Matéria sobre Parto Domiciliar na Folha de Londrina

Pois cada vez que fazem alguma entrevista relacionada com a humanização do parto pensamos sempre pelo lado bom. Vendo pelo lado bom as pessoas sabem que a opção existe, que os casos tiveram êxito, acabam se conscientizando que se tiver a assistência adequada (e não necessariamente médica, uma enfermeira obstetra ou obstetriz + pediatra por exemplo) e sendo uma gestação bem cuidada no pré-natal e de baixo risco é totalmente possível, viável e recomendável ter o bebê em casa.

Mas saiu uma matéria na Folha de Londrina que é impossível eu ficar quieta…

Não, não estou aqui para brigar. Estou aqui para argumentar. E vou fazer isso no maior estilo Madrasta do Texto Ruim, minha musa inspiradora!

Em roxinho quem fala sou eu, tá?

Perigo ou conforto?

Enquanto cresce o interesse pelo parto domiciliar, médicos alertam sobre os riscos.

Tá, sério mesmo que vocês estão comparando desta maneira? Já começou mal… Parto domiciliar não é uma questão apenas de conforto e se for bem planejado e assistido não há perigo nisso!  Perigo foi demais. Alertar sobre os riscos das cesáreas ninguém quer também né?

Para ter Surya em casa, Fernanda Rocha fez todo o pré-natal corretamente e não apresentava nenhum problema que inviabilizasse o procedimento. 

Ter o bebê no aconchego do lar, acompanhada do marido e familiares parece cena de filme antigo, mas é uma opção adotada por muitas mamães modernas. Obstetras e pediatras, no entanto, têm ressalvas quanto ao procedimento.  Nem todo obstetra e nem todo pediatra. Procedimento? Assistência ao parto seria o mais adequado. Eles não querem dar assistência ao parto domiciliar, certo? Mas tudo bem, vamos continuar.

A empresária Fernanda Alves de Sousa Rocha já tinha visto um programa sobre parto natural há alguns anos e quando ficou grávida da pequena Surya, hoje com pouco mais de 7 meses, voltou a pensar no assunto. ”Tenho também uma amiga que participa do grupo Gesta, de Londrina e ela me deu informações, mas só comecei a pensar em ter meu bebê em casa aos oito meses de gestação.” Já era um desejo dela ter a opção de escolha de ter a bebê em casa, isso há anos. Agora ela queria colocar isto em prática.


Ela conta que teve que mudar de obstetra, já que o primeiro se opunha ao parto domiciliar. O segundo profissional a apoiou e orientou sobre o que deveria ser feito para que o parto ocorresse em casa. ”O parto é familiar é amor puro. Obstetra este que não participa da reportagem (nem a pediatra). Mais abaixo na matéria podemos ver claramente o motivo. Participaram apenas meu marido, meus pais e minha sogra, além da doula, do obstetra e da pediatra. Acredito que a cabeça manda no corpo e por isso não tive medo.” A cabeça manda no corpo, gostei! Quer dizer que foi uma decisão RACIONAL. Foi pesquisado, pensado.


Para ter Surya em casa, Fernanda fez todo o pré-natal corretamente e não apresentava nenhum problema que inviabilizasse o procedimento. ”Ela estava posicionada corretamente, não tinha o cordão enrolado no pescoço.” Parto de baixo risco. Ok.


Ela conta que nem todos receberam a notícia com tranquilidade. Sua mãe, que passou por um parto complicado justamente no nascimento de Fernanda, se assustou com a escolha da filha. ”Eu nasci com o cordão enrolado no pescoço, foi bem complicado. Depois que expliquei como tudo aconteceria ela acabou aceitando. Já meu pai recebeu melhor a notícia.” Eu não sei ao certo como foi o nascimento da Fernanda, mas cordão enrolado no pescoço é algo comum e não inviabiliza parto. Mesmo que muitos obstetras deem esta desculpa ou outras como o cordão estava PERTO do pescoço.


No dia do parto a única solicitação do obstetra foi que ela fosse ao hospital fazer um exame para avaliar os batimentos cardíacos do bebê. ”Eu fui e voltei correndo para que ela nascesse em casa. O obstetra trouxe material para primeiros socorros e sutura, anestesia e aparelhos para medir batimentos cardíacos. A pediatra que acompanhou o parto também trouxe balão de oxigênio e sondas.” Ou seja, nada igual ao parto de antigamente onde não se tinha nenhum recurso!


Fernanda conta que o trabalho de parto começou na manhã do dia 31 de julho e durou 10 horas. ”Meu marido cortou o cordão umbilical. Ela mamou logo após o parto, foi tudo muito tranquilo.” Foi tranquilo? Que milagre!!! Porque poderia tanta coisa ter dado errado que num hospital não daria né? Oh wait… no hospital também dá muita coisa errado não é mesmo? Como infecções hospitalares, intervenções desnecessárias, e cesarianas desnecessárias por pressão do médico E da família. Sem falar da violência obstétrica e algumas humilhações por parte da equipe que muitas mulheres passam.


O estilo de vida da família contou bastante na decisão da empresária. Ela e o esposo já levavam uma vida natural, são vegetarianos, prezam alimentação saudável, gostam de acampar e ter vida ao ar livre e raramente recorrem aos medicamentos alopáticos, priorizando a medicina chinesa. ”Minha gestação foi tranquila, isso possibilitou fazer o procedimento. Cada caso é um caso e o apoio familiar é muito importante.” Aqui parece, só parece, que parto domiciliar é coisa de “bicho-grilo” hippie ou coisa parecida. Sinto muito informar mas muita gente “urbana” que se entope de Mc Donalds e toma Coca-Cola (e usa calça apertada rs) tem optado por ter seus filhos em casa, e olha só… tem conseguido!!!


