Chegamos em casa, mata saudade da gata (ela é o motivo de sempre tirarmos férias mais curtinhas, ela fica bem com água e ração suficiente mas temos medo que sinta muito a nossa falta) desfaz as malas, lava algumas roupas que ainda estavam sujas (porque no Rio já fui deixando as roupas em dia) e no outro dia passa tudo e coloca na mala porque no próximo dia é hora de colocar o pé na estrada novamente e dessa vez sem paradas para dormir, vamos pra Florianópolis!
A viagem foi tranquila. Passamos por Curitiba mas foi só passagem mesmo, nem paramos lá pra comer nem nada. O objetivo era chegar não muito tarde em Floripa porque íamos pegar a chave do sobrado com uma vizinha. Ficamos no sobrado de um colega do Daniel. Foi muito gostoso ficar lá! Era no Balneário de Ingleses. Uma parte da ilha que fica perto de todas as praias que costumamos ir quando vamos pra lá. Vamos só naquelas bem mansinhas pras crianças e eu poderem brincar. As praias são por ordem de preferência: Daniela, Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus. A primeira e a última são mais sossegadas e Canasvieiras tem mais comércio tanto na areia como no balneário e é lá que os meninos alugam o caiaque.
Chegamos de noitinha, pedimos uma pizza e fomos descansar. Na primeira noite estávamos sem o repelente de mosquito que vai na tomada mas passamos repelente (aquele da Turma da Mônica) em todo mundo e ninguém foi picado. (Na outra noite com o repelente de tomada fomos picados, então fica a dica de passar mesmo o repelente que é melhor rs…). A casa tinha toda a estrutura que temos na nossa casa só que com 3X mais espaço kkk, então foi muito tranquilo e gostoso ficar lá.
E nossos dias seguiram com almoços deliciosos em casa, idas a praia, idas a restaurantes de frutos do mar e rodízio de pizza, shopping, praia, comida, descanso, brincadeiras, meninos no caiaque e eu fazendo o que faço de melhor na praia: comer milho e churros! Nossa gente, foi uma delícia!
Num dos passeios na praia fomos conhecer a praia do Santinho. Meninos foram ver as dunas que eu não acho graça nenhuma e eu e a Lais fomos passear pela beira da praia. Vê uma água viva morta na areia aqui, um baiacu morto ali… quando vejo 3 homens vindo conversando… olho pra um deles e penso:
- Nossa, que moço parecido com aquele ator, Murilo Benício…
Aí eles passam e eu escuto “blablabla whiskas sachê… Manoel Carlos… whiskas sachê…” Era o Murilo Benício. Mas eu sou lerda hein??? Nem com a câmera eu tava pra dar uma de paparazzo.
Pituca nos primeiros contatos com areia lá no RJ eu já vi que ela não teve assim um caso de amor à primeira vista. Em Floripa não foi diferente. Era colocar ela sentadinha na areia que ela começava: aiaiaiai! Dodóooooi! E chorava… Mas somos brasileiros e não desistimos nunca! Nos últimos dias ela já estava até comendo areia se divertindo com a areia! Já a água, ela adorava, tanto no sling quanto fora do sling ela aproveitou bastante!!! E fez maior sucesso né? Minha Pituquinha fofa com seu óculos de sol féxio! KKK
Os meninos foram os que mais brincaram na praia. Na água, na areia… Na casa tinha um guarda-sol que eu apelidei de tenda pois era enorme! E pra colocar o guarda-sol na areia tinha um daqueles furador de areia sabe? E o que os meninos mais gostam de fazer na praia? Buraco na areia! Nuss precisam ver a alegria quando eles descobriram que o furador era mais eficiente que cavar! Biel aquela simpatia de sempre, conversando com todos os ambulantes, fazendo amizade com todas as crianças… chegavam em casa tomavam banho e capotavam!
Fez sol em quase todos os dias. No último dia o tempo ficou meio feio mas ainda deu pra pegar praia. E calor, muito calor! Uma delícia! Os vizinhos do sobrado eram ótimos e tinham crianças, nem precisa dizer que o Biel se esbaldou!
Nosso plano era passar o Natal em Curitiba, mas quase que não deu certo porque a casa do pai e da tia ainda não estava pronta. Até tentei ver com alguém uma casa em Curitiba pra gente ficar só pousando mas não rolou. No fim ganhamos de presente os dias no hotel do pai e da tia. Melhor coisa que eu poderia ganhar .
Então fomos pra Curitiba e passamos o Natal com eles no apartamento da vó Cecy!
Foi bem gostoso! Pra variar a comida da tia Mara estava uma delícia. O Mateus ficou pousando lá com eles e ajudou a arrumar a ceia (morro de orgulho!) Só não foi mais divertido porque o Arthur da Anica estava com dor de garganta (e tinha sido examinado mas a médica falou que não era garganta hunf!) e estava daquele jeito que quem é mãe sabe como bebê fica. E a Anica e o Fábio ficaram preocupados com ele como todo mundo que tem filho ficaria. E eu não pude apertar e brincar com ele como eu queria, tá me chamem de egoísta mas o menino é um lindo fofo! Ok, eu queria que a Lais brincasse com ele também, mas primeiro eu hahaha! Não tem problema! Numa próxima ele não me escapa…
O Pai comprou um X-Box com Kinect (por que eu sempre ligo o nome disso com cozinha???) e ficamos lá brincando um monte. Não imaginava que no dia seguinte estaria TODA DOLORIDA! Vai véinha!!! Ainda deu tempo de eu conhecer a Luciana Ivanike!!! Mas a gente não tirou fotos juntas. Só tirei uma foto do Dani segurando as duas pitucas: Lais e Alice!
No dia 25 voltamos pra casa no esquema diretão também. Passamos o Ano Novo com a Maíra o Rodrigo e a mãe do Rodrigo, a Tânia. Fomos ver os fogos no Lago Igapó que estavam maravilhosos (só que a gente se perdeu um do outro e cada um viu de um ângulo kkk). E foi muito gostoso passar o ano com eles! Nos divertimos pra caramba e ainda por cima comemos um monte, eu e a Maíra estamos de parabéns! KKKK (Cadê modéstia gente?). No outro dia voltamos pra comer de novo hahaha!
E acabôooo acabô! Passei uma semana deprimida e sem diarista ajeitando as coisas pra que 2012 seja tão legal quanto foi 2011 pra gente!
Obrigada mesmo a todos os envolvidos em uma das melhores férias que já passamos! (Alzira e Hilton, Leo e Carol, Rodrigo e Cláudia, Pai e tia Mara, vó Cecy, Lu Ivanike, Maíra e Rodrigo e a Tânia).
Amorzo, eu te amo demais! Obrigada por fazer com que sonhos virem realidade nas nossas vidas! O melhor é poder fazer tudo isso com você!
Se eu falar foi MARAVILHOSO! Eu já teria dito tudo o que foram as férias sem mentir nem um pouquinho!
Mas eu não acho isso tão interessante de ler hehe!
Decidimos ano passado que no fim de 2011 nós iríamos conhecer o Rio de Janeiro. No aniversário da Bia filha da Kaká que é dinda da Lais comentamos com a Dna. Alzira (que mora no Rio) que quando fôssemos pra lá com certeza passaríamos na casa dela para visitar. Mas ela não se contentou e convidou a gente pra ficar lá. Lógico que aceitamos! Ela é uma pessoa muito carinhosa e desde sempre eu já tinha certeza que seria um tempo muito gostoso ficar na casa dela. (E fora a economia com hotel né gente?).
