma mãe do meu marido então pensem… foi a minha sogra. Acho que o maior medo dela era de eu não ser uma boa esposa para o Daniel, de ele acabar sofrendo, essas coisas que vó/mãe se preocupa. Quando começamos a namorar foi tudo bem, mas quando o negócio começou a ficar mais sério eu enfrentei uma oposição danada! Mas com o passar do tempo ela observando as minhas atitudes e eu sempre deixando claro que nunca odiei ela por nada (mesmo quando ela falava coisas que eu sabia que era pra me provocar :P) a nossa amizade foi se fortalecendo e hoje em dia tenho ela como se fosse minha vó. Ela tem altas histórias de vida pra contar que dariam um ótimo livro! Fazem anos que ela não sai de casa por causa da osteoporose, mas sempre está atualizada através do telefone. Garanto que se ela conseguisse usaria a internet também hehe. Preciso falar que das avós é a MAIS prendada de todas, pena que ela não consegue mais fazer as coisas que ela tanto gostava. Tenho uma gratidão enorme por ela, por todos os conselhos e principalmente por ter cuidado do meu marido até a gente se conhecer.

Vó Laura (mãe do meu padrasto)

Minha mãe, vó Laura e tia Andrea

E por último e não menos importante a vó que me adotou, me acolheu quando minha mãe casou de novo. Ela ainda não tinha netos “de sangue” e sempre me tratou igual mesmo quando eles vieram depois. Eu quase não a vejo mais, minha mãe não é mais casada com o meu padrasto (ele continua sendo meu pai2 tá?) mas sempre nos perguntamos uma da outra.

Ela é uma gaúcha baixinha divertida e às vezes braba! Ela me ensinou a tomar chimarrão, fazer chá,  fazer sagú, a colocar charque de molho, cerzir, me contava altas histórias do Sul e da bruxa Griselda hahaha! Ah sim, me deixava brincar com água por horas nos dias de calor :D. Cozinhava que era uma maravilha! Só de falar nela me dá saudade.

Veja se não fui privilegiada por essas 4 mulheres que fazem parte da minha história. Tudo que eu contei aqui não é metade do que elas são e fizeram. Mas fica como uma homenagem.

Com carinho da neta de vocês,

Marilia

P.S.: Infelizmente meus filhos não têm a mesma sorte, moram longe dos avós que sempre que podem se fazem presentes! Acredito que se eles morassem perto o vínculo seria maior!

BjoS!!!

Homenagem aos filhos

Vou confessar, é gostoso encher a boca pra falar “meus filhos” hehe!

Posso dizer que pra média mundial eu fiz bastante deles.

Esses dias estava procurando músicas para ouvir, bem sosegada e me deparei com uma que me fez chorar litros! É “Vieste” do Ivan Lins (só que eu acho que cantada pelo Lenine fica melhor). A cada frase da música eu lembrava de alguma coisa do Mateus, do Biel, da gravidez da Laís (que nem chegou ainda e já me provoca tantas emoções). Todos eles foram plantados em mim, todos vieram porque tinham que vir e minha vida não seria tão boa sem eles. Um dia ainda faço um video montagem com essa música e várias fotinhos deles pra eu chorar cada vez que eu ver :P.

BjoS!

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