Atendimento domiciliar em três cidades

Patrícia Merlin, doula e educadora perinatal em Maringá (Noroeste), já acompanhou alguns partos domiciliares. Ela mesma teve dois de seus três filhos em casa e acredita que isso faz toda a diferença na hora de dar à luz. Patrícia é coordenadora do Gesta 🙂 O blog dela é o A Bolsa da Doula. Não só acredita como tem certeza! O primeiro foi cesárea e as outras duas parto domiciliar.

”O parto domiciliar ainda não é frequente. Tem muita mulher que quer, depois percebe que não é tão simples e desiste no meio do caminho. No Paraná temos atendimento domiciliar em Cascavel, Curitiba e Maringá. Nesses locais já se conta com uma equipe.Equipe! Não é nada feito por acaso! Em Londrina tivemos duas experiências, mas é difícil achar quem atenda em casa”, reconhece. Entenderam? Não é todo mundo que pode nem todo mundo que quer, mas quem quer deveria ter no mínimo a vontade respeitada e uma assistência digna!

Para a doula, a intimidade e o conforto que a mulher tem em casa são fundamentais para seu estado emocional na hora do parto. ”Ela pode ficar do jeito que quiser, no local que quiser. No hospital ela fica restrita ao quarto, que em geral é pequeno.” No hospital vai ter sempre alguém pra ficar entrando no seu quarto e tirando a sua concentração e privacidade. Pra perguntar se já está doendo com aquela cara de: por que não vai logo para a cesárea e desocupa o quarto? Sempre vai ter alguém acendendo a luz, entrando sem bater à porta, e finalmente desencorajando e te chamando de corajosa (na verdade querendo dizer louca) por ter escolhido um parto natural. Experiência própria e de muitas outras mulheres, sim, aqui em Londrina.

Patrícia afirma que é necessário também haver uma assistência médica para que a mulher se sinta segura. ”A doula não é uma parteira. Ela dá apoio para a mãe e para o marido, é alguém que vai apoiar a família durante o processo, mas qualquer intervenção, mesmo simplesmente medir a temperatura, deve ser feita por uma enfermeira ou um médico.” Mais uma vez, assistência digna.

Nos seus quase 10 anos como doula, ela nunca presenciou intercorrências graves nos partos domiciliares. ”Já tivemos uma mãe com um trabalho de parto prolongado e também uma outra que acabou pedindo para ir para o hospital para fazer a analgesia, mas não porque houvesse um problema.” Estava tudo bem, uma demorou um pouco mais e a outra foi pro hospital por vontade própria (que foi respeitada, o que não aconteceria num hospital por exemplo se a mulher quisesse ficar em pé e MANDAM ela ficar deitada…).

A profissional ressalta que no parto domiciliar, embora seja permitido a presença de quem a gestante quiser, é melhor que seja restrito apenas ao marido, equipe de apoio e filhos. ”Já tivemos uma situação em que a mãe da gestante interferiu tanto que a mulher desistiu e acabou fazendo uma cesárea”, conta. Concordo plenamente! O parto é da mulher! A vontade dela deve ser respeitada. Nenhuma que eu conheço iria contra uma intervenção necessária. Só queremos um pouco de respeito nas nossas decisões. Na realidade precisamos de apoio também, mas se você não pode dar o apoio fique longe!

Mesmo com a equipe levando vários aparelhos e suportes que mãe e bebê teriam no hospital, a parturiente também precisa estar ciente dos riscos e pronta para assumir a responsabilidade sobre o que vier a acontecer no parto. ”Mulheres com gestação de risco não podem fazer parto domiciliar, nem mesmo quem teve alteração de pressão durante a gravidez.” O atendimento domiciliar tem um custo, que leva em conta o número de profissionais, a experiência da equipe e também o município. Segundo ela, o valor varia entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. (E.G) Mais uma vez… não é para todas as mulheres! Isso acho que ficou muito claro, não é?

‘O melhor local é no hospital’

O ginecologista e obstetra Antônio Caetano de Paula, presidente da Associação Médica de Londrina, acredita que fazer um parto em casa seria o mesmo que ir a São Paulo a cavalo. ”Só se justifica se for tão rápido que não dê tempo de chegar ao hospital. As pessoas encaram o parto como uma festividade e não como um procedimento médico”, observa. Desculpa Dr.. O parto é sim uma festividade. E não é um procedimento médico. Assistência ao parto sim, é um procedimento médico ou da enfermeira obstetra/obstetriz. Mas eu acho que o senhor nunca pariu nenhum dos bebês das suas pacientes, não é mesmo? Parir é um ato da mulher! O senhor só conseguiu deixar claro como encara o parto das suas pacientes. Como uma doença como outra qualquer que o médico está ali para curar. Não, o parto não é isso! E se eu quiser ir para São Paulo a cavalo? Se eu tiver condições físicas para isso e quiser aproveitar a paisagem, não posso? E se para me ajudar no caminho eu usar um GPS? Qual o problema em se usar a tecnologia a favor do conforto da mãe na hora do parto?

Eu rezaria mesmo para que meu parto fosse bem rápido se eu estivesse com um médico que pensa assim. Pelo menos não daria tempo de se fazer a maioria das intervenções “padrão” de um parto hospitalar.

De acordo com o obstetra, os problemas podem ocorrer com qualquer pessoa, mesmo com aquelas mulheres que fizeram o pré-natal corretamente. ”Em alguns casos não há tempo de chamar uma ambulância. O parto é um momento de alegria mas há riscos”, resume. O mesmo acontece com as cesáreas desnecessárias. Que aliás apresentam riscos maiores e isso não é impedimento para que elas continuem sendo feitas sem ao menos se informar a paciente sobre isso. Pelo menos quem escolhe fazer um parto domiciliar está muito bem informado sobre todos os riscos e complicações que possam acontecer. Aliás toda gestante deveria estar muito bem informada que toda gestação tem seu risco. 