Já tínhamos onde ficar e fomos partir pro planejamento do transporte. Faz as contas dali e daqui (marido que faz né, eu dou aqueeele apoio moral) e vimos que ir de carro mesmo parando para pousar em hotel no meio do caminho da ida e da volta seria muito mais barato divertido e tranquilo. Explico: meus filhos se comportam suuuper bem em viagens. Não enjoam, não choram e de carro não tem saguão pra ficar correndo atrás deles. Com o nosso carro no Rio ficaria mais fácil para fazer os passeios. Resolvemos ir de carro mesmo .
E partimos! Dia 10 de Dezembro. Destino: Ibis de Indaiatuba (que era mais barato que o de Campinas oras). Comendo batata Plingus (c/c Bigu da Lu Brasil) e cada um tomando o que mais gosta: marido água de coco, Mateus e Biel sucos e eu chá com limão. Lais no peito, lógico mas também tomas os suquinhos dos irmãos hehe. Sempre que tem alguma parada decente nós aproveitamos. O Graal sempre é uma ótima parada! Isso desde que eu era adolê e fui com meu pai de Curitiba pra São Paulo pra ver o GP de Fórmula-1. Sempre tem comida fresquinha, fraldário, carrinho pra bebê e em alguns até parquinho para as crianças tem. Com crianças ter paciência e parar sempre que possível é fundamental!
Olha só que delícia é viajar com os filhos!
Antes de chegar em Indaiatuba passamos por ITU (caps lock intencional rs…) eu não sei vocês mas desde crianças eu tinha muita curiosidade de conhecer a cidade de Itu (me deixa!). Nem precisa dizer que foi divertido né? Depois de Itu seguimos pro hotel. Enquanto faz o check-in meninos brincam com o lustrador de sapatos. É quase uma tradição já isso. E a Pituca parece que já entende tudo gente! Tenho que contar que toda manhã quando ela acorda ela vira pra gente e fala: Acodei! É uma fofa!!! Não deu trabalho nenhum em nenhuma etapa da viagem. No outro dia acordamos e fomos em direção ao Rio passando por Campinas. Resolvemos almoçar no Shopping Iguatemi. Foi corrido mas deu tem pra tirar foto correndo da decoração de Natal que tava bem linda!
Itu, Ibis Indaiatuba e Shopping Iguatemi Campinas (Clica que a foto fica maior rs…)
E seguimos pro Rio! Mais Graal, mais Plingus, mais água de coco, sucos e chás… pegamos uma filinha da Dutra mas nada muito demorado não. Chegamos na casa da Dna. Alzira e ela esperava a gente com um cachorro-quente delicioso!!! Conversamos bastante com o mano e a cunhada da Kaká e fomos descansar pra passear no outro dia XD.
Agora vem uma parte muito interessante da viagem. Eu ainda não contei aqui no blog (na verdade ta no rascunho, fiquei esperando as fotos, elas vieram e não terminei o post) mas em maio fomos padrinhos de casamento da Carol e do Leo. Eles eram do nosso grupo de jovens lá na igreja que frequentávamos em Curitiba. Uns dias antes da viagem a Carol me chamou no Face e me contou que tava muito feliz porque eles tinham conseguido um pacote bem legal pra passar uns dias no Rio. Detalhe: eu não tinha contato pra quase ninguém pra onde a gente ia, eles nem sabiam. Perguntei quando eles iriam e era só um dia antes que a gente! Combinamos de nos encontrar lá no Rio. Outro detalhe, eles moram numa cidade perto da nossa kkk!
O Rio de Janeiro é mesmo lindo! É tudo o que falam e mais um pouco! A casa da Dna. Alzira fica na Rua Paissandu e é uma rua linda! É ladeada de palmeiras imperiais que D. Pedro II mandou plantar para enfeitar o caminho para o Plácio Guanabara onde a Princesa Isabel foi morar. Olha só:
No outro dia almoçamos na Dna. Alzira e teve de sobremesa um Pavê MARAVILHOSO (desculpa eu me apego às comidas gostosas e isso é um ponto importante da viagem pra mim) fomos para o Bondinho! Coisa mais linda! Biel fez todo mundo rir quando alguém falou pra ele:
- Sabia que aquele é o Pão de Açúcar?
- Nãaaao! Aquilo é só uma pedra!
Uma das pérolas do Biel hehe! Ainda fez amizade com uma gringa que acho que era Uruguaia pelo jeito. Lais fez maior sucesso de óculos de sol e sling. Tive que apelar pro sling pra levar o Biel de volta também. No Pão de Açúcar só tem trocador lá em cima é meio precário. Então tive que trocar a Lais nem um dos bancos que tem na entrada mesmo rs…
A noite fomos encontrar a Carol e o Leo no Barra Shopping, ficamos lá até fechar e depois levamos eles pro hotel. Não me perguntem como KKKK! No shopping até vimos umas famosidades. O Malvino Salvatori, a Sophie Charlotte e a Fabiana Karla (não sabe quem é? Joga no Google!).
Na terça fomos no Cristo junto com o Leo e a Carol. Eles almoçaram com a gente na Dna. Alzira e podem provar que o que eu falo da comida dela é verdade haha! Dessa vez era frango com feijão, arroz, salada e lógico, o pavê! Lá no Cristo tava lindo! Um sol maravilhoso, deu pra ver tudo e tirar muitas fotos! Nós fomos de van e não de trem e foi bem tranquilo. O Mateus quase me deixa a bolsa da Lais no mirante mas tudo bem KKK! Lá de cima parece que é tudo mais bonito ainda! Nossos compadres foram para o aeroporto. Estar com eles no Rio foi o típico momento Mastercard .
Morro um pouquinho de amor cada vez que vejo a fotinho do Biel de braços abertos... nhoim!
Passamos o final da tarde na praia de Ipanema. Eu bem avisei o Mateus que não teria como entrar na água que as praias lá são geladas e bravas. Mas ele só acreditou vendo e sentindo ne? Rs… Se contentaram em cavar buracos e fazer castelinho na areia. Já eu fiquei feliz com o sorvete de pistache maravilhoso que eu comi!!! Acho que era Itália sorvetes ou coisa assim. Na volta pra casa sempre um lanchinho gostoso esperava a gente, é muito amor viu?
Eu tenho uma mini garota de Ipanema KKK
Quarta fomos conhecer a ponte Rio-Niterói. Como é bagunçado o trânsito de Niterói! E o mais engraçado é que faz mais calor lá que no Rio. Fomos no shopping e a criançada lógico que se divertiu bastante! Voltamos pro Rio e eu não ia ficar contente se não fosse conhecer a estátua do Carlos Drummond de Andrade na praia de Copacabana! Era tarde da noite e as pessoas andavam pelas ruas tranquilamente. Coisa que eu só vi no Rio de Janeiro. Experimenta fazer isso aqui em Londrina?
No outro dia rumamos para São Paulo. Tomamos nosso café, nos despedimos cheios de saudades já da Dna. Alzira e do Seu Hilton. Foram dias maravilhosos que eles proporcionaram pra gente. Muito obrigada pelo amor, carinho e cuidado!