Mesmo o parto realizado em casa sendo uma ocorrência comum antigamente, Caetano acredita que os tempos eram outros, Os tempos eram outros, não existiam recursos para atender uma emergência em casa. assim como o corpo e comportamento femininos. ”As mulheres não ficavam sentadas o dia todo, realizavam mais atividades físicas e não usavam roupas apertadas. Para tudo!!! A culpa é da LYCRA!!! E espartilho, não se usava??? Cadê evidência científica que o pseudo sedentarismo e as roupas apertadas dificultam um parto natural? Se fosse assim eu teria tido os três de cesárea minha gente! Não se justifica colocar mãe e filho em risco sendo que nos hospitais se pode fazer um parto humanizado.” Mas Dr., se ela tem uma assistência competente, que risco seria este? Quem sabe o risco de ter que acompanhar o parto por horas, ou não conseguir fazer uma cesárea sem indicação realmente necessária? Alias, quantos partos humanizados o Dr. em questão já acompanhou? Não estou falando de parto sem anestesia apenas. E as cesáreas sem agendadas não colocam a mãe e o bebê em risco? Por que elas são justificáveis?  

A opinião é compartilhada pelo pediatra Milton Macedo de Jesus, que destaca que os três primeiros minutos de vida são fundamentais para a criança. ”Se alguém pudesse garantir que a criança fosse nascer bem, ela poderia nascer em casa, mas se não nascer bem, ai é o problema”, destaca. ”Nesse momento tem que ter um profissional junto, não dá tempo de esperar porque isso pode significar sequelas graves e permanentes”, acrescenta. Quer dizer que não há nada no mundo que garanta que um bebê vai nascer bem? A OMS deve estar muito desatualizada… e além disso então podemos dizer que uma cesárea também não é garantia que o bebê vai nascer bem? Hum… Sem contar os lugares onde não existem médicos, vamos fazer o quê? Proibir as mulheres de engravidar?

O pediatra acredita que a escolha pelo parto domiciliar vem de países mais desenvolvidos, mas que a saúde no Brasil não permite que a prática seja comum por aqui. ”São países em que há uma retaguarda e um transporte de urgência imediato. O melhor local para uma criança nascer, no Brasil, é no hospital.” Ué… mas o outro falou que era um retrocesso, o senhor diz que é só em países desenvolvidos? Afinal, qual é o problema das mulheres brasileiras principalmente da rede particular que não estão mais conseguindo parir seus filhos? O físico delas não é mais ou menos desenvolvido, o que será que não desenvolveu o suficiente para que tenhamos o direito de escolher onde e como parir?

Macedo ressalta que não é a mesma coisa estar em casa com equipamentos do que estar no hospital, já que nem todos podem ser levados para a casa da parturiente. ”Não tem como fazer todos os atendimentos em casa. A mãe deve estar ciente de todos os riscos e decidir junto com os profissionais. Mesmo um pré-natal sem problemas não é garantia de que tudo vai dar certo. É algo para uma clientela diferenciada, restrito a poucas pessoas”, ressalta. (E.G) Quer dizer que a garantia que vai dar tudo certo está em você ter o bebê em um hospital? Sério mesmo? Olha que todos os médicos que conheço dizem que o pré-natal bem feito sempre foi um bom indicativo que está tudo bem com a mãe e com o bebê, e estando tudo bem é muito difícil algo dar errado. E se der errado, daria em casa ou no hospital. Parece você coloca seus pés para dentro do hospital e seus problemas acabaram!


Fica bem claro o que vem acontecendo nos últimos anos. Tiraram o parto das mulheres. A decisão não é mais delas. É de todo mundo (marido, mãe, pai, sogra, irmã, cunhado, tia vó, papagaio, periquito) que querem saber muito mais o que ela deve fazer que ela mesma. Além de terem a experiência de parto roubada ainda são expostas a riscos desnecessários (caso das cesarianas sem indicação clínica real) e querem desmoralizar quem se informa e vai atrás de tomar de volta o parto para si. Muitas mulheres acham cômoda essa posição de não se responsabilizar por nada do que acontece com seu corpo e com seu bebê. Infelizmente é assim. Cedem à pressão externa mesmo sem perceber, pensando que a convicção de escolher o mais arriscado era totalmente dela.

Eu conversei por vários minutos com a repórter sobre o assunto quando ela me ligou pedindo os contatos para as entrevistas. A Patrícia Merlin também conversou com ela vários aspectos que não só o conforto sobre o parto domiciliar. Mas os médicos entrevistados são contra (e deu para perceber que não se basearam em nenhuma evidência científica) e logicamente aproveitaram a deixa para falar que ter o filho em casa é uma loucura mesmo estando tudo bem. E com os médicos falando isso eu entendo perfeitamente que não teria como a reportagem escrever outra coisa.

Infelizmente aqui em Londrina os médicos são desencorajados a acompanharem partos domiciliares e não contamos com uma equipe de enfermeiras obstetras (ainda) que seriam os profissionais ideais para atender um parto em casa.

Mas pelo menos foi falado sobre o assunto. 

Otimismo, trabalhamos.

BjoS!!!

Lais no clipe do Pato Fu!

Há um tempo atrás participamos da promoção da Dermodex – Projeto Baby Star. Você enviava as fotos do seu bebê na posição correta (cada semana era uma) e se fossem aprovadas automaticamente o bebê estaria participando do clipe.

Era bem difícil porque a Pituca não parava KKK! Mas tivemos algumas fotinhos aprovadas. E demoroooou pra sair o clipe. Eu já imaginava que demoraria porque eram muitas fotos e muito bebês lindos!