Niterói, Copacabana a noite com o Drummond hehe, casa da Dna Alzira e Guarulhos
Estrada novamente! Chegamos a noitinha no Ibis de Guarulhos e no outro dia pela manhã fomos pra Estação Tietê. Deixamos o carro no estacionamento e pegamos o metrô pra ir na 25 de março . Comprei alguns tecidos fofos e brinquedos pras crianças e voltamos para casa! Não tirei fotos porque não me senti segura hahaha!
Tá pensando que acabou aqui? Que não poderia ficar melhor??? Pois as férias tiveram a Parte 2 que eu to cansada de escrever agora, e você cansou de ler que eu sei por isso coloquei bastante foto, e vou continuar depois! O que eu posso dizer é que ir para o Rio foi a realização de um sonho, foi sim (daqueles que eu tinha quando assistia a Xuxa na tv KKK)! Não tenho como explicar o quanto foi gostosa a viagem, o quanto fomos bem recebidos e grazadeus ninguém passou mal da volta obrigada mopai!
Desde a Semana do Sling que a vida ta totalmente corrida!
A véspera do aniversário da Lais então! Da canseira só de lembrar… mas eu sobrevivi! KKK
A festa foi uma delícia! Tivemos alguns probleminhas daqueles de 100km/h. Uma tempestade com ventos bem na hora que eu estava me arrumando pra descer pro salão com a Lais! Apagou a luz e tudo, mas nem isso tirou o brilho da nossa estrelinha linda! A menina que ia fazer o arco de balões se confundiu com as datas também, mas eu consegui chamar uma outra de última hora, a Keiko! Muito obrigada!!!
O pai e a tia conseguiram vir, a presença deles aqui mesmo que por pouco tempo (eu queria mesmo que viessem pra passar uns 15 dias hahaha!) foi muito gostosa! As crianças se divertiram horrores!
A Lais curtiu demais! Todos que viram ela batendo palminha assim que chegou na mesa do bolo podem confirmar!
Depois da festa eu tinha até esquecido que quando tem festa a criança ganha presentes e quando eu lembrei disso os meninos já tinham aberto tudo! Não sei quem deu o quê mas só sei que gostei de tudo e não vou trocar nada!!!
Vamos de fotinhos!
Salão prontinho:
Pessoas queridas! A festa foi pra vocês!
Pituca chegando na festa!
O Parabéns!
Olha o carinho que gostoso!
Fim de festa!
Eita que cansa mas é tão bom! Meu último bebê fazendo um aninho! Emoção viu?
Obrigada especial pra Tami que fez o bolo e me ajudou a cortar os papéis da festa, pra Lu Brasil que foi quem me disse que esse tema era fofo e tals XD (ela é lá do Pará e faz coisas lindas pra festas clica aê!), a Tatiana Junqueira que me passou o PAP do Tutu , a dinda da Lais a Kaká que fez todos os docinhos, a Jo dos salgados, e principalmente ao meu marido que além de me dar esses presentes que são nossos filhos ainda embarca nessas aventuras comigo (mesmo sem gostar tanto como eu de festa) kkk! Amo você meu lindo!
Você tá aqui do meu lado no carrinho tagarelando alguma coisa e sorrindo pra mim. Linda!
Jamais eu imaginei que ia curtir tanto ter uma mocinha em casa! E a mãe era tão boba, achava que não ia conseguir cuidar de menina depois de ter dois meninos. O que eu ia vestir em você? Será que ia saber arrumar o cabelinho (se tivesse cabelo, Mateus nasceu careca né?). E como que limpa menininha meldels??? Mas Deus faz tudo muito certo e mandou você.
Se eu tivesse encomendado não teria saído tão perfeitinha!
Você mesmo tão pequena tem demonstrado ser esperta, inteligente, carinhosa e muito simpática (e também bagunceira haha)!
Obrigada por existir! Você faz nossos dias mais felizes ainda! Que Deus nos abençoe com muitos e muitos dias!!!
Fiz um vídeo com fotinhos fofas suas e uma musiquinha que eu acho bacana (e que sempre dançamos no Balanço de Pano!).
Você é muito amada, pode ter certeza disso! E vamos preparar a festinha né? Aposto que vai gostar!
Há um tempo atrás participamos da promoção da Dermodex – Projeto Baby Star. Você enviava as fotos do seu bebê na posição correta (cada semana era uma) e se fossem aprovadas automaticamente o bebê estaria participando do clipe.
Era bem difícil porque a Pituca não parava KKK! Mas tivemos algumas fotinhos aprovadas. E demoroooou pra sair o clipe. Eu já imaginava que demoraria porque eram muitas fotos e muito bebês lindos!
Mas vamos ao que interessa! Vejam o clipe e prestem atenção onde a Lais aparece:
1° ela aparece dentro de um dos barquinhos (1:38)
2° aparece no fundo do oceano com os outros bebes e bichinhos do mar (olhinhos fechados) (2:00)
Esses dias me questionaram o porquê de eu não frequentar uma igreja aqui em Londrina.
Além de todo aquele papo clichê que “ninguém tem nada a ver com a minha vida” algumas coisas aconteceram antes de chegarmos a esse ponto.
Primeiro, nos mudamos para cá e apesar de ser bem acolhidos por uma igreja com pessoas queridas, mais tarde percebemos que a Instituição estava acima de tudo. Inclusive acima do amor entre as pessoas e pra mim e pra minha família isso é anti cristão em um grau tão máximo que não teve jeito. Depois dessa nós não procuramos mais nenhuma igreja para frequentar.
Nos reuníamos com um grupo aqui em Londrina, crescemos e aprendemos muito mesmo com eles, mas a vida e a correria acabou nos afastando, e confesso. Faz muita falta.
Mas o principal que aprendemos foi que não precisamos de uma instituição para nos relacionarmos com Deus. (Sim, eu creio em Deus e creio em um relacionamento com ele, tá me achando esquizofrênica?)
Sabe, não é que não precisamos de pessoas, de conselhos… isso nós precisamos sim! E Deus sempre manda alguém e isso é mais que incrível!
Mas eu não preciso recorrer a um lider espiritual que quando eu recorrer vai se sentir pressionado a dar alguma resposta, e bem… pode ser que nem seja a resposta certa! Isso já aconteceu com a gente dentro de uma igreja. E como fomos líderes algumas vezes nos sentimos pressionados assim, principalmente quando a pessoa em questão não tinha uma amizade/irmandade com a gente e ainda assim queria que solucionássemos a vida dela.
Eu também não preciso mais ir a alguma reunião onde as pessoas fingem ter comunhão umas com as outras e durante a semana falam mal uns dos outros pelas costas.
Eu não preciso puxar o saco de ninguém para obter alguma vantagem dentro de algum ministério (música, dança, mulheres, ensino…). Nem fingir que não quero brilhar enquanto faço de tudo para aparecer. Aquela falsa humildade de que todos se orgulham hehe.
Eu não preciso me preocupar que meu filho sofra um “bullying eclesiástico” por não ser filho de algum ser muito importante dentro da igreja.
Eu não preciso mais me preocupar em priorizar os “da casa” e ter um serviço mal feito que até meu filho de 8 anos faria melhor (encomendei um artesanato com uma pessoa da igreja que até tinha esquecido da encomenda, quando finalmente ela entregou eu tive que falar que adorei por consideração a ela, porque pensei que ela havia feito o melhor que podia. Mais tarde vi que não, ela foi displicente mesmo). Longe de mim querer culpar os outros por ter mentido, mas eu tinha muito carinho pela pessoa mesmo.
Eu não preciso fingir normalidade quando o que eu estou vendo não é normal! Não preciso me acostumar com algumas coisas meio fora do que tem na Bíblia porque foram revelações do Apóstolo, Líder, Papa.
Eu não posso mais concordar que quem trabalha para a instituição tem que ser voluntário e quando é mandado embora ainda sai com uma mão na frente e outra atrás porque não tinha nada na CLT.
Eu não posso concordar que a instituição queira se meter em decisões de um estado que deveria ser laico (e não é!). Eu não acho que tomar o governo pelas beiradas (me corrompendo para que o que eu quero seja feito) seja uma maneira de manifestar o reino de Deus na terra, não mesmo.
Eu não posso concordar que a mulher seja humilhada dentro de casa e mesmo assim deva exibir um sorriso na frente dos colegas de igreja porque a mulher sábia consegue as coisas apenas com sorrisos.
Eu não quero que meus filhos cresçam discriminando outras pessoas, seja por qualquer motivo. Quero que eles aprendam a respeitar e amar mesmo as pessoas que não tenham a mesma opinião ou estilo de vida deles.
(Mas imagina! Isso tudo que eu falei só aconteceu perto de mim e comigo, né?)
Eu acredito em conversão, mudança de vida, acredito sim. Mas muito mais pelo exemplo que pelo sermão. O que eu vi durante anos foi muito mau testemunho e muitos bons sermões. Algumas exceções? Sim! Até muitas, mas os que mais “pegam no pé” dos outros são os que menos fazem aquilo que falam. E não acredito em conversão instantânea. Converter é mudar de caminho. Isso não se faz da boca pra fora.
Eu acredito em milagres, principalmente aqueles que acontecem sem ninguém saber. Um emprego numa hora difícil, uma cura mesmo que tenha sido usada a medicina pra isso, um livramento em um acidente, um filho que nasceu bem mesmo depois de algumas complicações.
“Mas você não deve se escandalizar irmã!”
Mas eu não estou escandalizada, só cansada. E nem quero escandalizar ninguém, mas a instituição como é e está hoje em dia não me dá motivo algum para fazer parte dela.
Me desculpe, mas não quero fazer parte do seu clube!
O título do post é “Independencia Espiritual?” e tem um motivo.
Não vivemos uma independência de Deus. Muito pelo contrário. Aprendemos a depender SOMENTE Dele. E isso eu recomendo para todo mundo dentro e fora da igreja.
O que vivemos é uma independência institucional uma independência das “empresas eclesiásticas” como eu aprendi esse final de semana.
Eu sei que eu devo influenciar as pessoas com a minha vida, e não com o que eu falo. Quem sabe eu consiga isso, ao menos eu tenho tentado. Estou longe da perfeição, mas estou perto de ser um ser humano totalmente dependente de Deus.
Eu pensava que exercer a democracia era a cada 2 anos participar de eleições e de eventuais plebiscitos. Eu achava que estava fazendo a minha parte! E olhe lá, nas últimas eleições eu só justifiquei o voto (ok, então nem a minha parte eu tava fazendo direito, vamos combinar…). Até eu participar da Conferência Municipal de Políticas para Mulheres em Londrina. O objetivo da Conferência é: Elaborar o Plano de Políticas para Mulheres. Esse plano será levado para a Conferência Estadual e mais tarde para a Federal que será em Brasília (cejura?) em dezembro.
O tema da Conferência foi: “Enfrentamento à pobreza e promoção da autonomia das mulheres”
“Tá bom Marilia, mas como que você foi parar num evento desses?”
Explico: eu coordeno junto com a Pati Merlin e a Thelminha o GestaLondrina que é um Grupo de Apoio ao Parto Ativo. Ele é um grupo apoiado pela Parto do Princípio, um GAPP. A Kiki da PP (acostumem-se com esses apelidos e abreviações rs…) me enviou um email falando da Conferência, (meu marido enviou uma nota do site da Prefeitura que ele sempre acompanha) e me convidou a participar como delegada. Lógico que eu aceitei! Infelizmente pela PP não ser uma instituição formalizada eu não consegui ser delegada, fui como observadora. Mas com o carão e o tico de coragem que Deus me deu fui com todas as moções e propostas que elas me enviaram por email X). Quando falo que sou mesmo metida as pessoas não entendem… é nesse sentido de se “meter” e fazer as coisas.
Na sexta à noite cheguei na Câmara munida de pastinha, prancheta, papéis e caneta para a abertura. Peguei lá o crachá, tentei reconhecer alguém no meio das pessoas e bati um papo meio tímido com uma das participantes que me conhecia (e eu não lembro de onde, simata).
Aí teve o café, delicioso por sinal. E grazadeus chegou alguém conhecida! A Marisse (amiga do Gesta), e estava como delegada pela
Ana Carolina, Eu , Lais e Marisse
OAB! Mostrei os papéis que tinha levado da PP e destacamos dentro do plano que apresentaram as que se adequavam à nossa realidade do município. Foi feita a abertura. Cantaram o hino de Londrina e eu morri de vergonha de não saber cantar kkk! Um pouco antes de terminar eu tive que sair, fui entregar um sling pra uma pessoa que viajaria no sábado. Nossa outra amiga, também delegada, chegou logo depois que saí, a Ana Carolina. Elas ficaram até o final que eu creio não ter tido nada demais porque nem comentaram nada comigo haha!
Eu e Lais
No sábado pela manhã eu acordei porque tinha sonhado que tinha ligado pra Marisse avisando que eu não poderia ir. Levantei no pulo, Lais ainda dormia, dei mais um tempinho pra ela e assim que ela esboçou acordar nos arrumamos e fomos pra Camara novamente.
Cheguei na hora do café, mas o eixo onde faríamos as propostas ainda não tinha sido abordado.
Todos acham fofa a Lais no sling participando da Conferência com direito até a um crachá. Vejam bem… rs.
Fomos para a plenária e fomos abordando e votando (eu não votava, só delegado vota) as propostas. Teve uma pausa para o almoço, o Amorzo foi buscar a Lais pra ela almoçar e quando volto pra plenária todos perguntavam dela kkk!
Conseguimos aprovar algumas propostas:
Garantir a licença-maternidade de no mínimo 180 dias para todas as trabalhadoras
Encaminhar projeto de lei ao Legislativo para ampliação do regime de exercícios domiciliares a partir do 8º mês e durante os 6 primeiros meses após o parto para as estudantes
Adesão do município ao Rede Cegonha e ao Mãe Paranaense.
Apoiar e incentivar a capacitação de doulas voluntárias
Apoiar e incentivar o trabalho de enfermeiras obstétricas e obstetrizes na assistência ao parto normal de risco habitual em hospitais e maternidades
Apoiar e incentivar a construção e funcionamento de Centros de Parto Normal: (re)abertura do diálogo e participação das mulheres
Garantir o cumprimento da Lei do Acompanhante
Elaborando propostas, redigindo, corrigindo...
Criação de um Comitê de Morte Materna onde haja a participação da sociedade. (A palavra correta me fugiu, n tá fácil terminar esse post kkk)
Criação de uma Ouvidoria da Secretaria da Mulher.