Mas vamos ao que interessa! Vejam o clipe e prestem atenção onde a Lais aparece:

‎1° ela aparece dentro de um dos barquinhos (1:38)

2° aparece no fundo do oceano com os outros bebes e bichinhos do mar (olhinhos fechados) (2:00)

3° dentro do submarino (olhinhos fechados) (2:24)

BjoS de uma mãe coruja…

Mas veja se não tenho razão???

Parto Normal X Cesárea

Essa discussão parece nunca ter fim, ainda mais quando você escolhe o “lado” que você quer ficar. Em todo lugar perguntam do bebê e como ele nasceu e é inevitável tocar no assunto.

Ontem passei por uma experiência no mínimo estranha. Uma senhora me perguntou como a Laís tinha nascido, falei que de Parto Natural (que sim é diferente do “normal”) e que meus dois outros filhos tinham nascido de Parto Normal também.

Gente, ela me olhou mais ou menos assim:

Nójeeeento!

Eu fiquei sem ação na hora, ela falou:

– Sou instrumentadora cirúrgica e acho o Parto Normal uma coisa horrível!

– Realmente, o que vocês fazem com as mulheres no hospital deixa o parto horrível mesmo. Pra começar deixar a mulher deitada, é a pior posição pra parir.

– Ah mas não fica totalmente deitada, a cabeça fica um pouco levantada…

– Mas a barriga fica pra cima fazendo o útero lutar contra a gravidade, o sacro fica pressionado diminuindo o tamanho do canal de parto, só dificulta!

– Mas como que tem que ser então??? (Já indignada e achando tudo uma loucura.)

– Do jeito que a mulher quiser na hora!

– Mas NINGUÉM consegue fazer isso, na hora a mulher fica muito desesperada! (Olha, eu concordo que se eu tivesse ela do meu lado na hora eu ia ficar desesperada…)

– Se eu consegui quem disse que ninguém consegue? É só ter perto da mulher pessoas que ajudem ela de verdade, sem ficar mandando ela fazer força na hora errada, força de cocô, se ela fizer força de cocô ela vai fazer cocô oras! Eu tive a Lais de 4 na cama do quarto do hospital, nem fui pro centro cirúrgico, não precisa ir quando está tudo bem.  A Andrea (minha amiga que estava no mesmo lugar que a gente) teve na água na banheira do hospital.

Ela ficou sem argumentos, meu marido chegou, eu me despedi. Dessa vez pelo menos eu  não tive que escutar como uma cesárea é pratica (e pra ela também é lucrativa né? ) e blá blá blá whiskas sachet.

Aí eu fiquei pensando… como o mundo e as pessoas são estranhas. Quando uma mãe ou bebê morre durante uma cesárea ou depois por conta de alguma complicação (e acreditem há muito mais mortes por cesáre que por partos normais) ninguém vai fazer escândalo na mídia, ninguém fica indignado pelo médico ter marcado a cesárea antes do tempo, antes de feriado, férias, viagem “importante”. ALiás, ninguém nem cogita que a cesáre possa ter desencadeado algum problema. O que se vê é uma ignorância total de como o corpo da mulher funciona, de quando os procedimentos são realmente necessários. As mulheres optam pela cesárea porque ela é mais cômoda e prática, melhor ir lá te cortam, tiram o bebê pra você e você não tem que fazer nada. Melhor ficar na ignorância sobre como o seu corpo funciona. Mas todo mundo sabe de pelo menos 5 casos da filha da prima da vizinha que morreu no parto, que foi cortada, que o bebê tem paralisia cerebral…

E sinto muito dizer, os úteros na sua grande maioria funcionam muito bem! O que está com problemas é a cabeça das pessoas.

Uma participante do Gesta que queria muito fazer um parto normal teve que fazer uma cesárea de emergência. Ela se preparou para o parto, fazia os exercícios e tudo mais. No fim da gravidez a pressão subiu, começou a comprometer o fluxo sanguíneo do bebê e foi feita uma cesárea de emergência no MESMO dia. Esse é um caso de uma cesárea necessária. O bebê provavelmente teria problemas durante o trabalho de parto (que exige do bebê também, ele participa junto).

Mas quantas cesáreas de emergência eu já vi marcadas para daqui 5 dias? Porque o cordão está “perto do bebê”, a bacia da mãe é muito estreita, o bebê ainda não está encaixado ou a mulher tem escoliose???

Ah Marilia, eu tive 84728457824 cesáreas e estou bem, meus filhos todos lindos correndo pulando por aí, me dando maior trabalho! O que conta é o bebê, o que conta é que deu tudo certo no final…

Eu sei, mas eu não entendo. Me desculpa. Eu não entendo uma mãe optar por um procedimento que tem mais riscos, onde ela VAI sentir dor (depois mais vai) por medo da dor. A dor do parto passa, 15 minutos depois do parto da Lais eu tomei banho TOTALMENTE SOZINHA comi e fui no berçário ver ela.  É muito diferente. A Laís era prematura e nasceu com Apgar 9 e 10, durante o parto há hormônios que são liberados para o bebê que ajudam ele a respirar quando nasce. Na cesárea agendada sem entrar em trabalho de parto isso não acontece. São muitos os casos de complicações respiratórias de bebês que nascem de cesárea.

Ah Marilia, mas tem muita mãe que o bebê nasce de parto normal e é péssima mãe, isso não tem nada a ver.

A questão nunca foi essa, eu queria era dar uns sopapos na primeira mulher que falou: eu não sou “menas” mãe porque tive meu filho de cesárea! A questão é a saúde, é o engano que se perpetuou de que a cesárea é a melhor escolha, ela nem deveria ser uma escolha, ela deveria ser usada em situações específicas onde o parto apresenta um risco maior que a cirurgia.