Houveram várias mudanças em propostas já existentes. Por exemplo uma que dizia respeito a campanhas na mídias pela prevenção do câncer do colo de útero e câncer de mama, prevenção da AIDS, igualdade de gênero e faltava ali campanhas de incentivo à amamentação e ao parto natural.
Moções que eu lembro conseguimos assinaturas para duas:
Moção de apoio à PEC 00515/2010, que aumenta para 180 dias a licença-maternidade
(Essa teve várias assinaturas!)
Moção pela adequação étnica e cultural na assistência ao parto.
Votação
Tudo devidamente votado e acordado. Lindo de ver mesmo. Sabe quando você
para por alguns segundos e pensa: tô participando de algo importante, que legal! Que privilégio!!! Pois eu pensei isso várias vezes . Como é fácil criticar tudo e não fazer nada para mudar. Como é fácil fazer piada de coisas importantes. Como existem mulheres batutas (expressão que minha prima Anica usa sempre e agora achei pessoas à altura para usar também!) nessa cidade!!!
Algumas pessoas podem pensar que é perda de tempo, que os caras que mandam mesmo não vão fazer o que estamos reivindicando. Mas se eu não faço nem e minha parte, como vou cobrar deles o que eles devem fazer?
Fica o meu incentivo para quem está pensando em participar ou não da Conferência no seu município. Participem! É uma experiência que muda sua maneira de pensar como cidadã. Eu que me achava super engajada com várias coisas percebi que tem muita coisa para ser feita! E pouca gente disposta a fazer. Mesmo sem papéis caneta e prancheta. Vá. Você tem poder de voz! Mesmo quem está como observadora pode participar. Só não vai votar, mas pode ajudar a elaborar melhor as propostas.
Desde cedo lutando pelos direitos da mulher
BjoS!
P.S.: Marisse e Ana Carolina vão para Curitiba para a Conferência Estadual como delegadas!!! Uhuuuuu!!!!
Vocês já leram o relado do parto da Lais? Se não, ele está aqui.
A Lorena eu conheci quando começamos o GestaLondrina. Ela dava aulas de Yoga onde realizávamos as reuniões. Lembro de ter pensado: puxa! Que pessoa legal! E a primeira impressão foi a que ficou.
Numa das reuniões nós falamos do desejo que tínhamos de um dia sermos doulas. E combinamos assim: eu ia engravidar e ela ia me doular (afinal ela é fisioterapeuta e professora de Yoga) e depois ela ia engravidar e eu ia doular ela. Nada de contrato assinado, mas muitas vezes o que a gente fala passa um anjo e diz amém (como dizia a minha vó).
E não é que um tempo depois eu tava grávida? Nem foi tanto tempo assim depois do nosso “combinado”. Se eu fosse ter em casa eu chamaria a Patricia Merlin pra me atender. Ela tem experiência nisso, mas no fundo eu queria mesmo que a Lorena estivesse comigo, então na minha cabeça quem sabe eu chamasse as duas hehe. Quando a Lais começou a dar sinais que ia nascer antes, o parto domiciliar foi por água abaixo e eu tive mais certeza ainda que seria a Lorena a me doular.
E ela foi perfeita! Eu ainda lembro que eu sabia exatamente quando era ela e quando era o Daniel que estavam fazendo massagem em mim, lembro dela falando comigo, me lembrando de respirar, de me entregar na hora das contrações.
Mas não sabíamos de um detalhe no dia em que a Lais nasceu (há exatos 8 meses). Lorena estava grávida de poucas semanas da Cecília !
Quando eu soube da gravidez fiquei aqui torcendo pra ela me chamar pra doular, porque eu realmente precisava retribuir o amor que ela me dedicou. Foi muito importante ter ela por perto!
A Cecília também quis apressar, mas a Lorena conseguiu deixar ela mais tempo na casinha, na terça feira dia 21/06 ela parou de tomar a medicação para inibir o parto e ficamos em estado de espera hehe.
No feriado do dia 23 eu fomos passear em Presidente Prudente, se qualquer coisa acontecesse com a Lorena e ela me ligasse, voltaríamos correndo. Dá mais ou menos uma hora e pouco daqui. Ela não me ligou, na volta eu tava vendo as fotos que tiramos no passeio e tinha uma da visita que fiz pra ela. Olhei pra carinha da Lo e pensei: Bem que a Cecilia poderia nascer já, né?
Voltamos pra casa, eu tava fazendo um cachorro quente e arrumando as coisas quando toca o telefone. Eu imediatamente pensei que fosse ela.
- Má, minha bolsa rompeu. Mas eu to tranquila. Vou ligar pro Dr. Alessandro e ver o que ele vai fazer.
- Ok, sem pressa. Qualquer coisa me liga.
Isso era mais ou menos umas 8 e meia da noite.
No próximo telefonema ela me falou que o médico (que aliás foi quem acompanhou o parto da Lais) iria internar mesmo por conta da bolsa rota, mas que ela só ia pro hospital depois que acabasse a novela.
Fui ajeitando as coisas, fiquei pronta pra sair, embora ela tenha me dito que não ia precisar de mim agora porque ela não estava ainda em trabalho de parto.
Todos aqui dormiram, e eu fui descansar também. Acordei la pelas 7 da manhã toda desesperada, pensando meldels já nasceu! Pensa na pessoa esbaforida sem conseguir nem abrir o olho ainda procurando o celular… pensou? Hehe, aí me deparo com uma mensagem dela as 4 da manhã pedindo pra eu ir pro hospital porque não tava fácil. Gelei. Esqueci de avisar que eu não acordo com toque de mensagem! Liguei pra ela e fui tranquilizada hehe. Na verdade foi o seguinte, ela internou e ia tomar uma dose de antibiótico. Ela não estava em trabalho de parto, somente com a bolsa rota. De 15 em 15 minutos entrava uma enfermeira no quarto pra perguntar “ta doendo muito mãe?” “já tá com dor?” sendo que nessa hora específica ela deveria DORMIR! Ela me queria lá pra ela poder descansar .
Sendo assim, dei um mamá pra Lais e fui pra lá. Ela estava super bem, fui mesmo pra ela sentir que eu estava presente, e pra reclamar com o médico desse tipo de atitude das enfermeiras. Não são todas que são assim, mas bastam uma ou duas pra tirar a paz. Quando conseguia ela dormia um pouco.
Conheci lá uma bisavó que foi visitar o bisnetinho recém nascido. As enfermeiras do dia já respeitavam muito mais! Foi um sossego.
As contrações estavam bem irregulares. O médico examinou e fez um toque, estava mais ou menos com uns 4 cm (ela havia internado com 1cm e pouco) e o colo estava trabalhando. Os exames que ela fez estavam todos bons. Tudo caminhando pra um parto natural como ela queria. Mas o trabalho de parto não tinha começdo ainda, estava bem na fase latente. Aproveitei pra passar em casa pra almoçar dar almoça pras crianças, amamentar a Lais e descansar um pouco. Quando foi umas 4 e meia eu liguei pra saber se estava tudo bem e o marido dela falou que sim, mas que alguma coisa estava diferente. Amamentei a Lais de novo e fui para o hospital.
Chegando lá vi o Juliano do lado de fora do quarto, ele me falou que a Lorena queria ficar um pouco sozinha. Entrei no quarto devagar e estava tudo na penumbra, ela fazendo exercícios na bola e dançando. Uma coisa que eu achei intenressante é que a Lorena de costas nem parecia grávida hehe! E assim ela ficou, bola, chão, cama. De vez em quando ela cochilava um pouco. O Dr. Alessandro fez mais um toque e estava com 5 pra 6 de dilatação. Senti que pra Lorena foi meio frustrante, mas o que me acalmava foi que eu chegueii exatamente assim no hospital, com contrações super suportáveis e com 5 pra 6 de dilatação e em poucas horas a Lais nasceu. Mas como cada parto e cada mulher é diferente eu focava em dizer pra Lorena não criar expectativas, que ela dilatou em menos de um dia o que eu havia demorado uns 2 dias para dilatar e que era pra ela descansar. Fiz massagem nos pés, conversei com ela bastante tentando deixar o humor dela bom. Aliás, ela não perdeu o bom humor .
Nessa fase ela precisava ficar sozinha, então eu e o Juliano agíamos como se não estivéssemos ali, eu só me manifestava quando alguma enfermeira ia no quarto. Geralmente elas vem falando direto com a parturiente, e isso não é legal. Mas depois elas sempre se dirigiam a mim ou ao Juliano. O que mais “matava” era a mulher da copa. Jesusmariajosé todos os santos! Ela entrava sem pedir licença, sem bater a porta. E ia falando alto, acendendo luz… pff.
Nessa hora eu pensei, nossa, acho que a Lo nem vai precisar tanto de mim, ela quer mais ficar sozinha mesmo. Ledo engano! As contrações começaram a ficar mais efetivas, logo que o Dr. saiu do hospital (pra variar…). E eu percebia um ritmo. Comecei a anotar no laptop cada horário de cada contração. Elas vinham de 3 em 3 minutos, as vezes de 2 em 2 e entre umas 5 dessas muitas vezes tinha um intervalo de 4 minutos. Pensei comigo… ela vai nascer no dia de S. João, não vai ser S. Guilherme. Eu e o Juliano revezávamos nas massagens, ele foi buscar um lanche pra gente. Quando ele voltou com o lanche a Lorena pediu Coca, ela tava com fome! Hehe! A gente deu ué, tava liberada dieta líquida! Ela não conseguiu comer a sopa da janta, mas comeu a gelatina. Foi dada mais uma dose de antibiótico por causa da bolsa rota.
Ela pediu pra ir pro chuveiro, e foi. Eu liguei pro Daniel pra ele me trazer a Lais pra eu amamentar naquela hora (eram umas 8 e meia) porque depois provavelmente eu não poderia mais sair do quarto. Ele demorou um pouco ainda pra vir, e eu fiquei lá no chuveiro com a Lorena.
Nessa hora ela me olhou:
- Má, essa mulherada é tudo louca! (E dava risada!)
- É, eu sei. Pensei a mesma coisa no parto da Lais . Inclusive eu tinha um plano Lo. Eu ia chegar em uma reunião do Gesta e falar: Olha gente, bobagem essa coisa de parto natural! Esqueçam! Vão lá e marquem cesarea! Dói muito gente! Esse era o meu plano.
- Sério Má???
- Seríssimo!!! É normal você pensar assim viu? Nem se sinta mal por isso!
E rimos muito nessa hora!
O Daniel estava lá na porta do hospital com a pituquinha. Falei pra Lorena que ia descer e logo voltava, desci correndo, antes avisei as enfermeiras que eu ia voltar caso o segurança invocasse de não me deixar subir.
Pausa para momento coruja
As enfermeiras do hospital me conhecem porque eu fiquei um tempo internada inibindo o parto e depois por eu ter tido a Lais no quarto. Todas querem ver foto da pituquinha! KKK
Despausa para momento coruja
Desci, a Lais no bebê conforto, nem tirei ela de lá, ja tirei os peitos pra fora e ela mamou os dois em tempo recorde! 10 minutos! No total fiquei uns 20 minutos lá embaixo no máximo. Dei tchau pra Lais fofa, um beijinho no marido e subi correndo!
O bicho tava pegando. As contrações aumentaram muito! E com intervalos cada vez menores. Lembro de ter falado que se continuasse assim ligariamos para o médico. De repente a Lorena fala:
- Má do céu, to na transição, to me tremendo toda!!!
E era verdade, Cecília estava chegando gente, e a mãe dela totalmente consciente disso! Foi lindo! Nessa hora eu só afagava a Lorena, não parecia que ela era minha amiga, o sentimento que eu tive foi que eu era mãe dela, sei lá. Muito doido isso!
E começaram os puxos, e eu pedi pro Juliano ligar pro Dr. Alessandro. Ele falou comigo que estava vindo e ia pedir um cardiotoco enquanto isso. Eu lembro de rir e pensar, não vai dar tempo!
Me deu um click na hora, pedi pra Lorena subir na cama e ficar em 4 apoios (porque isso faz com que a descida do bebê desacelere um pouco) e pedi pra ela pra eu tirar a calcinha e ver como estava. Estava quase coroando !
Chamei a enfermeira porque eu não tenho experiência em aparar bebês hehe. Falei pra ela ficar ali comigo de prontidão até o Dr. chegar. Eu estava muito emocionada, e quando fico um pouco nervosa tenho a (péssima) tendência de rir. E eu ri não sei do que a Lorena disse, e ela respondeu: Não é graça Má… mas todo mundo achou graça, viu Lorena??? Ae eu fiquei bem séria e falei, é mesmo, não tem graça!
Pedi pro Juliano ligar de novo pro Dr. Alessandro, avisando que realmente a bebê estava nascendo. Mesmo assim as enfermeiras vieram com o cardiotoco pra fazer kkkk! Eu nem acredito nisso quando eu lembro. É mais ou menos assim, se o médico mandou elas fazem, mesmo se o paciente morrer eu acho, elas vão lá e fazem! Mas aí ele chegou e ficou tudo mais tranquilo. Mudamos a Lorena de posição pra ele ver como estava tudo e ela gostou da posição que ela ficou (semi sentada, ela não quis cócoras). E ficamos esperando a Cecília nascer! Ja tinha bercinho no quarto, a pediatra já estava de prontidão.
Nessa hora a Lorena pediu um copo com água, ela estava bem serena, tranquila mesmo. Perguntava o que era para fazer e fazia, foi perfeita! Como ela havia me pedido para filmar e fotografar tudo o que eu pudesse eu fiz isso, mas estava com 2 câmeras ao mesmo tempo, foi tenso haha! A câmera deles era melhor para filmar na penumbra e a minha para fotografar (já que eu não queria dar um flash na baby, de jeito nenhum!).
E ficamos ali esperando a natureza agir trazendo a Cecília ao mundo, quando ela coroou eu lembrei a Lorena de pegar na cabecinha dela pra sentir, era bem cabeludinha! Brincamos que dava até pra fazer uma maria chiquinha e puxar ela pra fora hehe, a Lorena respondeu: ah, bem que poderia ser assim! KKK!
E veio a Cecília! E todos se emocionaram e eu lá tentando filmar a fotografar ao mesmo tempo!!! Foi lindo, mágico!
Foi esperado o cordão parar de pulsar e o pai cortou. Como a pediatra tinha que atender um outro paciente quase na mesma hora ela foi fazer os cuidados iniciais na Cecília. Mas tudo ali no quarto. Como ela estava muito bem, só era bem calminha rs, ela liberou a bebê pra ficar com a mãe.