Mas o que ainda me deixa mais triste são as mulheres que querem ter um Parto Normal e respeitoso e não podem. Não podem porque não se preparam, porque o médico jamais deixará ela entrar em trabalho de parto, porque a família aterroriza tanto que ela perde a paciência e marca a cesárea, porque o medo supera a confiança no seu próprio corpo. E quando elas chegam a ter um Parto Normal ele vem cheio de intervenções que não eram necessárias para apressar tudo e acabar logo, afinal para o médico não é nada lucrativo ficar ali esperando.

Nessa reportagem aqui o meu GO Dr. Alessandro Galleto fala:

O parto humanizado é aquele com menor intervenção possível, ou seja, com menos medicamentos e sem intervenção de conduta. “É proporcionar à mulher uma condição que ela considere a ideal para a realização do parto, com a presença de acompanhante, num ambiente tranquilo”, explica ele.

Segundo Galletto, a medicina transformou o momento da chegada do bebê em algo mais complexo. O que sempre aconteceu de forma natural, em qualquer ambiente, foi levado para dentro do hospital e cercado de tecnologias. “A humanização é o resgate do que era o modo mais fisiológico possível.”

E ainda mais:

 O médico afirma que toda mulher deve saber do funcionamento do seu corpo e das possibilidades existentes para o momento de parir. “É preciso dar informação para quem quiser fazer de maneira natural, ter oportunidade para isso. Minha função é detectar problemas e, desde que não haja nenhum, a mulher pode fazer o que quiser.

Quem dera todos os médicos pensassem assim, e todas as mulheres soubessem que o papel dos médicos é esse e o delas é parir se tudo estiver bem.

BjoS!

Nem mais nem menos. Escolhas…

Atenção: esse post é enorme!

Gente querida dessa internet varonil! (Ui!)

Faz algum tempo que preciso escrever sobre a maternidade e as escolhas que precisamos fazer.

Vamos para um MACRO flashback de 12 quase 13 anos atrás. Eu tinha 15 anos e estava grávida. E eu quis engravidar, eu e meu namorado (que é meu marido até hoje) queríamos casar, e nem venham com conversinha que eu deveria estar brincando de boneca, porque se eu for contar a situação que estava minha vida naquela época vocês iriam entender que o Daniel na minha vida foi providência divina!

Não vamos fugir do assunto. Escolhi casar, tive outras opções, uma delas seria interromper a gravidez (sim, me deram essa opção pra quem não sabe). Isso na época chegou a me ofender, mas talvez a pessoa não entendesse que eu tinha escolhido engravidar. Pra mim soou como uma banalização da vida do meu filho, mas pra ela era só uma questão de ajuda, de dar um caminho.

Casamos, fiz 16 anos e 4 meses depois o Mateus nasceu. De parto normal, porque eu escolhi assim. Meu médico na época era bem favorável a isso, e me ofereceu o parto sem dor (com analgesia). Eu a princípio não queria anestesia, mas depois do soro com ocitocina e das primeiras contrações após o soro (peguei o médico “no pulo” ele tava saindo pra viajar, então resolveu dar uma apressadinha no parto) e o anestesista ali do lado, sempre tão simpático! Pedi pra anestesiar, e foi tranquilo, não senti nada, a sensação era que tinham tirado algum recheio de mim, Mateus nasceu lindo e bem. Me recuperei bem, e menos de uma hora depois eu já estava amamentando ele. Porque eu quis. Me chamaram de doida, me falaram que era mais fácil dar mamamdeira, mas eu não quis. E eu lembro de falar que se todo parto fosse como o do Mateus eu teria 20 filhos porque não senti nada.

Compramos uma chupeta pro Mateus, e numa consulta com o pediatra ele falou tão, mas tão mal da chupeta que jogamos fora ali mesmo dentro do consultório. Ele não usou chupeta, porque nós não quisemos. Eu nunca desacreditei no meu leite, aliás, nós nem tínhamos condições pra comprar um leite artificial, se ele saísse do peito iria direto pro leite de vaca e eu não achava certo eu ter leite, estar disponível (não trabalhava e tinha parado de estudar) e não amamentar. Além do mais, eu sempre gostei de amamentear. Uma coisa que me arrependo foi ter usado com ele o Método Nana Nenê, sabe aquele que deixa o bebê chorar? Então… se pudesse voltar no tempo e dar um presente a mim mesma seria um sling e um livro do Dr Karp. Mas era a moda da época e todos os pediatras indicavam, e internet meu bem, era só pra enviar email e usar o IRC, ICQ. Não tinha o conteúdo que tem hoje não! E o Mateus seguiu sendo amamentado porque eu quis até 1 ano e 2 meses que foi quando eu cheguei a 42 quilos de inanição. Ele literalmente me mamou! E escolhi parar de amamentar. Quis me cuidar, quis engordar um pouco, ficar mais bonita pro meu marido, pra mim.

O tempo passou e voltei a estudar, porque eu quis. Mateus tinha 5 anos e não nunca tinha frequentado escolinha, uma porque não poderíamos pagar mesmo e outra porque eu não via motivo pra isso, ele sabia tudo o que as crianças da idade dele sabiam indo pra escola. Eu levei ele pro primeiro dia de aula, ele me deu tchau e eu chorei, sim… mesmo passando 5 anos com o bichinho grudado em mim me enchendo os pacová 24 horas por dia, eu chorei, e choro de novo de lembrar.

Voltei a estudar, escolhi o curso técnico em Radiologia porque a jornada de trabalho era de meio dia. Só que… eu gostava do que eu fazia e acabei me destacando. Enquanto a maioria das pessoas que se formaram comigo até hoje não conseguiram emprego, de repente me vi trabalhando em 2 lugares. Coloquei o Mateus na escola em período integral, ele estava na 2ª série. Porque eu quis. E fui levar a minha vida de mulher trabalhadora de tripla jornada. Mas a vontade de ter outro filho foi batendo, junto com os desaforos que você leva no trabalho, com gente querendo puxar seu tapete e numa bela noite eu resolvi largar tudo pra ser mãe novamente (nesse meio tempo marido trabalhou pra caramba também e eu poderia fazer isso tranquilamente)… e larguei tudo, porque eu quis! Me chamaram de louca, de fraca, que eu não aguentava mesmo trabalhar porque queria fazer tudo muito certinho… em menos de 2 meses eu estava grávida, pra mim foi uma tipo de confirmação que estava fazendo a coisa certa.

Gabriel nasceu de parto normal, todo corrido com direito a ser levada pelo médico pra maternidade, ser xingada no trânsito no meio do caminho. Nasceu de parto normal porque eu e ele quisemos. Meu médico me propôs uma cesárea, mas como eu já estava com dilatação ele ia esperar mais 2 dias se não nascesse iria induzir. Quando cheguei na maternidade eu achei que como já estava com dilatação total eu ia conseguir ter esse bebê sem anestesia, mas qual foi a minha surpresa… havia um anestesista simpático lá também que me ofereceu dorgas uma raqui e eu fui anestesiada, porque eu quis. Me arrependi, não conseguia respirar direito com o caninho que colocaram no nariz, não sabia a hora de fazer força, mas até que foi rápido. E pra falar a verdade… eu senti tudo, a anestesia foi agir depois, quando fiquei esquecida no corredor enquanto arrumavam quarto pra mim escutando o Gabriel chorar numa salinha ao lado, sem sentir minhas pernas, sem poder levantar. Me arrependi. Pensava que jamais ia querer outro filho! Tive ataque de pânico e não sabia o motivo, tive depressão pós-parto.

Hoje eu vejo que eu idealizei uma coisa pra hora do Biel nascer mas ficou tudo só na minha cabeça. Na hora foi muito diferente e eu tinha que lidar com aquilo. Biel nasceu bem, um bebê fofucho e risonho que por ser assim abreviou com toda certeza esse período cinza da minha vida.

Quando ele tinha 2 meses fui chamada pra uma entrevista pra trabalhar numa clínica radiológica muito conceituada em Curitiba. Fui pra entrevista porque eu quis. Papo vai papo vem, tenho que falar que tenho bebê de 2 meses e amamento e não ia deixar de amamentar. Ela me diz então que é inviável mas que tinha gostado muito do meu perfil (logo eu que tenho nariz de periquito?) e se eu não tinha mesmo como desmamar o Gabriel e ficar com o emprego. Eu recusei o trabalho, porque eu quis. Indiquei uma amiga muito chegada minha que conheci durante o curso e ela trabalha lá até hoje. Indiquei porque eu quis e porque eu conhecia o trabalho dela. Mudamos pra Londrina, era pra escolher entre aqui e Salvador, mudamos pra cá porque era mais próximo dos parentes, a mudança era mais barata… enfim, porque quisemos. Meu pai queria que eu fosse pra Bahia haha!

Usava muito o sling com o Gabriel e sabia costurar, comecei a fabricar os slings porque adivinha? Eu quis. Não era fácil costurar com o bebê mamando, ir ao correio, loja de tecido etc. Meu marido ainda trabalhava fora, eu tinha que me virar. Nesse meio tempo fui pesquisando sobre parto porque fabricar sling me levou a conhecer muita gente desse meio “materno”. Foi quando uma pessoa começou a questionar sobre meus partos. Confesso que na hora fiquei meio ofendida… como assim não precisava episiotomia? Como assim a anestesia que me deram não serviu pra nada e me atrapalhou? Mas aí a pulga já estava lá, atrás da minha orelha, todo dia pulando e mordendo e cada vez mais ia entendendo o que tinha acontecido comigo. Na minha cabeça parir era natural, eu só faria cesarea em caso de necessidade. Mas eu mesmo não tinha feito nada nos dois partos, foi tudo comandado e feito pela equipe.

E foi aí que a Lais começou a ser planejada. Eu sempre quis ter 3 filhos, mas quando tive o Biel fiquei tão mal que achei que nunca mais ia querer nenhum. Mas de tanto lidar com grávidas, bebês, partos… a vontade voltou! Biel mamou 2 anos e 2 meses porque eu quis. Muita gente falava que ele ia ficar dependente demais de mim, que ele não ia se acostumar com outras pessoas e situações… balela. Eu bem poderia seguir amamentando ele mesmo grávida, mas eu realmente não quis, não tinha mais vontade de amamentar e desmamei. Ele não é nada dependente de mim, fica com o pai e com qualquer outra pessoa na boa, sabe muita coisa pra idade dele e ele não vai pra escola agora, porque eu não quero.

Engravidei de novo, porque eu quis, marido não queria muito não… e dessa vez eu queria tudo, queria sentir a dor, queria saber se tudo o que me questionaram era mesmo verdade. Se parir dói mas é bom, se quando chega a um determinado momento não dói mais, se eu era mesmo capaz de fazer sozinha seguindo o meu corpo e não alguém que está do lado de fora. E eu tive tudo. E era verdade. E eu pari sem anestesia de quatro na cama do quarto do hospital porque eu quis. E porque me deixaram. E por isso sou chamada de louca e corajosa, mas não acho que seja corajosa (louca eu já tenho certeza), eu escolhi, eu fiz. E tudo cooperou pra que acontecesse. Sim, foi totalmente diferente dos outros partos como experiência, não tem como negar! Deixei de ter os outros dois filhos por causa disso? Me sinto “menas main” por não ter feito do jeito que eu imaginava que seria antes? NUNCA! A Lais também será amamentada até quando eu quiser, ou quando ela não quiser mais. Vou continuar a costurar os slings até quando eu quiser, Gabriel só irá pra escola quando eu achar necessário e o Mateus não vai ter Facebook, MSN, Orkut até segunda ordem, porque eu não quero ele exposto na internet com o juízo de amendoim que ele ainda tem.