Ela nasceu dia 24/06/2011 23:12 com 3kg e 48 cm!
Linda fofa e cabeluda!!!
A placenta saiu a gente viu (ainda acho que a minha era muito pequena gente…) tava tudo ok, a Lorena levou alguns pontinhos.
E mais uma vez fui privilegiada de acompanhar o parto de uma pessoa muito especial, ainda mais sendo a pessoa que me ajudou muito na busca e na hora do meu parto!
Pra Lorena, Cecília e Lais tenho uma frase:
“Amor da minha vida, daqui até a eternidade, nossos destinos foram traçados na maternidade.” Hehe!!!
Obrigada Lorena por ter escolhido a minha presença, obrigada Juliano por ter sido um marido/pai excelente, obrigada Pata por me dar força pra seguir mais esse sonho de ser doula, obrigada à todas as meninas do Gesta, obrigada às enfermeiras do Hospital Evangélico de Londrina que depois que entenderam o que estava acontecendo agiram de maneira respeitosa, obrigada Dr. Alessandro Galletto por ter me permitido participar desse momento e ter permitido um parto ativo. Obrigada Cecília! Seu coraçãozinho sempre ótimo durante as contrações, sua tranquilidade depois de ter nascido, obrigada bebezinha linda por existir! Bem vinda!
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Eu tive a oportunidade e o prazer de acompanhar o parto de uma pessoa muito especial como doula. Me preparei para isso e imagino que minhas experiências com meus partos ajudaram também. Eu não fiz curso (ainda) mas vou fazer! Quando fui doulada no meu último parto é que percebi a importância de ter uma doula (que pode ser uma pessoa que você preparou para isso) junto comigo. Faz toda a diferença!
Quando a Paula me falou que queria eu eu acompanhasse o parto dela porque a nossa doula iria viajar e talvez não conseguisse chegar a tempo para o parto, confesso que fiquei um pouco insegura. Por mais que eu tenha estudado muito sobre parto, parto ativo, tenha um conhecimento razoável em anatomia e fisiologia por ser técnica em radiologia, eu nunca havia doulado ninguém antes. Aceitei o "desafio". Ela já estava no final da gestação, fomos nos falando e combinando o que ela queria para o parto dela. Era um VBAC, parto normal depois de uma cesárea que ela planejava. Esse é um dos papéis da doula, ajudar a mulher a construir e idealizar o que ela quer para o momento do parto.
A Lorena (que foi minha doula e seria a da Paula) antes de viajar passou aqui em casa para deixar a bola e o tapetinho. Conversamos bastante sobre o que a Paula queria, sobre o médico que iria acompanhar, sobre as expectativas da Paula e das nossas (rs… doula tem expectativa, e na maioria das vezes é que tudo acabe com um lindo parto natural hehe!) e ela foi viajar, curtir suas merecidas férias .
No dia 03 de maio a Paula me ligou dizendo que estava com contrações de 3 em 3 minutos e um pouco doloridas. Como ela mora longe do hospital e o combinado foi nos encontrarmos lá resolvemos que o mais prudente seria ela ir para o hospital.
Arrumei tudo aqui, deixei um leitinho para a Lais, peguei um taxi e fui para o hospital. Detalhe: com a bola e o tapetinho hehe. Quando o taxi chegou ele achou estranho a bola e tal. Expliquei o que estava fazendo no caminho e quando ele ouviu a palavra PARTO foi rápido que nem uma flecha! Cheguei na recepção do Hospital Araucária e as recepcionistas já arregalaram o olho quando viram a bola, eu ja fui explicando que era doula da Paula que estava internada já e elas me mandaram subir.
Cheguei lá a Paula na maior tranquilidade, realmente era um TP latente, nada ativo. Ela estava com 3cm de dilatação. Pegou a bola e começou a fazer alguns exercícios (ela é fisioterapeuta) para ajudar a dilatar e o bebê descer. Esse momento foi muito gostoso, ela estava bem falante ainda e batia um sol maravilhoso no quarto. Pedimos uma salada de frutas para ela que veio com mel, ela nem tinha tomado café da manhã. A ideia inicial era ela ter o bebê ali no quarto mesmo. O marido estava tranquilo e ela também, o tempo foi passando a dilatação aumentou um pouquinho só e eu achei melhor aproveitar que a coisa estava tranquila e dar uma passada em casa pra ajeitar algumas coisas e almoçar. Mas na verdade o que eu queria era dei xar os dois sozinhos, a mulher quando fica sozinha fica mais introspectiva e isso ajuda a engrenar o trabalho de parto. A Paula foi para o chuveiro com tapetinho e bola para relaxar e fazer exercícios.
Vim pra casa com uma enxaqueca lascinante! Quando cheguei todos estavam dormindo ainda, aproveitei e tomei um remédio e cochilei um pouco. Acordei com o telefonema do marido da Paula me chamando para voltar que agora sim o parto tinha engrenado. E minha dor de cabeça tinha ido embora!
Chegando lá fui tomada por um sentimento lindo de amor. Os dois ali abraçados passando pela contração juntos, dava pra sentir, quase pegar o amor que eles estavam transmitindo. Fui ajudando com posições, massagens, encorajando a Paula.
A dilatação do último toque estava em 6cm e as contrações bem fortes e intensas. Ela não conseguia mudar de posição, o marido e ela haviam combinado que se as coisas ficassem muito tensas eles pediriam analgesia. E assim foi.
O médico me permitiu entrar no centro cirúrgico para acompanhar o parto. Depois da analgesia ela ficou bem calma e voltou a ser falante hehe.
O parto foi evoluindo mas a analgesia foi perdendo o efeito. Ela pediu para aplicar mais, foi aplicado e coincidentemente ou não (os médicos juram que não, mas eu acho que sim) as contrações pararam e o Davi precisou do auxílio do fórceps para nascer. Mas foi bem tranquilo!
Como foi emocionante ver ele nascendo, eu chorei e quando fui me desculpar por estar chorando percebi que todos estavam com os zóim brilhando haha! Pedi para o pediatra colocar o Davi em cima da Paula para eles se conhecerem finalmente (mesmo com analgesia ficamos um pouco presas na maca, eu sei porque tive 2 partos com anestesia) e foi mais emocionante ainda!
Foram quase 11 horas de trabalho de parto no total, umas 5 ou 6 horas de trabalho de parto ativo.
Davi nasceu de um VBAC hospitalar no dia 03/05/2011 às 17:34 com 3,500kg e 49cm.
Quando o Davi nasceu não nasceu só uma mãe, nasceu uma doula!
Foi gratificante acompanhar a Paula!
"Ah Marilia, mas nem foi parto natural, nem foi parto de cócoras no meio do mato que nem índio!"
A Paula conseguiu ter um parto normal, hospitalar com um médico que raramente acompanha um parto normal, e depois de ter a primeira filha de uma cesárea. Pra ela, para o marido e para mim foi uma grande vitória! Acredito que a experiência que ela teve com o parto (que antes ela não tinha experimentado) possa ajudar ela no futuro, embora ela fale que não quer mais filhos no futuro… sei…
Depois de algumas semanas que deveriam ter sido só alguns dias, fiz laqueadura e fiquei de molho em casa, fui visitar a Paula para uma consulta pós parto. Davi é muito lindo mesmo! Está cada dia maior e mais esperto e matando a mãe, o pai, a irmã e a doula de orgulho!