E pra quê eu to contando tudo isso?

Veja bem, eu escolhi esse caminho. Em todas as escolhas tive consequências. Quem teve que arcar com elas? Eu. Você pode achar que foi fácil, que foi muito difícil, que eu deveria ter feito isso ou aquilo, que sou muito boba, muito louca,  pense o que quiser, isso não vai mudar o que eu vivi, o que eu acho certo pra  mim. São as minhas circunstâncias, é a minha vida.

Quer ter filho de cesarea sem necessidade? Não vai ter meu apoio (como eu não tive de várias pessoas pra ter o parto natural por exemplo), mas eu respeito sua escolha. Quer dar mamadeira pro seu filho? Eu entendo, ordenhar é chato, cansativo e pode ser que pra você não dê pra conciliar o trabalho e a amamentação, e você não tá afim ou não pode largar o trabalho. Te respeito. Não acho que isso mude o amor que sente pelo seu filho. Mas aconselho a todas que conheço que se informem sobre o que é melhor para a situação que estão vivendo, pra que possam sempre ter uma escolha pelo menos informada. Mas respeito minha gente, é fundamental.

Eu luto a favor da humanização do parto, não posso ser desumana com quem tem escolhas diferentes das minhas. Quero que me respeitem nas minhas decisões, não quero ninguém debochando da maneira como pari, como amamento minhas crias. Por isso não vou debochar de ninguém. Não vou mais aceitar como ofensa provocação feita por quem não me entende. Eu sou feliz e resolvida com as minhas escolhas, eu não tenho que provar nada pra ninguém. E estou escrevendo tudo isso porque eu quero, e porque não quero mais me envolver nesse tipo de discussão.

Vale mais um filho meu dizer que eu sou a melhor mãe do mundo que qualquer uma outra pessoa que me julga e não me conhece vir me dizer que sou uma mãe de merda.

Se quer que escutem suas ideias, experimente escutar e tentar entender a ideia dos outros.

BjoS!

Lado Amélia – Eu tenho um…

Vou inaugurar uma categoria aqui no blog: Meu lado Amélia pensa que…

Eu explico. Tenho um lado Amélia, só que ela tem muita vaidade, não acorda cedo, tem diarista e continua sendo bem mulher de verdade.

Eu gosto de cuidar da minha casa e tenho algumas técnicas pra fazer desse meu lado feliz mas de um jeito prático.

Hoje vou falar sobre lavar roupinhas de bebê. Porque passei o dia todo fazendo isso haha!

Aí que as tias velhas dizem que você tem que lavar tudo manualmente, cheguei a escutar esses dias que não pode torcer nem centrifugar a roupinha do bebê senão ele terá cólicas! Jesus Maria José e todos os Santos! Se eu não pudesse centrifugar as roupas dos meus filhos (do primeiro eu não tinha máquina mas minha vizinha me salvava nos dias frios) eu não viveria!

Eu gosto de usar nas roupinhas o Sabão Coquel, ou o Ola. Nas da Laís tenho usado o Ola porque tá mais barato, é cheirosinho e é rosa.

Para as roupinhas usadas (que grazadeus e azamigas tem bastante aqui 😀 !) que você ganha ou repassa de um irmão pro outro dá pra colocar na máquina com o sabão, colocar vinagre (de álcool!!!) pra amaciar e reavivar as cores (umas 2 colheres de sopa pra uma máquina cheia é suficiente) e deixar no ciclo pra tecidos delicados e ser feliz. Se por acaso algo estiver com cheirinho de guardado coloca um pouquinho de lisoform junto. Ele tira o cheirinho e não, não vai fazer mal para a pele do bebê se ficar na dúvida coloca para enxaguar 2 vezes. Se tiver alguma mancha, esfrega com sabão de coco em pedra.

Já as roupinhas novas vem todas engomadas e sabe Deus onde que a pessoa colocou a mão antes de mostrar ela pra você e mais 500 mães felizinhas que foram lá comprar. Já me falaram pra lavar normal e enxaguar 8 vezes… eu nunca entendi esse 8. Acho que é algo mítico, sei lá. Eu enxaguo até eu ver que não sai mais aquela gosma da roupinha. Mas primeiro jogo tudo na máquina com sabão e o vinagre e depois que centrifugou uma vez é que eu enxaguo e coloco pra centrifugar de novo.

Agora me diga… se não é um lado Amélia mesmo que eu tenho. Eu poderia deixar isso pra diarista fazer, mas nãaaaaaao! A primeira lavada das roupas eu tenho que fazer, é uma questão de honra haha!

Amorzo olha pro varal e fala:

– Parece que entrei na casa de outra pessoa, ou que você tá lavando roupa pra alguém…

Tem um azul alí também!

Espero que ajude alguém que esteja lavando roupinhas por opção ou necessidade ;).

BjoS!!!

Muitas coisas…

Não tem coisas que acontecem que por mais que você esperasse ainda te surpreendem?

Aí você pode até esquecer por algum momento quem você é, porque você defende tanto os seus ideais, porque certas coisas te incomodam, e porque você acaba por isso tudo incomodando outras pessoas.

Se você tem caráter algo sempre vai fazer você lembrar quem você é e seu lugar nessa vida. Eu não sou mais uma pessoa religiosa, acredito em Deus e que não é uma religião que eu sigo que vai me salvar. Mas leio muito a bíblia, que muita gente que tem preconceito nunca se deu o trabalho de ler. E hoje, depois de muitas coisas que vieram para me incomodar eu ainda estava feliz (aliás estou) mas é lógico que mesmo não querendo eu acabei entrando num “modo pensativo” e fui buscar na bíblia algo para me fazer entender tudo o que acontece comigo (vai que eu sou louca mesmo e digna de pena?). E encontrei algo que me fez lembrar quem eu sou e sempre fui, e como Deus tem cuidado de mim todos esses anos.

Salmo 139

Senhor, tu me sondas e me conheces.

Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos.

Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos.

Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor.

Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim.

Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance, é tão elevado que não o posso atingir.

Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença?

Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás.

Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar,

mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.

Mesmo que eu dissesse que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor,

verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz.

Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe.

Eu te louvo porque me fizeste de modo especial e admirável. Tuas obras são maravilhosas! Disso tenho plena certeza.

Meus ossos não estavam escondidos de ti quando em secreto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.

Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir.

Como são preciosos para mim os teus pensamentos, ó Deus! Como é grande a soma deles!

Se eu os contasse seriam mais do que os grãos de areia. Se terminasse de contá-los, eu ainda estaria contigo.

Quem dera matasses os ímpios, ó Deus! Afastem-se de mim os assassinos!

Porque falam de ti com maldade; em vão rebelam-se contra ti.

Acaso não odeio os que te odeiam, Senhor? E não detesto os que se revoltam contra ti?

Tenho por eles ódio implacável! Considero-os inimigos meus!

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações.

Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.

Deus me sonda, me conhece, sabe dos meus pensamentos, das minhas intenções, e porque ele sabe eu posso viver tranquila.

BjoS!

Sim, eu estou grávida, de novo!

Não posso deixar de registrar aqui o que tem acontecido de mais importante na minha vida, não é mesmo?

Pois bem, estava eu lá tentando desmamar o Gabriel, diminuindo mamadas e tal… esquecendo uma pílula ou outra… e adivinhem!?

Opa! Bebezinho na área!

Vai ser fértil assim n sei onde né?

Mas o mais engraçado foi quando fiz o teste de farmácia (depois de 2 filhos eu ainda era “virgem” em teste de farmácia).

Daniel lá escutando algumas musicas do Tim Maia, fiz o xixi, botei o trequinho no potinho e saí correndo do banheiro. Fui lá fingir que estava conversando quando na verdade tava é morrendo de medo de dar um positivo. Não que eu não quisesse estar grávida, é que o nosso combinado era desmamar o Biel, continuar com a pílula até dezembro e aí sim esperar vir um baby. Aí fui dar uma espiada… tava lá formando 2 listrinhas e eu não quis acreditar e sumi pro quarto de volta… deu o tempo certo, peguei a tirinha e mostrei pro marido:

– É acho que tô grávida…

– Então parabéns…

Ao fundo tava tocando:

E bem, vou confessar que estava querendo outro baby pra logo, não queria esperar tanto como esperei do Mateus para o Gabriel, mas não imaginava que seria pra tão “logo” assim.

Com 13 semanas fizemos a translucencia nucal com um médico daqui que dizem ser O cara que nunca erra o sexo do bebê a partir das 11 semanas. Nós lá na ecografia, se fosse menino Filipe, menina Laís, e o médico pergunta:

– E aí mãe, o que você quer? Filipe ou Laís?

– Doutor, eu acho que é menino (como coisa que a gente pode querer escolher o sexo do bebê rs).

– Bom, aqui está os pezinhos, a coluna, o estômago, o coração, a cabecinha… e blablabla whiskas sachê (juro que n entendi mais nada do que ele falou) da LAÍS!

Eu só sabia perguntar se era sério mesmo, se ele tinha certeza, e o Daniel só sabia perguntar se “aquilo” não ia virar um pinto depois.

Ele falou que não, que era menina, que era pra se acostumar com a ideia (fácil né? Quando você pensa que só consegue fazer machos haha) que tinha o sinal do hamburguer e ele tinha certeza.

Essa é a Laís, pra quem não entende de ecografia (99% da população) é o perfilzinho da cabecinha dela tá?

Saí da salinha sem nem saber por onde tinha entrado, fui pra sala de espera e contei pra todo mundo, ok um casal, que era menina e que eu estava surpresa, antes de entrar no carro Amorzo me abraçou e eu só sabia chorar, porque eu realmente não esperava que fosse menina, um menino agora seria bem mais fácil confesso. Foi o choro mais estranho da minha vida.

[Edição extraordinária para explicar para algumas pessoas não dotadas de sensibilidade na hora de interpretar um texto]

Explicando o meu choro. Filho é um presente, a gente nunca sabe o que está dentro do pacote. Se todo ano você recebe um carrinho, você espera que nesse ano seja outro carrinho. Aí vem uma boneca! E puxa! Você ganhou um presente diferente! Tão lindo e especial como os carrinhos, mas é diferente!

E no meu caso foi como se fosse meu aniversário. Dos outros anos não tive festa surpresa, mas desse foi uma surpresa e tanto! E quando você ganha uma festa surpresa, você chora de emoção, de alegria e de olha só! SURPRESA!

Eu espero que depois dessa explicação fique claro que eu NUNCA rejeitei e jamais vou rejeitar meus filhos, muito menos por causa de sexo (isso eles já sofrem por uma parte da família, é só ir uns posts atrás pra entender…).

[/Edição extraordinária para explicar para algumas pessoas não dotadas de sensibilidade na hora de interpretar um texto]

Agora eu vou em lojas de roupinhas e cacarecos pra bebê e olho bem tímida pra parte das meninas (que aliás é bem maior que a dos meninos fica aqui minha indignação), porque sinceramente eu não sei ser mãe de menina, to perdida!

Lógico que estamos felizes, até porque, se a menina queria vir, que viesse agora, porque a fábrica ia fechar de qualquer maneira :).

Fora tudo isso, Biel anda meio dodói, não sei o que ele tem, segunda vou marcar pediatra, porque os do PS não resolvem nada, mandam pra casa pra tomar Buscopan. Mateus esta passando por uma fase punk na escola, mas como tudo passa, isso também vai passar.

BjoS!!!

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