Se você está pensando em ter um parto normal se prepare antes, peça ajuda para uma doula, não é tão caro como parece e faz toda a diferença! Algumas parcelam o pagamento em várias vezes. E se for o caso peça para alguma amiga ou parente ser sua doula, mas se preparem busquem os grupos da Parto do Princípio, informações na internet e livros.
Essa discussão parece nunca ter fim, ainda mais quando você escolhe o “lado” que você quer ficar. Em todo lugar perguntam do bebê e como ele nasceu e é inevitável tocar no assunto.
Ontem passei por uma experiência no mínimo estranha. Uma senhora me perguntou como a Laís tinha nascido, falei que de Parto Natural (que sim é diferente do “normal”) e que meus dois outros filhos tinham nascido de Parto Normal também.
Gente, ela me olhou mais ou menos assim:
Nójeeeento!
Eu fiquei sem ação na hora, ela falou:
- Sou instrumentadora cirúrgica e acho o Parto Normal uma coisa horrível!
- Realmente, o que vocês fazem com as mulheres no hospital deixa o parto horrível mesmo. Pra começar deixar a mulher deitada, é a pior posição pra parir.
- Ah mas não fica totalmente deitada, a cabeça fica um pouco levantada…
- Mas a barriga fica pra cima fazendo o útero lutar contra a gravidade, o sacro fica pressionado diminuindo o tamanho do canal de parto, só dificulta!
- Mas como que tem que ser então??? (Já indignada e achando tudo uma loucura.)
- Do jeito que a mulher quiser na hora!
- Mas NINGUÉM consegue fazer isso, na hora a mulher fica muito desesperada! (Olha, eu concordo que se eu tivesse ela do meu lado na hora eu ia ficar desesperada…)
- Se eu consegui quem disse que ninguém consegue? É só ter perto da mulher pessoas que ajudem ela de verdade, sem ficar mandando ela fazer força na hora errada, força de cocô, se ela fizer força de cocô ela vai fazer cocô oras! Eu tive a Lais de 4 na cama do quarto do hospital, nem fui pro centro cirúrgico, não precisa ir quando está tudo bem. A Andrea (minha amiga que estava no mesmo lugar que a gente) teve na água na banheira do hospital.
Ela ficou sem argumentos, meu marido chegou, eu me despedi. Dessa vez pelo menos eu não tive que escutar como uma cesárea é pratica (e pra ela também é lucrativa né? ) e blá blá blá whiskas sachet.
Aí eu fiquei pensando… como o mundo e as pessoas são estranhas. Quando uma mãe ou bebê morre durante uma cesárea ou depois por conta de alguma complicação (e acreditem há muito mais mortes por cesáre que por partos normais) ninguém vai fazer escândalo na mídia, ninguém fica indignado pelo médico ter marcado a cesárea antes do tempo, antes de feriado, férias, viagem “importante”. ALiás, ninguém nem cogita que a cesáre possa ter desencadeado algum problema. O que se vê é uma ignorância total de como o corpo da mulher funciona, de quando os procedimentos são realmente necessários. As mulheres optam pela cesárea porque ela é mais cômoda e prática, melhor ir lá te cortam, tiram o bebê pra você e você não tem que fazer nada. Melhor ficar na ignorância sobre como o seu corpo funciona. Mas todo mundo sabe de pelo menos 5 casos da filha da prima da vizinha que morreu no parto, que foi cortada, que o bebê tem paralisia cerebral…
E sinto muito dizer, os úteros na sua grande maioria funcionam muito bem! O que está com problemas é a cabeça das pessoas.
Uma participante do Gesta que queria muito fazer um parto normal teve que fazer uma cesárea de emergência. Ela se preparou para o parto, fazia os exercícios e tudo mais. No fim da gravidez a pressão subiu, começou a comprometer o fluxo sanguíneo do bebê e foi feita uma cesárea de emergência no MESMO dia. Esse é um caso de uma cesárea necessária. O bebê provavelmente teria problemas durante o trabalho de parto (que exige do bebê também, ele participa junto).
Mas quantas cesáreas de emergência eu já vi marcadas para daqui 5 dias? Porque o cordão está “perto do bebê”, a bacia da mãe é muito estreita, o bebê ainda não está encaixado ou a mulher tem escoliose???
Ah Marilia, eu tive 84728457824 cesáreas e estou bem, meus filhos todos lindos correndo pulando por aí, me dando maior trabalho! O que conta é o bebê, o que conta é que deu tudo certo no final…
Eu sei, mas eu não entendo. Me desculpa. Eu não entendo uma mãe optar por um procedimento que tem mais riscos, onde ela VAI sentir dor (depois mais vai) por medo da dor. A dor do parto passa, 15 minutos depois do parto da Lais eu tomei banho TOTALMENTE SOZINHA comi e fui no berçário ver ela. É muito diferente. A Laís era prematura e nasceu com Apgar 9 e 10, durante o parto há hormônios que são liberados para o bebê que ajudam ele a respirar quando nasce. Na cesárea agendada sem entrar em trabalho de parto isso não acontece. São muitos os casos de complicações respiratórias de bebês que nascem de cesárea.
Ah Marilia, mas tem muita mãe que o bebê nasce de parto normal e é péssima mãe, isso não tem nada a ver.
A questão nunca foi essa, eu queria era dar uns sopapos na primeira mulher que falou: eu não sou “menas” mãe porque tive meu filho de cesárea! A questão é a saúde, é o engano que se perpetuou de que a cesárea é a melhor escolha, ela nem deveria ser uma escolha, ela deveria ser usada em situações específicas onde o parto apresenta um risco maior que a cirurgia.
Mas o que ainda me deixa mais triste são as mulheres que querem ter um Parto Normal e respeitoso e não podem. Não podem porque não se preparam, porque o médico jamais deixará ela entrar em trabalho de parto, porque a família aterroriza tanto que ela perde a paciência e marca a cesárea, porque o medo supera a confiança no seu próprio corpo. E quando elas chegam a ter um Parto Normal ele vem cheio de intervenções que não eram necessárias para apressar tudo e acabar logo, afinal para o médico não é nada lucrativo ficar ali esperando.
Nessa reportagem aqui o meu GO Dr. Alessandro Galleto fala:
O parto humanizado é aquele com menor intervenção possível, ou seja, com menos medicamentos e sem intervenção de conduta. “É proporcionar à mulher uma condição que ela considere a ideal para a realização do parto, com a presença de acompanhante, num ambiente tranquilo”, explica ele.
Segundo Galletto, a medicina transformou o momento da chegada do bebê em algo mais complexo. O que sempre aconteceu de forma natural, em qualquer ambiente, foi levado para dentro do hospital e cercado de tecnologias. “A humanização é o resgate do que era o modo mais fisiológico possível.”
E ainda mais:
O médico afirma que toda mulher deve saber do funcionamento do seu corpo e das possibilidades existentes para o momento de parir. “É preciso dar informação para quem quiser fazer de maneira natural, ter oportunidade para isso. Minha função é detectar problemas e, desde que não haja nenhum, a mulher pode fazer o que quiser.“
Quem dera todos os médicos pensassem assim, e todas as mulheres soubessem que o papel dos médicos é esse e o delas é parir se tudo estiver bem.